Cosme Rímoli Xavi, Muricy, revolta dos jogadores. Pior momento de Tite na Seleção

Xavi, Muricy, revolta dos jogadores. Pior momento de Tite na Seleção

Nem na eliminação da Copa de Rússia, Tite foi tão pressionado. Caboclo, que tentou Xavi e Muricy como seus auxiliares, desprezando Cleber Xavier e o filho do técnico, Matheus, não se conforma com revolta do time

  • Cosme Rímoli | Do R7

Tite entre seu filho Matheus e Cleber. CBF quer auxiliares com 'história' como Xavi e Muricy

Tite entre seu filho Matheus e Cleber. CBF quer auxiliares com 'história' como Xavi e Muricy

Reprodução/Instagram

São Paulo, Brasil

"O que o Xavi trouxe publicamente é verdade.

"Do Muricy é verdade também."

A resposta de Tite, ontem em Porto Alegre, foi de pura contrariedade. 

Ele teve de responder sobre a consulta do presidente da CBF, Rogério Caboclo, a dois treinadores para trabalharem como seus auxiliares.

Em uma nítida intervenção, para que o treinador tivesse companhia mais aptas do que Cleber Xavier e Matheus Bachi, filho de Tite.

O treinador da Seleção Brasileira não pediu nem Xavi e muito menos Muricy.

Há uma preocupação em trazer novos auxiliares para Tite desde o fracasso da Copa do Mundo da Rússia.

Houve o vazamento de áudios, logo após o Mundial, no mês passado.

Neles, levados a público pela ESPN/Brasil, o ex-coordenador Edu Gaspar defendia que Cleber Xavier fosse rebaixado ou até demitido, na conversa com o então presidente eleito Rogerio Caboclo.

“Eu vejo o Cleber, futuramente... Vou falar que é super essencial? Não. Isso eu sou sincero. Eu vejo o Cleber numa estrutura sub-23, sub-20, acompanhando treinador, como fez na olímpica. Fala com os caras. Ser esse cara que vai estar circulando entre todas as seleções. Dá para fazer o Matheus, em determinado momento, eu consigo", prometia a Caboclo.

Ele deixava claro que acreditava poder tirar os auxiliares irem trabalhar nas categorias de base, não na Seleção principal.

Tite nunca esteve tão questionado. Seu posicionamento na revolta dos atletas incomodou Caboclo

Tite nunca esteve tão questionado. Seu posicionamento na revolta dos atletas incomodou Caboclo

CBF

A conversa aconteceu no dia 19 de julho, 13 dias depois da eliminação do Brasil da Copa da Rússia.

Ou seja, Rogério Caboclo há anos tenta trocar a Comissão Técnica de Tite.

Em pronunciado desrespeito ao que pensa o técnico da Seleção.

Ele não pediu Muricy e nem Xavi.

E confirmou que o oferecimento para que se tornassem seus auxiliares, por parte de Rogério Caboclo, realmente aconteceu.

Um auxiliar precisa ter afinidade, cumplicidade com o treinador.

O cargo é de confiança.

Tite preferiu analisar como o fato de que a CBF, como nos clubes, tem o direito de ter 'seu' auxiliar.

Mas era algo que não foi combinado com Marco Polo Del Nero, o ex-presidente banido, que o convidou. E nem com Rogério Caboclo.

Edu Gaspar, desde que deixou o cargo de coordenador, para trabalhar no Arsenal, evita falar em Seleção Brasileira.

Tite foi exposto de maneira amadora em relação a Xavi e Muricy.

E aceitou.

Agora está contrariado com a Copa América no Brasil.

E também contrariou os interesses de Caboclo, ao não conseguir evitar a movimentação dos jogadores, que não querem disputar o torneio sul-americano no Brasil.

As famílias dos atletas estariam apavoradas por conta da pandemia, da nova cepa, da Covid-19, a indiana.

Mas o presidente da CBF esperava mais força, mais liderança do treinador.

E que acabasse com o motim.

Enfim, o momento de Tite na Seleção é muito delicado.

Mais até do que na eliminação da Seleção na Rússia...

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