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CBF enfrentará Textor, dono do Botafogo. Terá de provar que juízes reclamaram por não receberem propina. ANAF quer banimento 

Bilionário garante ter gravações de árbitros reclamando não terem recebido suborno. O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, que já o processa por calúnia e difamação, promete ser ainda mais duro. Juízes pedem banimento

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Textor diz ter gravações de árbitros reclamando que não receberam dinheiro de propina. Terá de provar
Textor diz ter gravações de árbitros reclamando que não receberam dinheiro de propina. Terá de provar Textor diz ter gravações de árbitros reclamando que não receberam dinheiro de propina. Terá de provar (Vitor Silva/Botafogo)

São Paulo, Brasil

"Alguém dizer que não há corrupção no Brasil, quando eu tenho juízes gravados reclamando de não terem suas propinas pagas...

"Talvez a CBF não devesse me processar. Eu não acusei o Ednaldo (Rodrigues, presidente da CBF).

"Nunca disse nada sobre ele. Ele não é um corrupto.

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"Ele é um homem que comanda uma organização que provavelmente precisa administrar melhor a corrupção externa. Porque é uma batalha contra fatores externos. É uma batalha que existe e está aqui. Houve manipulações e erros em 2021, 2022, 2023, e nós temos provas."

O bilionário norte-americano, John Textor, que controla 90% do Botafogo, não poderia ser mais explícito, na entrevista coletiva, na madrugada de quinta-feira, após seu clube vencer o Bragantino, na primeira partida da Pré-Libertadores.

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Acusou que árbitros brasileiros reclamaram por não terem recebido propinas, subornos nos jogos nos quais trabalharam.

A Associação Nacional dos Árbitros respondeu duramente.

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"A ANAF - Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, repudia com veemência as acusações infundadas e totalmente descabidas do empresário John Textor, dono da SAF do Botafogo, que sabe-se lá por que não de hoje abriu “guerra” contra a arbitragem brasileira.

"Questionar a atuação dos árbitros no campo de jogo por uma falta não marcada, um pênalti deixado de ser assinalado ou uma advertência aplicada de maneira equivocada é uma coisa, afinal de contas somos seres humanos.

"Agora, dizer que na arbitragem brasileira há árbitros que se “vendem”, é uma acusação gravíssima que põe em xeque não só a categoria, como também toda a estrutura da CBF.'

“SE JOHN TEXTOR NÃO PROVAR O QUE DISSE, ELE TEM QUE SER BANIDO DO FUTEBOL BRASILEIRO! NÃO HÁ OUTRO CAMINHO E, DIANTE DO QUE ELE DISSE, AS INSTITUIÇÕES PRECISAM AGIR."

Esse parágrafo foi escrito em letras maiúsculas. Pela própria ANAF.

Textor já havia colocado a conquista do Brasileiro de 2024, pelo Palmeiras, em dúvida. Atacou como pôde a CBF. Não reclamou do árbitro Bráulio da Silva Machado, que trabalhou no jogo em que o Botafogo perdeu, de virada, e começou sua assustadora decadência no torneio nacional, perdendo um título que estava 'nas suas mãos'.

O bilionário acusou a CBF de corrupção para ajudar o clube paulista.

Citou nominalmente Ednaldo Rodrigues, presidente da entidade.

"O mundo inteiro viu. Não é um cartão vermelho; ele tocou a bola primeiro. Se é mesmo uma falta, não tenho certeza. Não é um cartão vermelho. Ele mudou o jogo. Isso é corrupção. Isso é um roubo. Por favor, me multem Ednaldo, mas você precisa renunciar amanhã de manhã. Isso é o que precisa acontecer.

"Este campeonato se tornou uma piada. Ninguém merece isso, especialmente os jogadores do Palmeiras. Eles não querem vencer dessa forma, e nós não queremos perder dessa forma. Isso aconteceu cinco vezes seguidas, senhores. Vocês jogaram bem.

"Não é culpa de vocês, mas isso é a maldita corrupção. Isso precisa mudar. Ednaldo; você precisa renunciar pelo bem do jogo. Isso precisa acabar agora. Isso é um roubo. Me multem; você pode me mostrar um cartão vermelho, tudo bem. É o meu estádio. Eu ainda estarei aqui."

Ednaldo Rodrigues o processou por calúnia e difamação.

E foi suspenso por 30 dias pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Com 28 dias cumpridos, ele ganhou 'efeito suspensivo', pagou multa de R$ 25 mil e a punição foi anulada.

No âmbito civil, os processos de Ednaldo continuam.

A cúpula da CBF quer uma ação mais efetiva do STJD.

A obrigatoriedade que Textor mostre provas que os árbitros reclamaram do não recebimento de propina.

A ANAF está pedindo o banimento do norte-americano.

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, está revoltado.

Quer uma solução.

Aliás, o futebol brasileiro precisa passar a limpo.

Se Textor tem provas que juízes 'se vendem' há três anos, que prove.

E que todo o sistema seja mudado, com a troca de comando no futebol deste país.

Ou arque com todas as consequências.

A acusação é gravíssima.

Chega de palavras vazias e desconfianças...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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