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Silvio Lancellotti Copa 2018
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Dia 17: Mbappé elimina Messi e Cavani elimina Cristiano Ronaldo

Na melhor peleja da Copa, a França venceu a Argentina, 4 X 3. Noutra pugna admirável, o Uruguai bateu Portugal, 2 X 1. Agora, "Bleus" X "Celeste".

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Mbappé, o herói do Dia 17 na Copa da Rússia, e Giroud
Mbappé, o herói do Dia 17 na Copa da Rússia, e Giroud Mbappé, o herói do Dia 17 na Copa da Rússia, e Giroud

Sem combates na sexta-feira, naquele que foi o seu Dia 16, recomeçou neste sábado, 30 de Junho, no seu Dia 17, a Copa da Rússia/2018, a 21ª edição da competição. Até então, na sua fase de oito grupos, as 32 seleções inscritas tinham anotado 122 tentos em 48 partidas, uma média de 2,54, a quinta pior desde o Uruguai/30. Restaram as 16 equipes que agora enfrentam, oito a oito, o drama inexorável dos mata-matas: dez da Europa, quatro da América do Sul, uma da América do Norte e uma da Ásia. Perdeu, do svidaniya, adeus.

A bola oficial dos mata-matas
A bola oficial dos mata-matas A bola oficial dos mata-matas

Eliminada a Alemanha detentora da taça, sequer presente a Itália, restaram seis nações que já se sagraram campeãs: a Argentina, o Brasil, a Espanha, a França, a Inglaterra e o Uruguai. Duas, aliás, que se digladiaram logo no prélio inicial dos mata-matas. Inclusive com uma bola de novo modelo, a Telstar Mechta, um sobrenome que, no idioma da Rússia anfitriã, significa “Sonho” ou “Ambição”, na Arena de Kazan, capacidade para 42.873 pessoas, se desafiaram a “Albiceleste” da Argentina e “Les Bleus” da França.

Maradona, onipresente
Maradona, onipresente Maradona, onipresente

Na história da Copa a Argentina de Diego Maradona, um personagem onipresente nas tribunas das partidas da sua pátria, levava uma vantagem de 2 X 0, vitórias de 1 X 0 em 30 e 2 X 1 em casa, 78. Com os amistosos somados, um total de 11 porfias, 6 triunfos da “Albiceleste” e 2 de “Les Bleus”. A França, no entanto, havia ganho todas as suas últimas cinco pugnas de oitavas e já mantinha a sua meta inviolada por 208 minutos, desde o sucesso de 2 X 1 sobre a Austrália, na sua estreia na Rússia. Sofreu um tento depois de 249 minutos, mas venceu a sexta das pugnas por 4 X 3.

O pênalti de Rojo em Mbappé
O pênalti de Rojo em Mbappé O pênalti de Rojo em Mbappé

As ações se equilibravam, com pontadas em velocidade de lado a lado. Até que, aos 11’, talvez por excesso de zelo, ou de medo, Marcos Rojo derrubou o ultrajovem Kylian Mbappé, 20 de idade só em Dezembro, craque do PSG com Neymar, com o rival Di Maria e o uruguaio Cavani. Bem junto à lateral direita da área, foi um pênalti tão ostensivo que o árbitro Alireza Faghani, do Irã, apontou à moda antiga, sem pensar na existência de um VAR. Armani pulou num canto, Griezmann classicamente bateu no outro, 1 X 0.

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O petardo de Di Maria, 1 X 1
O petardo de Di Maria, 1 X 1 O petardo de Di Maria, 1 X 1

O gol, tão cedo, claramente abalou o ânimo dos pupilos de Jorge Sampaoli. O astro e capitão Lionel Messi praticamente não pegava na pelota e os seus companheiros de defesa abusavam dos carrinhos e das imprudências. Por sua vez, os rapazes de Didier Deschamps pacientemente tocavam a bola à espera de uma chance de penetração. Aos 42’, no entanto, a retaguarda dos “Bleus” se esqueceu de cercar Angel Di Maria na cobrança de um arremesso manual, E o criticadíssimo também colega de PSG desferiu um petardo majestoso de 30 metros, absolutamente inapelável, empate, 1 X 1.

Mercado, Messi e Di Maria, Argentina 2 X 1
Mercado, Messi e Di Maria, Argentina 2 X 1 Mercado, Messi e Di Maria, Argentina 2 X 1

Castigo vem a cavalo. Principalmente quando vem dos pampas. Logo aos 48’, “Les Bleus” se olvidaram de que Messi é Messi e lhe permitiram um arremate livre e solto pouco além da entrada da área grande. Ainda completou o infortúnio da França o fato de ninguém se preocupar com o zagueiro Mercado, outro livre e solto. A FIFA lhe concedeu o gol. Porém, ficou visível que a pelota apenas resvalou na canela do zagueiro, involuntariamente, e daí entrou na meta do atônito Lloris, a “Albiceleste” 2 X 1.

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O petardo de Pavard, 2 X 2
O petardo de Pavard, 2 X 2 O petardo de Pavard, 2 X 2

Ocorreria, então, uma virada fenomenal, bem ao estilo de Deschamps, bola no chão, pé a pé, flanco a flanco. Aos 57’, Lucas Hernandez cruzou da esquerda e, na direita, o garoto Pavard, 22 de idade, fulminou de sem-pulo, 2 X 2, o seu primeiro tento com “Les Bleus”. Aos 64’, então, foi a retaguarda platina que se esqueceu de Mbappé, agora no lado canhoto do seu ataque, ele que fulgurou no prélio pela impressionante mobilidade. Mbappé, 3 X 2.

