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Rodrygo, Endrick e Vinícius Júnior. Dorival Júnior escolhe o melhor ataque desde Ronaldo, Ronaldinho e Adriano

Convocação do Brasil para a Copa América mostra uma equipe jovem. Mas muito competitiva. A força é o ataque. Dorival Júnior desfruta o fato de a Argentina ser a franca favorita para vencer. E tem a licença da CBF para apostar no ataque jovem e com enorme potencial. Mas convocação não esconde as deficiências nas laterais e na zaga

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Rodrygo, Endrick e Vinícius Júnior. Ataque poderosíssimo (Reprodução/Diário AS)

Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Athletico-PR) e Ederson (Manchester City);

Laterais: Danilo (Juventus), Yan Couto (Girona), Guilherme Arana (Atlético-MG) e Wendell (Porto);

Zagueiros: Beraldo (PSG), Éder Militão (Real Madrid), Gabriel Magalhães (Arsenal) e Marquinhos (PSG)

Meio-campistas: Andreas Pereira (Fulham), Bruno Guimarães (Newcastle), Douglas Luiz (Aston Villa), João Gomes (Wolverhampton) e Lucas Paquetá (West Ham);

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Atacantes: Endrick (Palmeiras), Evanilson (Porto), Gabriel Martinelli (Arsenal), Raphinha (Barcelona), Rodrygo (Real Madrid), Savinho (Girona) e Vini Jr (Real Madrid).

Dorival Júnior repetiu o ritual de Tite.

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Mostrou antes da convocação oficial, hoje, para a Copa América, a lista para o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

A primeira preocupação era evitar excessivas convocações de atletas que atuam no Brasil.

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Por um motivo muito simples, e triste, o Campeonato Brasileiro não será paralisado na Copa América.

O treinador chamou Bento, Guilherme Arana e Endrick.

Ednaldo não queria reclamações, protestos, escândalos por desfalques.

Eles sempre foram orquestrados, em outras convocações, pelo Flamengo.

Mas desta vez não aconteceu.

Por um motivo muito simples: ninguém do clube carioca foi chamado.

A segunda razão de tensão estava na aposta estava em formar o ataque dos sonhos.

Rodrygo, Endrick e Vinícius Júnior.

O presidente da CBF não só aprovou como quase aplaudiu de pé a antecipação que este trio deverá ser o titular nos Estados Unidos.

Richarlyson e Pedro foram desprezados sem o menor constrangimento.

Dorival se aproveitou do fato de os três pertencerem ao Real Madrid, serem muito próximos e entenderem o que o treinador sonha ver na Seleção: muita velocidade, dribles, infiltrações em diagonais, triangulações pelas laterais.

O Brasil, nas mãos de Dorival, será uma equipe de contragolpe.

Não será propositiva.

Pelo contrário.

Terá como prioridade tirar o espaço dos adversários.

Principalmente no meio-campo.

Com volantes muito marcadores, para que o Brasil possa ter o privilégio deste trio avaliado em pelo menos R$ 2,5 bilhões.

Não houve nenhuma grande injustiça na lista.

Dorival destacou na coletiva, depois da convocação, que conversará com Casemiro.

E explicará porque não o chamou.

O motivo está na péssima fase do volante, que foi engolido por um dos piores Manchester United da história.

Dorival também matou na raiz o boato que Neymar poderia ser a surpresa para a competição.

Ele não estará recuperado a tempo, já disse o médico Rodrygo Lasmar, que operou seu joelho esquerdo.

O time que deverá ser a base da Copa América é interessante.

Ederson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Guilherme Arana (Wendell); Bruno Guimarães, Douglas Luiz (João Gomes) e Paquetá; Rodrygo, Endrick e Vinícius Júnior.

A grande novidade da convocação é o atacante Evanilson, do Porto.

O jogador começou no Fluminense, mas virou destaque no time português, onde atua há quatro anos.

Tem 24 anos. Mas será um dos reservas. Foi chamado para observação.

Dorival Júnior foi discreto na coletiva.

Sem grandes arroubos, como virou sua marca registrada.

“Eu acredito que, mesmo que tenhamos jogadores teoricamente jovens, a grande maioria deles joga em equipes de altíssimo nível e em competições importantíssimas. São jogadores que, mesmo com pouca idade, têm conhecimento e vasta experiência em campeonatos dificílimos, em competições que se acirram a todo instante e estão sempre em busca de colocações no topo das tabelas de classificação. Então, sobre ser uma seleção jovem, eu discuto isso...

“É uma seleção bem equilibrada em todos os sentidos. Pode dar uma resposta muito positiva. É uma seleção que só vai amadurecer atuando, buscando nos jogos e treinos aquele equilíbrio que eu citei. Mas, acima de tudo, com conteúdo. Tem que desenvolver responsabilidades em cada um. Se cada um deles chamar um pouco mais para si, o que é um pedido de todos nós, não vamos deixar em cima de um ou dois todos os problemas da seleção. É o que queremos: uma seleção compacta, agressiva, forte, combativa e que busque os melhores resultados possíveis.”

A Copa América será a primeira competição oficial de Dorival Júnior.

Ele entrará na disputa mais tranquilo.

O treinador e a CBF sabem, mas não assumem.

O torneio tem um grande favorito.

A atual campeã do mundo, a Argentina.

Mas excepcional ataque traz esperança ao Brasil.

O clima lembra os tempos do “Quarteto Fantástico”, em 2006.

Com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano.

Infelizmente, acabou sendo um enorme fiasco...


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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