Timão não perdoa desprezo de Wellington. Quando era do Tricolor

Volante foi oferecido pelo Athletico, em troca de Camacho. Diretoria, principalmente, Andrés Sanchez, não esquece falta de respeito ao Corinthians

Wellington ironizou o Corinthians. E agora é oferecido ao clube. Oposição é enorme

Wellington ironizou o Corinthians. E agora é oferecido ao clube. Oposição é enorme

Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo, Brasil

Não há perdão nas redes sociais.

Uma brincadeira infeliz.

Uma provocação.

A sensação que ficará eternamente em um clube é cúmplice.

A nova vítima é Wellington.

O volante de forte marcação do Athletico não renovou contrato.

Estava negociando com o Grêmio.

Mas a diretoria do Athletico decidiu oferecê-lo ao Corinthians.

Em troca do também volante Camacho.

Welligton começou na base do São Paulo. Identificação total com o clube

Welligton começou na base do São Paulo. Identificação total com o clube

Rubens Chiri/São Paulo

Tiago Nunes adora o futebol e a personalidade forte de Wellington.

Não por acaso o fez capitão, quando treinava o Athletico.

Ele está com 29 anos.

Vivido, experiente, pronto.

Mas vetado no Parque São Jorge.

O motivo?

Duas 'brincadeiras'.

No dia 5 de março de 2017, ele participava de uma transmissão ao vivo, pelo canal que o São Paulo tem no youtube.

Ao ser avisado que estava com a mochila aberta, ele resolveu ironizar.

Jamais imaginaria o que aconteceria três anos depois.

"Ainda bem que é no São Paulo, imagina no Corinthians", disse irônico.

As redes sociais o massacraram.

Torcedores entenderam que ele comparava os corintianos a ladrões.

Ele tentou se justificar, no dia seguinte.

"Estou vindo aqui me posicionar sobre um tema chato, pequeno, que cada vez ganha relevância por uma simples brincadeira. Diversos meios de comunicação e uma infinidade de torcedores (alguns extremamente racistas) estão reclamando da brincadeira que fiz ontem, ao final da partida. Gente, o que seria do futebol sem as brincadeiras?

Welligton não perdoou Sheik pelo beijo. E ironizou. "Aqui (no São Paulo) , não"

Welligton não perdoou Sheik pelo beijo. E ironizou. "Aqui (no São Paulo) , não"

Reprodução/Twitter

"Tenho muitos amigos torcedores do arquirrival e sei que a grande maioria entende como uma simples BRINCADEIRA. O futebol é isso, é entretenimento, é diversão.

"Você aí que está atirando pedras, nunca brincou com seu amigo que torce pra outro time?

"Em momento algum quis ofender o adversário ou faltar com respeito, mas uma coisa tão banal não pode ganhar proporções enormes.

"Pra mim, futebol é sinônimo de felicidade, então vamos dar mais risadas, brincar mais, sorrir mais. Eu sou isso aí, a alegria em pessoa, eu jogando, eu treinando, eu lesionado, a vida é curta demais pra não brincar e não sorrir!

"Boa semana pra todos! Vamos com tudo!"

Só que a 'brincadeira' não foi esquecida.

Assim como no dia 27 de agosto de 2013.

Ao comentar, no São Paulo, sobre o beijo que Emerson deu na boca de um dono de restaurante.

Wellington retrucou.

"Aqui não pode isso daí, não. É time de homem. Não tem isso aí, não..."

Sua ironia foi direta ao Corinthians.

Essas atitudes não foram esquecidas.

O nome de Wellington tem fortíssima resistência no Parque São Jorge.

A começar por Andrés Sanchez.

Ele não tolera que ironizem o clube.

A chance de o jogador atuar no Corinthians é quase nula.

Por suas 'brincadeiras'...

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