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Cosme Rímoli - Blogs
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Três pontos de presente para o São Paulo. Zagueiro do Vitória expulso aos seis minutos. Agride Calleri. E exige entrevista sugerindo manipulação

Wagner Leonardo foi expulso infantilmente aos seis minutos de partida. Deu cotovelada em Calleri. Facilitou a partida para o São Paulo, que venceu segundo jogo fora dos seus domínios. Em 2023 só havia vencido um. Com um a mais, Luciano marcou dois. 3 a 1, fácil demais

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Luciano se aproveitou do espaço que teve. Vitória perdeu Wagner Leonardo expulso infantilmente. Artilheiro marcou dois gols

“Não estou aqui para criar polêmica. Estou aqui para mostrar minha insatisfação com o que tem acontecido com a arbitragem brasileira. Acaba nos prejudicando.

“Temos um trabalho lindo e longo pela frente, mas, por forças maiores, não conseguimos demonstrar isso dentro de campo. Não sabemos o que está acontecendo aqui no Brasil.”

Essas foram as palavras de Wagner Leonardo, jogador de 24 anos, com cinco anos de carreira, mas agiu como um garoto, dando uma cotovelada em Calleri, aos seis minutos de partida. Sua expulsão facilitou ao máximo a missão do São Paulo de Luis Zubeldía, em Salvador.

O Vitória é uma equipe muito fraca. Candidatíssima ao rebaixamento, por conta da falta de poderio econômico.

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O grande fator que tem neste Brasileiro, para tentar sobreviver, é o Barradão.

Seu estádio ‘raiz’ é um caldeirão. E conta com um dos piores gramados do futebol de elite deste país.

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Um mês após ser campeão baiano, depois de seis anos, Léo Condé já está ameaçado de demissão, por acumular seis jogos sem vencer.

Mas a partida de hoje foi absurda.

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A atitude imatura de Wagner Leonardo, atleta vivido, que começou no Santos, promovido por Jorge Sampaoli, rodou por Náutico, Fortaleza, Cruzeiro e Portimonense, sabotou o Vitória.

Ele se deixou levar pelo ambiente bélico da torcida baiana que sente a força forte demais dos clubes da Série A. E tenta na vibração, na pressão, beirando a intimidação, facilitar a partida seu time, já namorando firme com a Segunda Divisão.

Calleri e Luciano são ótimos jogadores. Mas sabem não deixam de provocar zagueiros adversários jamais.

E foi o que fez o argentino em relação a Wagner Leonardo, que confundiu futebol com briga e acertou o rosto de Calleri.

As imagens do VAR mostram com clareza a atitude do zagueiro.

Ramon Abate Abel, árbitro Fifa, não titubeou. Cartão vermelho ao jogador do Vitória.

A partir daí, a equipe de Luis Zubeldía, muito bem postada em campo, com três zagueiros, cinco jogadores versáteis no meio-campo e os dois atacantes provocadores e fortíssimos fisicamente, Luciano e Calleri. A ideia era dar espaço para Igor Vinicius e Michel Araújo aproveitarem todo o espaço nas laterais.

Bobadilha, Rodrigo Nestor e Allison dariam sustentação ao meio-campo.

Inteligentemente, Zubeldía percebeu que, quando Bobadilha recebeu o cartão amarelo, a pressão no Barradão era enorme. Em uma possível falta dura, ele poderia ser expulso, igualando o número de jogadores, lado a lado.

Foi quando, aos 29 minutos, ainda do primeiro tempo, tirou o paraguaio. E colocou Galoppo, troca por esperteza, mas que deixou a maneira do São Paulo atuar muito mais objetiva no ataque.

A esta altura, o Vitória já era amplamente dominado.

A equipe paulista chegava a ter 73% de posse de bola.

As chances foram se sucedendo, até que o inevitável veio em um cruzamento de Igor Vinicius, e cabeçada livre, de Luciano. Aos 44 minutos do primeiro tempo. 1 a 0, São Paulo.

Em uma atitude desesperada, Léo Condé colocou o Vitória buscando o ataque.

Conseguiu o imponderável, em uma bola parada.

Aos três minutos, Matheuzinho cobrou escanteio, Luciano perdeu o tempo da bola, que o encobriu e Willian Oliveira empatou de cabeça.

A vibração no Barradão durou muito pouco.

Três minutos depois, Rodrigo Nestor deu excelente passe para Michel Araújo que cruzou.

E Luciano, livre, de novo, chutar forte, sem chance para Lucas Arcanjo.

2 a 1, São Paulo.

O time baiano ainda tentou lutar, escancarando seu time para contragolpes.

E coube ao zagueiro Ferraresi fazer uma jogada de meia habilidoso.

Driblou e chutou no ângulo oposto de Lucas Arcanjo, que nada pôde fazer.

3 a 1.

A partida estava acabada, aos 38 minutos.

A vitória do São Paulo, na verdade, foi definida ao seis minutos.

Quando Wagner Leonardo sabotou o Vitória.

E para disfarçar colocou a culpa na arbitragem...





Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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