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Árbitro morre em teste de aptidão física da Ferj

Amigo afirmou que o árbitro ficou caído no chão sem atendimento; Ferj diz que profissional foi atendido prontamente

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

O árbitro Feliphe da Cunha Oliveira Cabral da Silva, de 30 anos, morreu após ter um mal súbito durante um teste físico realizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Ele estava hospitalizado desde o início da semana e seu falecimento ocorreu nesta quinta-feira. A informação é de “O Dia”.

A Ferj expressou pesar pelo acontecimento e afirmou que ele recebeu assistência imediata de uma UTI móvel. Além disso, a federação lamentou o ocorrido e decretou luto (leia a nota oficial no fim da matéria).

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Um amigo que estava no local afirmou que Feliphe ficou caído durante o teste, mas não recebeu atendimento. A principio, ele não ajudou porque não poderia parar no meio do teste.

– Aquecemos juntos, ele estava bem, mas começamos a correr e faltando cinco tiros de corrida para acabar o vi caído. Ele ficou ali e não podíamos parar – disse.

A princípio, Feliphe estava acordado, mas desmaiou e foi levado ao hospital para tratamento médico.

– Veio a ambulância, mas ele só foi retirado após o fim do teste, cerca de quatro minutos depois de cair. Ninguém chegou nele com o teste rolando, mas depois que finalizou, o colocaram em uma cadeira de rodas e foi o momento que ele desmaiou e foi retirado da pista –  concluiu.

VEJA NOTA DA FERJ SOBRE O CASO

O Departamento de Arbitragem do Futebol do Rio de Janeiro (Deaf-RJ) lamenta profundamente o falecimento do árbitro Feliphe da Cunha da Silva, após cinco dias de internação em uma unidade hospitalar Estadual, motivada por um mal súbito durante a realização dos testes físicos de rotina. Ele estava acostumado e dos quais participaram outros 44 árbitros e assistentes, todos devidamente liberados por autorização e atestado médico para a prática de atividades físicas.

Prontamente atendido por UTI móvel, presente no local dos testes, foi imediatamente levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima. Ele foi imediatamente recebido, medicado e transferido na noite do mesmo dia (sábado, 4 de maio) para o Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu. Foi seguindo os protocolos médicos e administrativos regulamentares, em condição clínica estável e lúcido (sic), acompanhado de perto por membro do DEAF-RJ durante todo o tempo.

O Departamento de Arbitragem está consternado com o falecimento de um dos seus membros. Apesar dos seus poucos 30 anos, dos quais praticamente 9 dedicados a arbitragem, sempre demonstrou princípios éticos elevados, além de postura exemplar, dedicação profissional e os cuidados de saúde exigidos ao desempenho da função.

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro decretou luto oficial e se solidariza, nesse momento de profunda dor, com familiares e amigos diante de tamanha e irreparável perda.

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