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Campeã olímpica acusa o marido de agredi-la: 'Achei que estava morta'

Margaux Pinot, medalha de ouro no judô por equipes com a França em Tóquio 2020, mostrou os ferimentos nas redes sociais

Fora de Jogo|Do R7

Judoca Margaux Pinot mostra resultado da agressão sofrida
Judoca Margaux Pinot mostra resultado da agressão sofrida Judoca Margaux Pinot mostra resultado da agressão sofrida

A judoca francesa Margaux Pinot usou suas redes sociais nesta quarta-feira (1º) para lamentar a impunidade em mais um caso de agressão contra a mulher. Com o rosto bastante machucado, a campeã olímpica em Tóquio revelou ter sido vítima de agressões do marido, Alain Schmitt, ex-integrante da seleção francesa de judô e seu técnico.

Ela alega ter levado muitos socos do companheiro, que teria tentado estrangulá-la, de sábado para domingo. Apesar da acusação, Pinot viu o tribunal de Bobigny liberá-lo por "não ter elementos suficientes".

"Durante a noite de sábado para domingo, fui vítima de uma agressão em minha casa pelo meu parceiro e treinador. Eu fui insultada, socada, minha cabeça foi atingida no chão várias vezes. E finalmente estrangulada", postou Pinot, de 27 anos, mostrando o rosto completamente desfigurado.

"Achei que estava morta, mas consegui fugir para me refugiar com meus vizinhos, que imediatamente chamaram a polícia. Tenho vários ferimentos, incluindo um nariz quebrado, e dez dias de interrupção temporária do trabalho. E hoje a Justiça decidiu libertá-lo", lamentou.

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As agressões ocorreram no apartamento do casal, em Blanc-Mesnil. Dois dias após o caso, eles enfrentaram uma audiência no Tribunal Criminal de Bobigny com a apresentação de versões contraditórias.

Schmitt disse que viveram uma luta que parecia um "tornado" entre dois amantes, com uma relação tempestuosa. "Eu nunca bati em uma mulher na minha vida, é uma besteira", afirmou, culpando a mulher, que teria partido para cima dele por causa de possível transferência de país para treinar a seleção de judô de Israel. "Foram episódios diferentes, os insultos, as surras. Eu cheguei perto da morte", defendeu-se Pinot.

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"Nenhum tribunal pode dizer quem está dizendo a verdade e quem está mentindo. Neste caso, não temos provas suficientes de culpa", declarou o presidente do tribunal.

A judoca Margaux Pinot
A judoca Margaux Pinot A judoca Margaux Pinot

"Estou em choque, é um acontecimento difícil, alguns minutos de ultraviolência. Tenho hematomas na cabeça, no rosto, estou com o nariz quebrado. Ainda estou fazendo exames médicos por causa de tonturas. Tenho sorte, sou forte. Faço judô, meu corpo está armado", lamentou Pinot, que promete provar as agressões do marido e fazer com que seja punido.

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Grande campeão dos pesos pesados na França, Teddy Riner prestou solidariedade a Pinot. "Estamos todos profundamente comovidos com o que aconteceu com nossa colega de equipe Margaux Pinot e damos a ela todo o nosso apoio", escreveu o judoca. "O que deve ser feito para garantir que as vítimas sejam ouvidas? Que os agressores sejam condenados?", questionou.

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