Seleção brasileira

Cosme Rímoli Vinicius Junior mostra a Tite : não pode ficar fora da Seleção. Há vida sem Neymar. 0 a 0 com a Argentina

Vinicius Junior mostra a Tite : não pode ficar fora da Seleção. Há vida sem Neymar. 0 a 0 com a Argentina

Com talento e personalidade, o atacante do Real Madrid fez até esquecer a ausência de Neymar. O Brasil de Tite desta vez mostrou personalidade. Foi melhor que a Argentina de Messi. No final, o empate

  • Cosme Rímoli | Do R7

Vinicius Junior foi o melhor no empate em 0 a 0 entre Argentina e Brasil. Aqui, a carretilha

Vinicius Junior foi o melhor no empate em 0 a 0 entre Argentina e Brasil. Aqui, a carretilha

Reprodução/Conmebol

São Paulo, Brasil

Vinicius Júnior não deveria nem estar em território argentino.

Tite havia chamado Roberto Firmino. Mas o atacante do Liverpool se contundiu. Só assim, o treinador se rendeu ao melhor jogador na Liga Espanhola.

E o jogador do Real Madrid também contou com o destino, com a ameaça de distensão na coxa esquerda de Neymar. 

Só por isso, Vinicius Júnior esteve em campo, em San Juan. 

Para acabar com as dúvidas de Tite, deu carretilha, driblou, deu arrancadas, encarou os zagueiros, perdeu gol. Infernizou a defesa argentina.

O time de Tite teve personalidade, encarou o caldeirão de 25 mil pessoas, onde a AFA levou a partida. Não se importou com Messi, anulado por Fabinho. Criou as melhores oportunidades. Com direito a Fred acertar o travessão. Deveria ter vencido a partida.

E o violento zagueiro Otamendi deveria ter sido expulso, por uma cotovelada covarde em Raphinha, ainda no primeiro tempo.

O árbitro uruguaio Andres Cunha nada marcou. Mas imperdoável foi a postura do seu compatriota Esteban Ostojich, que comandava o VAR. E não tem como não ter visto a cotovelada.

Otamendi dá uma covarde cotovelada em Raphinha. Tinha de ser expulsto

Otamendi dá uma covarde cotovelada em Raphinha. Tinha de ser expulsto

Reprodução/Twitter

Ao final do jogo mais importante das Eliminatórias Sul-Americanas, 0 a 0. 

As duas seleções seguem invictas.

O Brasil, com 35 pontos  já está classificado para a Copa do Mundo, a Argentina, com 29 pontos, quase.

"Tivemos muito bem em todos os jogos do ano. Já estamos classificados para a Copa. É o que passamos sempre no vestiário, a solidez defensiva. É importante estarmos bem lá atrás para chegar lá na frente e fazer o gol.

"Hoje falhamos no terço final, mas é importante sair sem tomar gol. Mais uma grande partida para nós, agora é continuar trabalhando para chegar bem na Copa do Mundo.

"A Argentina é uma equipe que gosta de travar o jogo, eles batem muito, mas faz parte. Soubemos suportar e fizemos um grande jogo", comemorava Fred. 

O jogo foi literalmente brigado.

Tite estava engasgado com a derrota na final da Copa América, no Maracanã. Já Lionel Scaloni queria se consagrar de vez como treinador do selecionado argentino e conseguir a classificação para a Copa, diante do maior rival, diante de sua torcida. 

Di Maria sem espaço. Fred e Alex Sandro no seu encalço. O argentino foi bem marcado

Di Maria sem espaço. Fred e Alex Sandro no seu encalço. O argentino foi bem marcado

Juan Ignacio Roncoroni/EFE 16.11.21

O Brasil, sem sua maior estrela, Neymar, esteve mais leve em campo. Sem ainda o melhor jogador do Brasil. Só que muito mais solidário, competitivo, vibrante. Os dois times atuando no 4-4-2. Marcando por pressão a saída de bola adversária.

Messi era a grande atração, mas acabou sem espaço algum, com Fabinho o impedindo de jogar. Fred também se destacava, preocupado com Lo Celso. Para atacar, Paquetá conseguia iniciar as velozes investidas que acabavam nos pés de Vinicius Junior. Mais do que a estratégia de Tite, o atacante do Real Madrid chamou o jogo. E partia para dribles, tabelas, arrancadas.

A partida estava equilibrada, até que aos 33 minutos do primeiro tempo, o lance injusto que mudaria a partida. Deixaria a Argentina com um jogador a menos. Otamendi acertou uma cotovelada violentíssima em Raphinha. Lance clássico de expulsão, que foi desprezado pelo VAR.

Tite ajustou muito bem a marcação em Messi e Di Maria. E montou o Brasil para contragolpear em velocidade, em bloco. Principalmente pela esquerda. Raphinha foi deixado de lado, pela noite inspirada de Vinicius Junior. O único pecado foi aos 16 minutos, ao receber ótimo passe de Paquetá, ele tentou encobrir Martínez, mas chutou por cima. Estava livre diante do goleiro argentino.

No segundo tempo, o Brasil foi ainda melhor. Conseguido travar a Argentina no seu campo. Fred, aos 16 minutos, pegou a sobra de um cruzamento. E, da entrada da área, acertou o travessão.

Fred tratou de se desdobrar. Ele e, principalmente Fabinho, anularam Messi

Fred tratou de se desdobrar. Ele e, principalmente Fabinho, anularam Messi

Lucas Figueiredo/CBF

Aos 19 minutos, a carretinha atrevida de Vinicius Junior em Molina. O atacante do Real Madrid chegou a calar os assustados 25 mil argentinos, em San Juan.

A partir daí, o clima ficou muito mais tenso. O Brasil tinha mais consciência, só faltava objetividade. Os dois laterais Danilo e Alex Sandro estiveram presos demais na marcação.

Com Messi lento, os argentinos apelavam para a força física, muitos cruzamentos na área brasileira.

No final, o empate em 0 a 0. 

Mas com o Brasil animado.

Com Vinicius Junior, há vida sem Neymar...

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