Cosme Rímoli São Paulo contrata veteranos cascudos. Para acabar com a covardia 

São Paulo contrata veteranos cascudos. Para acabar com a covardia 

Miranda, Eder, Benítez, Willian, Orejuela. Jogadores com atitude. Para mudar o perfil apático, acovardado, que fez o clube acumular oitos anos de jejum

  • Cosme Rímoli | Do R7

Eder Citadin, artilheiro vivido, com personalidade forte. Cobrança é para fazer clube campeão

Eder Citadin, artilheiro vivido, com personalidade forte. Cobrança é para fazer clube campeão

Reprodução/Twitter Eder Citadin

São Paulo, Brasil

Miranda, 37 anos em setembro.

Eder Citadin, 35 anos em novembro.

Willian, 35 anos em novembro.

Martín Benítez, 27 anos em junho.

Orejuela, 26 anos em agosto.

Bruno Rodrigues, 24 anos.

Hernán Crespo, Muricy Ramalho e Julio Casares traçaram as principais características dos reforços que o São Paulo contrataria para esta temporada.

Jogadores vividos, com raça, combativos, experientes, sem medo.

O trio detectou que o grave problema do time de Fernando Diniz era a falta de personalidade, de liderança, de superação dos atletas nos momentos difíceis.

Por isso o acúmulo de fracassos.

Paulista, Libertadores, Copa Sul-Americana, Copa do Brasil.

E o pior deles, o Brasileiro, quando o time liderava, sete pontos à frente. E terminou na quarta colocação, cinco pontos atrás.

Casares percebeu que não poderia mais depender de Daniel Alves. O jogador, que fará 38 anos em maio, mostra cada vez mais inconstância técnica e física. Estava sobrecarregado em ter de liderar um grupo de atletas inseguros.

Depois de dez anos, Miranda volta ao São Paulo. Para acabar com a instabilidade da zaga

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São Paulo

Juanfran, o espanhol que estava no grupo, e completou 36 anos em janeiro, não tinha técnica e nem força física para se fazer ouvir. Foi despachado sem dó, ao final do Campeonato Nacional.

Hernanes, que fará 36 anos em maio, é um líder nato. Mas suas palavras não ecoavam, já que se transformou em um reserva de luxo. Não servia como exemplo.

O São Paulo decidiu não depender mais psicologicamente de Daniel Alves e Hernanes.

Hernán Crespo está tratando de apagar esse perfil apático que viu nos jogos do São Paulo de 2020.

Foi convencido a aceitar a volta de Miranda, tricampeão brasileiro, ex-jogador do Atlético de Madrid, da Inter de Milão, disputou a Copa do Mundo de 2018. Volta dez anos depois para levar tranquilidade à defesa são paulina, tão inconstante.

Eder Citadin tem grande vivência internacional. O atacante havia atuado com Mirando no Jiangsu Suning, da China. Mas foi na Itália que viveu seu melhor momento no futebol. Chegando até mesmo a atuar pela seleção do país europeu.

Saiu do Brasil em 2005, jovem promessa do Criciuma. Passou por seis clubes italianos, em 13 anos. Empoli, Froscinone, Empoli, Cesena, Sampdoria, Inter de Milão. Foi para a China em 2018.

Tem como característica o alto poder de definição. Tem tranquilidade diante dos goleiros adversários, sangue frio. Algo que raro no elenco são paulino.

Willian. Meio-campista habilidoso, vibrante e experiente. Para mudar o perfil do time

Willian. Meio-campista habilidoso, vibrante e experiente. Para mudar o perfil do time

Reprodução/Instagram

Willian era uma das grandes promessas como volante. Do Palmeiras. Até que teve problemas graves cardíacos, que quase encerraram sua carreira. Aos 16 anos chegou a ter duas paradas cardíacas. Ficou dois anos longe do futebol. 

Quando voltou, teve de recuperar espaço e a desconfiança. Acabou sendo emprestado para vários clubes brasileiros. Foi para a Coréia do Sul. Até que ganhou mesmo espaço e moral no futebol mexicano. Atuou pelo Querétaro, América e Toluca. 

O volante tem uma maneira vibrante de atuar. Técnico, rápido e marcador. 

Martín Benítez foi o destaque no Vasco da Gama rebaixado.

Meia emprestado pelo Independiente, chegou ao Rio de Janeiro por conta de uma profunda crise financeira do clube argentino.

Logo percebeu que estava em um elenco fraquíssimo. Não conseguiu fazer com que o Vasco não fosse rebaixado, mas fez o que pôde. Jogador de ótima visão tática, lutador, combativo. Com talento para articular ataques e, principalmente, contragolpes. 

Hernán Crespo, que o conhece da Argentina, insistiu na sua contratação.

O colombiano Orejuela foi um dos atletas mais cobiçados no fim da temporada 2020. Grêmio, Palmeiras, Fluminense, Internacional sondaram o atleta. O time de Renato Gaúcho, que o teve por empréstimo, queria comprá-lo. Só que o Cruzeiro, que tinha 50% dos direitos do jogador, aumentou o preço depois de tudo acertado. E a transação foi abandonada.

O São Paulo não perdeu tempo, nada de sondagem. Já investiu forte. Comprou 50% dos seus direitos, que pertenciam ao time mineiro. A outra metade segue com o Ajax, da Holanda.

Orejuela também segue pela linha da luta em campo, da velocidade, da atitude. Está no seu melhor momento na carreira.

Bruno Rodrigues é uma aposta. Começou no Athletico Paranaense, foi para a Turquia. Seus direitos estão ligados ao Tombenso, clube do empresário Eduardo Uram. Estava bem na Ponte Preta, em 2020. E terá a chance de jogar no Morumbi. 

Acumulando fracassos desde agosto de 2019, Daniel Alves não suportava tanta cobrança

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São Paulo

Atleta rápido, especialista em conclusão. E também de personalidade forte.

Terá de achar seu lugar no time.

São seis novas contratações.

Cinco chegam para ser titulares.

E para mudar a atitude passiva, afobada, tensa, submissa do time.

Principalmente na reta final dos campeonatos.

Por um fim na dependência emocional de Daniel Alves.

Chegam para acabar com o jejum de oito anos sem títulos.

Casares havia prometido aos conselheiros que o elegeram.

O perfil do São Paulo mudaria em 2021.

Acabaria o medo, a apatia, o derrotismo.

E para isso, a necessidade de 'jogadores cascudos', como definiu Muricy.

Eles chegaram.

Agora, cabe a Crespo formar o sonhado time vencedor...

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