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Cosme Rímoli - Blogs
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Medo domina o Corinthians. Do rebaixamento. Pressionado, presidente articula demissão de diretor. E cobra, aos gritos, jogadores. António Oliveira se cala

A derrota de ontem contra o Bragantino foi a gota d’água para o presidente Augusto Melo. Foi a terceira partida do Corinthians no Brasileiro sem vitória. Nenhum gol marcado. E o dirigente se prepara para demitir o diretor Rubens Gomes, que montou um ‘poder paralelo’, de acordo com conselheiros

Cosme Rímoli|Cosme RímoliOpens in new window

Coletiva de António Oliveira

O domingo amanheceu tenso nos bastidores do Corinthians.

Revoltado com a derrota diante do Red Bull Bragantino, o presidente Augusto Melo cobrou de forma dura, pesada os jogadores. Diante de António Oliveira, que se calou.

O dirigente estava uma pilha de nervos, com inúmeras péssimas notícias que se acumulam.

Com a revelação que a dívida do clube saltou de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,9 bilhão.

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Não se conformava diante do rompimento dos ligamentos cruzados anteriores de Maycon, que ficará nove meses sem entrar em campo.

Estava bufando diante de mais uma derrota do time, que não conseguiu ainda vencer neste Brasileiro, só conseguiu um ponto em nove possíveis. E que não marcou um gol sequer.

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Pior, só não entrará na zona de rebaixamento se Atlético Goianiense e São Paulo empatarem. Se um vencer, tudo ficará ainda pior.

Mais revoltante do que tudo, para Melo, são as inúmeras denúncias de conselheiros importantes, que o diretor de futebol, Rubens Gomes, conhecido como Rubão, estaria se comportando como o dono do futebol do clube. Tomando decisões sem consultar Melo. E controlando todas as informações e ligações da direção com a imprensa.

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Melo tratou de isolar Rubão e dar demonstração de que quem manda no Corinthians é o presidente.

Demitiu o assessor de imprensa Wagner Vilaron, ex-comentarista do Sportv, que era o superintendente de Comunicação. Por ter sido colocado no cargo pelo diretor.

Gomes, que articulou a campanha de Melo, não acompanha Melo mais em nenhum evento.

O presidente só circula agora com o conselheiro Fran Papaiordanou.

Fran tem livre acesso com a ala política Renovação & Transparência, comandada por Andrés Sanchez, que deixou o poder no Corinthians, depois de 17 anos.

Conselheiros garantem que a demissão de Rubão está para acontecer.

Ainda nesta semana.

O diretor alega dengue e não se posiciona.

Melo deixou muito claro ontem, em Bragança, que vai retomar o departamento de futebol, que havia entregue a Rubão, como combinado que seria, caso fosse eleito presidente.

“Se eu tenho a caneta, eu vou agir com a minha caneta.

“Se eu errar, a culpa agora é minha, não vou mais errar por culpa dos outros.

“Chegou a hora de dar um basta.”

Rubens Gomes deve perder o cargo de diretor

Como isso afeta o futebol?

Rubão já cometeu erros pesados, que recaíram em Melo.

Avisar ao Palmeiras e Flamengo que a ‘farra de conquistas de títulos acabou’.

Garantir que havia chance real de contratar Gabigol.

Perder Lucas Veríssimo, a dispensa de Gil e de Renato Augusto, deixar Matheuzinho treinar no Corinthians, sendo jogador do Flamengo, a negociação com Matías Rojas, que processa o clube na Fifa.

A manutenção de Mano Menezes, herdado da direção anterior e que não era da preferência de Melo.

A eliminação ainda na primeira fase do Paulista.

A bronca ontem no vestiário de Bragança Paulista do presidente nos jogadores foi inesperada.

E duríssima.

O dirigente sempre procurou se conter.

Deixava essa missão para Rubão.

Mas ontem, não.

Eles foram cobrados pelo acúmulo de péssimos resultados.

Pelo futebol fraquíssimo.

Exigiu mais luta, disposição, imposição, personalidade com a camisa do Corinthians.

O medo de Melo é o Corinthians entrar em parafuso, como foi no Paulista.

A meta do clube no Brasileiro não poderia ser mais clara.

Classificação para a Libertadores.

Só que, depois de apenas três jogos, o receio é de rebaixamento.

Porque a pressão quando o Corinthians vive momentos difíceis é muito grande.

Em 2007 levou o clube à Segunda Divisão.

Por coincidência, ou não, Rubão era o diretor de futebol, há 17 anos.

Betão esconde o rosto. Rebaixamento em 2007

António Oliveira estava atônito, tenso, irritado, pressionado na coletiva.

Foi um fracasso o exagero de trocas, de mexidas na equipe que começou contra o Bragantino.

Fagner, Gustavo Henrique, Romero, Wesley e Yuri Alberto não entraram em campo.

Só o zagueiro tem explicação: está com dengue.

O time foi muito mal, desajustado, sem coordenação, apelou para cruzamentos, chutes desesperados de fora da área.

Mereceu perder.

Augusto Melo pressionado Presidente do Corinthians vem sendo cobrado pela falta de resultados do time em campo e da briga com Rubão

Foi a primeira vez, desde que o Brasileiro é disputado por pontos corridos, em 2003, que o Corinthians não marca um gol nos três primeiros jogos.

O medo está na sequência.

Na terça-feira, o clube tem uma partida decisiva pela Sul-Americana, contra o Argentino Juniors, em Buenos Aires.

E no próximo domingo, dia 28, o Fluminense, em Itaquera.

No dia 4 de maio, no sábado, o Fortaleza, também, na Neo Química Arena.

7 de maio, em Assunção, o Nacional, do Paraguai, pela Sul-Americana.

E, no dia 11 de maio, domingo, o Flamengo, no Maracanã.

A sequência é perigosíssima.

A tendência, se uma mudança profunda não acontecer, é que tudo piore no Corinthians.

“Mas vai mudar muita coisa”, jurou, ontem Augusto Melo...






Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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