Cosme Rímoli São Paulo, sétimo jogo sem vencer. Empate com o fraco Coritiba

São Paulo, sétimo jogo sem vencer. Empate com o fraco Coritiba

Outra péssima apresentação do time de Diniz. Apenas empatou com o Coritiba, que está na zona do rebaixamento. Desperdiçou dois pontos

  • Cosme Rímoli | Do R7

Mais uma fraca partida do São Paulo, de Diniz. Empate com o Coritiba

Mais uma fraca partida do São Paulo, de Diniz. Empate com o Coritiba

Reprodução/Premiere

São Paulo, Brasil

21 minutos do segundo tempo.

O São Paulo jogava mal, perdia para o fraco Coritiba por 1 a 0, gol de Robson, no Paraná, no estádio Couto Pereira.

Falta na entrada da área para o time de Fernando Diniz.

Daniel Alves cobra, Hugo Moura, que estava na barreira, vira de costas.

O lateral, que joga como volante, havia errado. Colocado pouca força, a bola não subiu como queria. Mas bate exatamente no braço de Hugo Moura. 

A Fifa recomenda a marcação de penalidade nesta situação.

Pênalti salvador para o São Paulo.

Reinaldo cobrou com força, deslocando Wilson.

1 a 1. 

Foi mais uma péssima atuação do tricolor.

Equipe previsível, sem iniciativa, imaginação.

Movimentação lenta.

Previsível

Jogo horroroso.

Sétima partida sem vitória do time de Diniz. 

Só o desespero pode explicar a troca de Luciano por Trellez, aos 49 minutos e trinta segundos do segundo tempo. 

São Paulo sem imaginação, previsível, apelou para bolas aéreas. Fácil para o Coritiba

São Paulo sem imaginação, previsível, apelou para bolas aéreas. Fácil para o Coritiba

REUTERS/Rodolfo Buhrer - 04/10/2020

Enquanto o colombiano não teve tempo para nada, como era óbvio, o atacante titular mostrou toda sua raiva ao sair do jogo. Balançou a cabeça ostensivamente, chutou bola fora do campo. Desafiou publicamente a autoridade do treinador.

Dois pontos importantes desperdiçados.

O clube paulista perdeu com o empate duas posições na tabela, nesta rodada.

Palmeiras e Flamengo ultrapassaram o São Paulo.

Em vez de terceiro para quinto. 

O Coritiba, sem o poder financeiro do adversário, ocupa apenas o 17º lugar no Brasileiro. 

A pressão sobre o treinador são paulino continua.

A torcida organizada que já protestou antes do jogo promete seguir cobrando o time, a diretoria.

O ambiente seguirá pesado, tenso. 

"Que eles (torcedores) não desistam de acreditar na gente, que estamos lutando, buscando o resultado. Não estamos conseguindo, hoje teve dois gols anulados pelo VAR, a gente está criando.

"Conseguimos arrancar um gol de empate, poderíamos ter saído com a vitória.

"Agora é descansar e partir pra próxima pra reverter", dizia o lateral Reinaldo, como se nada estivesse acontecendo. E fosse normal um clube como o São Paulo, tricampeão mundial,  ficar sete jogos sem vencer. 

Fernando Diniz falava em 'retomada', depois da eliminação do clube da Libertadores. Ficou no ar, a perspectiva de que ele faria alguma alteração tática, buscaria novas fórmulas para vencer.

Coritiba e São Paulo. Jogo horroroso, disputado nas intermediárias, longe das áreas

Coritiba e São Paulo. Jogo horroroso, disputado nas intermediárias, longe das áreas

Rubens Chiri/São Paulo

Só que o time voltou exatamente o mesmo, no Paraná.

Como o treinador do Coritiba, Jorginho, previa.

Com posse de bola até a intermediária adversária. A partir daí, falta de imaginação, talento de seus meio-campistas para quebrar as duas linhas de marcação, com dribles, infiltrações, tabelas.

Jorginho sabia que o lado direito do São Paulo é inofensivo, com o espanhol Juanfran, especialista na marcação, desde os tempos do Atlético de Madrid, mas que não tem a mínima habilidade e, agora, velocidade, para atacar.

Ele tratou de travar o lado esquerdo. Sabia que o São Paulo forçaria Reinaldo, Tchê Tchê e até Léo Pelé.

O Coritiba superpopulou as intermediárias e cuidou, principalmente de seu lado direito defensivo. E apenas sonhava com contragolpes ao acaso, buscando Robson, seu único atacante.

E foi justamente ele, que cobrou uma falta de forma sensacional, logo aos cinco minutos de partida. Na entrada da área, pela direita, ele bateu no ângulo esquerdo, indefensável para Volpi. 1 a 0, Coritiba.

Foi a décima partida seguida que o time de Diniz sofre gols. Foram 18 neste período.

Nos 20 anteriores, tomou 19.

Tudo foi piorando, sem o enganoso Paulista.

Desta vez tomou gol do pior ataque do Brasileiro.

O São Paulo não mostrou reação, vibração, raça e muito menos estratégia. Seguiu lento, passivo, sem espírito de competitividade.

Fernando Diniz não consegue mudar a maneira previsível de o São Paulo jogar

Fernando Diniz não consegue mudar a maneira previsível de o São Paulo jogar

Rubens Chiri/São Paulo

O Coritiba não sofria para seguir com a vantagem no placar.

O desenho tático, o ritmo, a postura dos times não mudava na etapa final.

Até que houve a falta aos 21 minutos do segundo tempo.

Daniel Alves foi para a bola.

E Hugo Moura saltou de costas.

Com o braço aberto...

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