Coronavírus

Cosme Rímoli Revolta dos clubes faz Doria recuar. Suspensão pode cair

Revolta dos clubes faz Doria recuar. Suspensão pode cair

Dirigentes estão dispostos a levar jogos para Rio ou Minas. Doria não esperava essa atitude, com aval da CBF. E aceita reunião na segunda-feira

  • Cosme Rímoli | Do R7

Doria obrigado a recuar. Clubes não aceitam suspensão. E ameaçam jogar no Rio ou Minas

Doria obrigado a recuar. Clubes não aceitam suspensão. E ameaçam jogar no Rio ou Minas

Governo do Estado de São Paulo - 11.03.2021

São Paulo, Brasil

Os clubes paulistas compraram a guerra.

Se o governador João Doria mantiver a paralisação do Campeonato Paulista, entre os dias 15 e 30 de março, por conta da pandemina de covid-19, eles seguirão com a competição.

No Rio de Janeiro ou em Minas Gerais.

O que eles não aceitam é perder mais dinheiro.

 Já estão sem públicos nos estádios.

Ficar sem receber uma quinzena de transmissão e dos patrocinadores seria mais um golpe nas finanças das equipes.

Daí, a decisão.

Os clubes têm três grandes apoiadores.

Os governadores do Rio de Janeiro e de Minas Gerais aceitam a disputa de 26 partidas do Campeonato Paulista. 

Até porque os Estaduais Carioca e Mineiro seguirão.

Mas o grande e silencioso trunfo dos clubes paulistas é a CBF.

A entidade reiterou hoje que não vai paralisar o futebol no país.

Mesmo com o pior momento da pandemia.

A CBF tem o aval do Ministério da Saúde e do governo federal, do presidente Jair Bolsonaro, para que o futebol continue.

O presidente da CBF, Rogério Caboclo, dá seu apoio aos clubes. Quer que Paulista continue

O presidente da CBF, Rogério Caboclo, dá seu apoio aos clubes. Quer que Paulista continue

CBF

Basta seguir o protocolo inspirado no futebol alemão.

Tanto que a Copa do Brasil e a Libertadores estão liberadas pela CBF.

Doria foi avisado da disposição dos clubes seguirem a disputa em outro estado.

Postura que seria desmoralizante para o governo paulista.

Esta guerra tem componentes perigosos para o governador.

Principalmente a popularidade dos times, com seus milhões de torcedores.

Os dirigentes das equipes foram avisados pelo presidente Reinaldo Carneiro Bastos que teriam o aval do governo estadual para treinarem, durante os 15 dias sem jogos.

O que já foi interpretado como um recuo.

E abertura para que Doria volte atrás.

Os jogos têm acontecido sem público.

Com os atletas só entrando em campo com seus testes de covid-19 negativados.

Reinaldo Carneiro Bastos conseguiu ter proximidade com o governador.

E ele propôs saída salomônica.

Reunião na manhã da segunda-feira, dia 15, quando começaria a proibição.

Entre o governador e os clubes, tendo o presidente da FPF como interlocutor.

E buscar a sequência dos jogos, ainda com mais restrições.

Como impedir, de qualquer maneira, a aproximação dos torcedores dos estádios.

Além de mostrar que as partidas são bem próximas dos treinos.

Sem perigo para os atletas.

Doria não esperava a postura radical dos clubes.

Não quer ver os times paulistas atuando no Rio.

Ou em Minas Gerais.

Na verdade, nem os clubes querem esse gasto a mais.

Daí, a grande esperança de acordo.

Com Doria voltando atrás mais uma vez.

Como fez hoje.

Ontem o Campeonato Paulista estava mantido.

24 horas depois, ele proibiu jogos por duas semanas.

E os clubes reagiram.

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