Líder da PRVT, Paraná vê cenário ‘catastrófico’ com pandemia e teme por academias menores: ‘Muitas vão quebrar’

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) vem causando um impacto sem precedentes dentro do mundo esportivo. Nas... The post Líder da PRVT, Paraná vê cenário ‘catastrófico’ com pandemia e teme por academias menores: ‘Muitas vão quebrar’ appeared first on TATAME.

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) vem causando um impacto sem precedentes dentro do mundo esportivo. Nas artes marciais, diversos atletas sofrem com os cancelamentos dos eventos e as academias correm risco de “quebrar” durante este período de isolamento social. Gillard Paraná, líder da PRVT, comentou à TATAME sobre este momento que o mundo atravessa.

O professor contou que assim que foi iniciado o período de quarentena pelos governantes no Rio de Janeiro, optou por mandar todos para casa. Jéssica Bate-Estaca e Karol Rosa, que tinham lutas marcadas pelo UFC, passaram a realizar treinos em casa e com auxílio através de chamadas de vídeo. A situação mais complicada foi dos atletas que lutariam eventos nacionais, como contou Paraná.

“Eu tive muita luta cancelada na minha equipe. Alguns bons eventos nacionais que iam passar na TV, atletas que iam receber pela luta e o patrocínio por passar na televisão. Está sendo uma catástrofe tudo isso. Os atletas reagiram com muita decepção, mas temos que tentar entender”, apontou o professor, que tem tentado trabalhar a parte psicológica desses atletas mais jovens da equipe.

“Na verdade, nós temos um coaching lá na academia, alguns outros atletas têm coaching por fora. Os atletas mais experientes e eu tentamos ajudar os novos com conselhos e orientações. É realmente uma situação atípica. É até difícil aconselhar, porque não sabemos o que vai acontecer”, comentou.

O impacto econômico com a pandemia recai também sobre a equipe e os futuros investimento de Paraná. Resguardado financeiramente, o professor disse que vai controlar mais os gastos e revelou até que precisou adiar a abertura de uma nova academia em Niterói (RJ).

“Estamos esperando como todo mundo (o fim da pandemia). Todos têm que mexer com suas economias, desprogramar algumas coisas e ir se apertando. A ideia é todos ficarem dentro de casa, mas quem precisa ir trabalhar, não pode ser julgado por isso também. O impacto vai ser gigantesco pra mim, para os meus atletas, o esporte em si. Tinha uma programação de fazer uns investimentos aqui, mas paralisei tudo. Queria abrir uma academia nova, em um lugar bom aqui em Niterói, mas dei uma parada em tudo”, contou.

Impacto na PRVT e preocupação com outras equipes

Através das redes sociais, diversas personalidades das artes marciais estão fazendo campanha para que os alunos sigam pagando as mensalidades neste período. O intuito é manter a renda dos professores e pagar as despesas da academia. Gilliard disse vai seguir pagando o aluguel do espaço da PRVT em Niterói – com o dinheiro que tem guardado – e que entende quem não possa ajudar neste momento delicado.

“Eu mesmo não estou pedindo para ninguém pagar mensalidade, não. A Jéssica Delbony, que é a minha gerente, andou fazendo um texto lá nos grupos e tal, pedindo para quem puder pagar. Acredito que alguns pagaram, mas eu ainda não tenho ciência disso. Eu mesmo não vou ficar triste se ninguém pagar, porque eu entendo a situação. Eu paguei o aluguel do local que fica a academia, vou pagar mês que vem. Mas quem não tiver como pagar, não vou julgar. A situação está muito complicada”, disse o professor.

Com o equilíbrio estrutural, Gilliard acredita que a PRVT vai sobreviver após o fim da pandemia, mas que a realidade de outras equipes não seja a mesma: “Muitas equipes com certeza vão quebrar. Professores que vivem de dar aula, vão ter que parar, precisarão arrumar outro emprego. Alguns professores estão sendo demitido das academias. Nós criamos uma estrutura na PRVT que vamos passar por cima dessa crise. Lógico que não vamos voltar 100%, porque isso vai abalar o número de alunos. Mas temos um resguardo financeiro para voltarmos normalmente, mas não iremos chegar perto de quebrar, não”, concluiu.

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