Com duelo oficializado diante de Tyron Woodley, Gilbert Durinho destaca: ‘Uma boa vitória me leva à disputa de título’

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* Agora é oficial. Depois de semanas e uma longa negociação, o duelo entre Tyron Woodley e Gilbert Durinho foi oficializado por ambos e acontecerá no próximo dia 30 de maio, na luta principal do UFC Fight Night 172, que ainda não conta com local definido. Vivendo a melhor fase de sua carreira, embalado por cinco vitórias consecutivas – a última por nocaute ainda no primeiro round sobre Demian Maia -, Durinho agora terá pela frente um ex-campeão da divisão meio-médio e um novo triunfo pode aproximá-lo ainda mais da tão sonhada disputa de cinturão na categoria.

Em sexto lugar no ranking meio-médio, o brasileiro vai enfrentar o atual número 1 da divisão, que está atrás apenas de Kamaru Usman, atual campeão. O americano, que em sua última luta, em março do ano passado, foi derrotado justamente por Woodley, é o maior desafio da carreira de Gilbert até o momento. Em entrevista à TATAME, Durinho, mostrando empolgação com a grande oportunidade recebida, analisou de que maneira um triunfo sobre Tyron pode levá-lo ao title shot.

“Uma vitória contra o (Tyron) Woodley me coloca muito bem na categoria, mas depende muito de como for. Se for um nocaute, uma finalização ou eu amassar o cara em todos os rounds, isso me colocaria em uma luta pelo cinturão. Mas se for uma vitória em uma luta morna, mais amarrada, pode ser que eu tenha que fazer mais uma luta antes da disputa de título. Então, tudo depende da performance”, disse o lutador de Niterói (RJ), atualmente com 33 anos.

Confira a entrevista com Gilbert Durinho na íntegra:
 
– Demora e expectativa até a confirmação do combate

Demorou um pouco para essa luta ser confirmada, mas na verdade, os primeiros dois eventos foram cancelados e o Tyron Woodley, com razão, por ser o número 1 da categoria, ex-campeão, queria lutar contra o Colby. Demorou bastante para acertar tudo, mas tem umas três semanas que a luta foi fechada, oficializou segunda à noite, quando o contrato foi assinado. Mas é normal… Quando chega num certo nível, o pessoal tenta procurar uma luta que possa vender mais, que alcance um público maior. Então eu entendo a demora para a confirmação da luta.

– Além de Woodley, surgiu algum outro oponente antes do anúncio da luta?

O Tyron Woodley, sem dúvida, foi a melhor opção que surgiu. Durante esse período desde a minha última luta, surgiu o nome do Michael Chiesa, mas na questão de experiência, de ranking, e também para a minha carreira, uma luta contra o Woodley é muito melhor. É muito mais perigosa, é um ex-campeão, um cara duríssimo, mas ao mesmo tempo, é uma luta que me credencia muito, um duelo muito mais interessante. Uma vitória contra o Tyron Woodley me coloca na ‘boca do cinturão’, então, sem dúvida alguma, ele sempre foi a melhor opção.

– Vitória sobre Demian Maia por nocaute e agora luta contra um ex-campeão. Como você está lidando com esse novo patamar da sua carreira?

Eu já venho treinando para esse momento há muito tempo, não é de hoje. Durante toda a minha carreira eu venho trabalhando para isso, mas nos últimos três anos, foi onde eu foquei bastante, onde eu adaptei muita coisa no meu treinamento e eu sabia que esse momento iria chegar, já estava preparado para isso, a vitória contra o Demian Maia, da maneira que foi, comprova isso. Eu acho que estou num bom momento e venho me preparando demais para lutar contra um cara como o Tyron Woodley. Minhas performances estão falando por si só. Eu venho pedindo luta, venho ganhando, me apresentando cada vez melhor. Estão me dando oponentes mais duros, mas ao mesmo tempo, minhas performances estão cada vez melhores também, então eu acredito que estou justificando essa ‘aposta’ por parte do UFC.

– Como você analisa o jogo do Woodley e o duelo como um todo?

Ele tem um jogo onde contra-ataca bastante, espera muito. É um cara bem forte fisicamente, tem uma direita muito forte e um bom Wrestling. Eu sou um cara que está melhorando cada vez mais na luta em pé, também tenho as duas mãos bem pesadas, tenho nocautes com a esquerda e a direita, e venho trabalhando bastante as partes de Kickboxing, Wrestling e Jiu-Jitsu. Também me acho fisicamente muito forte para a categoria. Eu acabei de subir para a divisão, mas eu já sou meio-médio há muito tempo, apenas fazia a loucura de descer de categoria, mas eu me acho muito forte para lutar no meio-médio. O Woodley possui umas brechas que pretendo explorar bastante, mas eu acho uma luta bem equilibrada. Nós dois temos pontos bem fortes e eu vou trabalhar os meus, meu Jiu-Jitsu, Kickboxing e Wrestling. Vai ser um lutão, o jogo bate e eu tenho muita coisa positiva para apresentar. É um desafio que vejo com bons olhos, estou muito confiante.

– Na sua opinião, uma vitória contra o Woodley te coloca em qual posição na categoria?

Uma vitória contra o Woodley me coloca muito bem na categoria, mas depende muito de como for. Se for um nocaute, uma finalização ou eu amassar o cara em todos os rounds, isso me colocaria em uma luta pelo cinturão. Mas se for uma vitória em uma luta morna, mais amarrada, pode ser que eu tenha que fazer mais uma luta antes da disputa de título. Então, tudo depende da performance. Um bom desempenho me coloca em um ótimo lugar para a próxima luta, mas não dá para colocar a carroça na frente dos bois (risos), vamos trabalhar até essa luta, fazer essa reta final de preparação e ter uma ótima performance. É isso que estou buscando.

* Por Mateus Machado

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