Johnny comenta separação do ex-treinador, revela ‘calote’ de R$ 120 mil e afirma: ‘Confie nele, era o meu técnico’

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*Um dos nomes mais promissores do Brasil dentro do UFC, Johnny Walker viveu momentos conturbados com o seu ex-treinador, Leonardo “Lorinho” Gosling. A ruptura veio logo após a derrota para Corey Anderson, no UFC 244, em novembro de 2019. Em um longo relato à TATAME, o meio-pesado afirmou que levou um “calote” do ex-técnico de pouco mais de US$ 30 mil (cerca de R$ 120 mil) e que foi “bom ter perdido” para abrir a mente e se “libertar”.

“Eu já estava tendo alguns probleminhas com o meu treinador, coisas de relacionamento mesmo. Nós estávamos morando juntos na Tailândia. Aquela academia que eu tive lá na Tailândia, ele que falou para a gente se mudar para lá. Ele era o meu treinador, tinha que escutar o cara. Ele me falou de uma academia que estava quase falindo, aí disse que era para gente fazer parceria com ela, investir, botar o meu nome, trocar os banners e tal. Ele disse pra montar uma sala de Wrestling, Jiu-Jitsu, colocar ar-condicionado. Fizemos isso, mandei um pouquinho mais de US$ 30 mil para lá, só que ele não fez contrato com os caras. Acabou que não tínhamos direito nada e não tinha o que pedir, porque não assinamos contrato algum e assumimos esse risco. Fui pelo que o meu treinador falou, eu confie nele”, disse Walker, que seguiu:

“Ele com muita festa, gastando dinheiro sem compromisso. Era muito estresse direto. Na semana da luta, eu no estresse do corte de peso, ele levou um pessoal para o meu quarto, ficou discutindo comigo por causa de ingressos… Gostava de falar alto comigo na frente das pessoas para mostrar que ele era o cara. Eu estava perdendo o peso boladão, mas colocava aquilo pra dentro. Eu não estava satisfeito, não estava legal. O cara que era o meu braço direito e estava fazendo aquilo. Em um dos aquecimentos na semana da luta, quase desloquei o meu braço porque ele não pegou o meu braço direito. Eu agradecei a Deus por ter pedido essa luta para ver quem, realmente, estava ao meu lado. Após a luta, eu tomei muito esporro porque eu não ganhei, porque ele estava preocupado com o dinheiro. Falou que eu não ganhei o bônus da noite, bônus da vitória… A minha mente abriu, sei quem eu sou, o que eu preciso. Não adianta você ter o melhor treinador do mundo, está fisicamente treinado e mentalmente você está fraco, preocupado, infeliz. Tem que ser tudo junto”, desabafou.

Pronto para viver novos ares, Johnny vai realizar o camp para o UFC Brasília, quando enfrentará Nikita Krylov, no dia 14 de março, em Montreal (CAN), sob os comandando de Firas Zahabi, que é o treinador do ex-campeão Georges St-Pierre. Além disso, o brasileiro revelou planos de morar em Las Vegas (EUA) após sua próxima luta, a possibilidade de enfrentar Thiago Marreta em um futuro não tão distante e fez uma análise do seu próximo oponente.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

– Treinos com Firas Zahabi no Canadá

Eu já treinei lá com o John Kavanagh, o treinador do Conor McGregor. Conheci ele bem, gostei de trabalhar com ele e espero que possamos fazer algo juntos no futuro de novo. Agora eu combinei com o treinador do Georges-St-Pierre, o Firas Zahabi. Eu vou treinar com ele lá em Montreal, no Canadá. Tive essa decisão, porque alguns amigos viram ele falando no podcast do Joe Rogan que ele me via com grande potencial para ser campeão do UFC. Disse que gostaria de trabalhar comigo. Daí, eu entrei em contato com ele e combinei de ir para lá.

– Teste no Canadá e morar em Vegas

Eu estou indo para o Canadá para sentir a energia, para ver se eu vou gostar, se ele (Firas Zahabi) vai gostar de mim. Tem o John em Dublin também. Vamos ver como será, para decidirmos o próximo passo depois. Vou para lá fazer esse teste. Eu pretendo morar em Las Vegas após essa próxima luta. Lá é o lugar onde as oportunidades acontecem, quero tirar o máximo proveito possível da minha carreira. Tô pensando muito nisso.

– Análise do oponente no UFC Brasília

Eu assisti algumas lutas dele, vi que ele marca muito ponto, não é aquele cara que nocauteia. É aí que eu vou pega-lo. Ele vai achar que vai pontuar, então, vou explodir e nocautear. Mas ainda vou montar uma estratégia legal em Montreal e fazer um ótimo camp para esta luta.

– Prestígio com Dana e foco no título

Eu tenho um prestígio com ele já (Dana), acho que ele gosta de mim. Ele sabe do meu potencial, sabe que eu não sou lutador nutella. Se eu não disputar o cinturão no fim deste ano, com certeza no início do ano que vem eu estarei disputando. Terei que bater em mais dois ou três caras. Eu não escolho lutador, enfrento qualquer um.

– Chance de lutar com Thiago Marreta

Pode ser… Nós estamos entre os melhores dos meio-pesados, você vai se esbarrar com amigo, compatriota. Com certeza, eu vou pegar o Corey Anderson de novo. É possível que isso aconteça, temos que lutar né. É a nossa profissão. Não somos inimigos, precisamos uns dos outros. Estou torcendo para o Nikita não se machucar, porque eu preciso lutar no UFC Brasília.

A TATAME entrou em contato com o ex-treinador de Johnny Walker, Leonardo “Lorinho” Gosling, mas até o fechamento da matéria não teve nenhum retorno.

*Por Yago Rédua

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