Mbappé. França 4 X 2
Mbappé. França 4 X 2 Mbappé. França 4 X 2

E o filho de um camerunês com uma argelina agregaria mais um tento maravilhoso ao placar, bola que partiu de Lloris, passou verticalmente por três “Bleus” e chegou a Giroud, que pôs Mbappé na cara de Armani, 4 X 2. “Les jeux son faits”, costumam dizer os crupiês nos cassinos. Ninguém mais pode apostar. No jogo de Kazan, todavia, ainda restavam fichas nos bolsos da “Albiceleste”. Já nos acréscimos, Messi levantou e Kun Aguero testou, 3 X 4. Muito tarde, no entanto, para provocar a prorrogação.

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Uruguai x Portugal, no Fisht Stadium
Uruguai x Portugal, no Fisht Stadium Uruguai x Portugal, no Fisht Stadium

Aconteceu depois, no Fisht Stadium de Sochi, de 44.287 lugares, a apresentação de outra das ex-campeãs, a equipe “Celeste” do Uruguai, contra a representação de um país que, no máximo, atingira um terceiro posto mais de meio século atrás, na Inglaterra/66, a tropa das “Cinco Quinas” de Portugal. Também repousavam bem longe os títulos do Uruguai, além do inaugural de 30, o inesperadíssimo do Brasil/50. Confrontos diretos, anteriormente, apenas dois, com um sucesso das “Cinco Quinas” e uma igualdade.

O voo impressionante de Cavani, Uruguai 1 X 0
O voo impressionante de Cavani, Uruguai 1 X 0 O voo impressionante de Cavani, Uruguai 1 X 0

Pois a “Celeste” manifestou bem depressa a sua intenção de mexer em tal escrita. Aos 7’, da lateral direita, Cavani, sim, PSG, realizou um cruzamento de 52 metros até o lado oposto, onde Suárez aparou e devolveu na direção exata do ângulo contrário da área pequena, no qual já estava, a avançar, célere, seu companheiro de frente. Cavani praticamente se atirou contra a pelota, que acertou o seu rosto, entre a face e o queixo, e fulminou Rui Patrício.

Falta, e o CR7 bate na muralha da "Celeste"
Falta, e o CR7 bate na muralha da "Celeste" Falta, e o CR7 bate na muralha da "Celeste"

Aliás, entrosadíssimos, aplicados a uma constante troca de posições, Cavani e Suarez desnortearam os seus rivais europeus a um tal ponto que Cristiano Ronaldo não conseguiu coordenar uma só avançada perigosa das “Cinco Quinas”. Mesmo nas suas escassas cobranças de infração o CR7 esbarrou na muralha da “Celeste”, oito, às vezes nove homens adiante da sua meia-lua. Muslera, um arqueiro habitualmente amalucado, mas bastante regular nesta Copa, mal sujou a sua camisa vermelha em toda a etapa inicial.

A testada de Pepe, o luso-alagoano, 1 X 1
A testada de Pepe, o luso-alagoano, 1 X 1 A testada de Pepe, o luso-alagoano, 1 X 1

Óscar Tabárez, do Uruguai, invariavelmente sentado por causa da sua dificuldade de locomoção, um traumatismo lombar, e Fernando Santos, de Portugal, não alteraram os seus elencos. Também permaneceu o mesmo o panorama da porfia, o time das “Cinco Quinas” a tentar e a retentar a perfuração da muralha, a “Celeste” a se contentar com a eventualidade do contra-ataque. Aos 55’, porém, o gol do empate nasceu do imponderável. Num levantamento de Rafael Guerreiro, quatro atletas do Uruguai se dirigiram a Cristiano Ronaldo, preocupados com a sua cabeçada. A bola passou por cima e quem testou foi Pepe, o luso-alagoano das “Cinco Quinas”, 1 X 1.

Cavani, de primeira. Uruguai 2 X 1
Cavani, de primeira. Uruguai 2 X 1 Cavani, de primeira. Uruguai 2 X 1

Duraria pouquíssimo a celebração de Portugal. Aos 62’, num lance em que apenas três jogadores da “Celeste” tocaram na pelota, Muslera bateu um tiro de meta até Nández, que lançou Cavani. E o craque atirou cruzado, de prima e de destra, no canto oposto de um Rui Patrício sem nenhuma chance de intervir. Pena, para o Uruguai, aos 74’ o autor do “doblete” sentiu uma lesão e pediu substituição. Cavalheirescamente o CR7 amparou Cavani à saída do campo. Seria o seu último momento de beleza na Copa. Impossível vazar a muralha da “Celeste”. Uruguai 2 X 1, com a sua garra de antologia.

Cavani e Cristiano Ronaldo, o último gesto do CR7
Cavani e Cristiano Ronaldo, o último gesto do CR7 Cavani e Cristiano Ronaldo, o último gesto do CR7

Resumo do Dia 17: a competição da Rússia/2018 fechou a jornada deste sábado com 132 tentos em 50 partidas, a média fraquinha de 2,64 um público acumulado de 2,27 milhões de espectadores, a média excelente de 45.300. Pugna já definida para a fase das quartas: sexta-feira, 6 de Julho, em Nizhny Novgorod, França X Uruguai, "Les Bleus" contra a "Celeste".

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