Campeonato Brasileiro

Silvio Lancellotti Apesar da pandemia, o sucesso do Futebol do Brasil lá no Exterior

Apesar da pandemia, o sucesso do Futebol do Brasil lá no Exterior

Graças a um acordo da CBF e de seus clubes com o conglomerado GSRM, os campeonatos da Série A e da Série B foram presenciados, até na TV aberta, por mais de 10,6 mi de pessoas do planeta

Clubes do BRasileirão, de marcas em destaque no Exterior

Clubes do BRasileirão, de marcas em destaque no Exterior

Reprodução

Desde que a impiedade da pandemia Covid-19 começou a assolar o planeta, formalmente, em Fevereiro de 2020, a sobrevivência do Futebol, o esporte mais popular da toda a História dos esforços físicos, passou a depender, para a sua sobrevivência, quase exclusivamente da televisão. De seu lado, basicamente impedido de circular livremente, o público aceitou a inevitabilidade. Certames cruciais como a “Champions League” da Europa ultrapassaram todas as fronteiras continentais, via TV, fato que salvou inúmeros clubes do afundamento financeiro. Aqui no Brasil, onde a questão dos Direitos de Imagem ainda tateia e engatinha, em 2020 surgiu uma engenhosa solução paralela quando a CBF negociou a exibição de contendas do Brasileirão no Exterior.

No estádio sem público, a torcida virtual do Coritiba

No estádio sem público, a torcida virtual do Coritiba

coritiba.com

Depois do indispensável procedimento de concorrência, a CBF cedeu os Direitos à GSRM, ou Global Sports Rights Management, que congrega ao menos três empresas de muita experiência e de alcance global. A 777, de origem norte-americana, especializada em áreas diversas, como a energia, a tecnologia, a mídia, e inclusive a aviação e os seguros. A 1190 Sports, especializada no gerenciamento esportivo e na inovação das transmissões. E a Fanatiz, uma das plataformas de streaming que mais crescem no setor dos esportes do planeta, presente em mais de 100 países dos cinco continentes.

Hernán Donnari, o CEO da GSRM

Hernán Donnari, o CEO da GSRM

GSRM

Importante: além da óbvia Série A, o negócio entre CBF e GSRM englobou, também, a Série B. E não se destinou, apenas a mostrar pelejas lá fora, efetivamente 760 porfias que foram apreciadas em plagas que, antes, não tinham o acesso necessário aos campeonatos do Brasil. Igualmente se preocupou com a exposição das marcas dos clubes e, é claro, dos seus patrocinadores. Outro detalhe: cabe a uma auditoria independente toda a fiscalização do processo. E todas as contas ainda passam pela aprovação final da uma comissão formada pela GSRM, pela CBF e pelos clubes. Explica Hernán Donnari, CEO da GSRM: “E nós demos só os primeiros passos. Teremos muitas mas muitas novidades para a temporada de 2021. Prometo que vamos anunciá-las brevemente.”.

A sede da CBF, no Rio de Janeiro

A sede da CBF, no Rio de Janeiro

CBF

Já no ano inaugural da nova experiência, desde Agosto de 2020 cerca de 10,6 milhões de pessoas apreciaram as pugnas da Série A e da Série B. E as transmissões não se limitaram apenas ao streaming ou à TV fechada. Graças ao acordo também aconteceram exibições ao vivo e de partidas em TV aberta. Numa plataforma curiosamente batizada de “Brasileirao Play” o alcance se expandiu a mercados-chave como Inglaterra, Portugal e Rússia, os países balcânicos e os territórios do Caribe. Através de uma outra plataforma, a “Dugout”, com 125 milhões de usuários, se espalharam gols, melhores momentos, cenas de bastidores e entrevistas. Isso, em português, espanhol e inglês, com a mobilização de mais de 70 profissionais, de técnicos a redatores, de narradores a comentaristas.


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