Copa América esvaziada só fora de campo

Apesar dos estádios vazios, jogos com muitos gols agradam o público

Phillipe Coutinho foi o melhor jogador do Brasil contra a Bolívia

Phillipe Coutinho foi o melhor jogador do Brasil contra a Bolívia

CBF

A ocupação dos estádios na Copa América por todo o Brasil tem decepcionado.

A Conmebol não menciona números e algumas rendas divulgadas não correspondem ao pequeno número de torcedores nas arquibancadas.

Na partida realizada no Mineirão, entre Uruguai e Equador, por exemplo, é difícil imaginar que mais de 13 mil trocedores estavam no estádio.

A taxa de ocupação tem sido uma dor de cabeça para o Comitê organizador.

Nas primeiras rodadas não passou dos 40%.

Na Copa América de 2016, nos Estados Unidos, que nem liga muito pro futebol, a ocupação média foi de 58,9%.

Um ano antes, no Chile, atingiu 76,1%.

Mas, se o público vem decepcionando, o mesmo não podemos falar dos jogos.

Com bola rolando, a competição está a todo o vapor, com direito a muitos gols e duelos emocionantes.

Até mesmo a partida entre Paraguai e Qatar, que não teve um alto nível técnico, foi agitada.

Quem foi ao Maracanã, pode ver uma inesperada reação do adversário, depois do Paraguai abrir 2 x 0.

A atuação da Argentina deixou a desejar. Mas a Arena Fonte Nova presenciou um jogo emocionante, e viu a Colômbia ganhar com autoridade, com direito a golaço do Martinez.

Foi um gol muito parecido com o do Everton Cebolinha pela seleção brasileira. Um bonito gol que colocou um tempero especial numa vitória sem muito brilho, diante da Bolívia.

O Chile também teve uma boa estreia, goleando a seleção japonesa e se credenciando a lutar pelo tricampeonato.

E olha que o Japão não jogou mal. 

Até começou se movimentando bem e tinha a grande atração do Takefusa Kubo, apelidado de Messi japonês.

Ele chegou a arrancar aplausos da torcida com uma caneta em Pulgar, e uma boa jogada individual, que terminou em um chute pra fora.

O Uruguai, outro favorito ao título, mostrou que a dupla Cavani e Suárez continua afiada.

Com os dois em campo, dificilmente o placar fica em branco.

Estou na expectativa para o confronto entre Chile e Uruguai, que acontece na próxima segunda no Maracanã.

Acho que vai ser um jogão.

Vamos torcer para que hoje a seleção brasileira consiga também uma boa atuação em Salvador, contra a Venezuela.

Até para que o público, que ainda não está empolgado, possa empurrar o time e ser o décimo segundo jogador.

O Brasil é candidato ao título se tiver a torcida pronta pra fazer a diferença.

Até a próxima.