Cosme Rímoli Reservas do Santos vencem. Líder São Paulo mergulha na crise

Reservas do Santos vencem. Líder São Paulo mergulha na crise

Time de  Diniz impotente diante dos reservas santista, muito bem orientados por Cuca. São Paulo dá chance ao Atlético e ao Inter brigar pela liderança

  • Cosme Rímoli | Do R7

Jobson comemora o gol decisivo. São Paulo titular, e líder, derrotado pelos reservas santistas

Jobson comemora o gol decisivo. São Paulo titular, e líder, derrotado pelos reservas santistas

Santos

São Paulo, Brasil

Eliminação da final da Copa do Brasil.

Pelo Grêmio, em pleno Morumbi.

Depois, time goleado no Brasileiro.

Pelo Red Bull Bragantino, 4 a 2, em Bragança Paulista.

E hoje, derrota para os reservas do Santos, também no Morumbi.

1 a 0, gol de Jobson.

A preocupação santista era a semifinal, na quarta-feira, contra o Boca Juniors.

Mesmo assim, venceu o seu primeiro clássico na temporada 2020.

Já o rival, não perdia no Morumbi há 19 partidas.

O São Paulo de Fernando Diniz entrou em parafuso.

Sem força psicológica.

Time entregue.

Acumulando derrotas na reta final do Brasileiro.

Crise no Morumbi.

"O resultado foi contra o Santos, não tem essa de titular e reserva. O merecimento da liderança está nos pontos, tempos 56 pontos porque merecemos conquistar eles, o que não podemos fazer é perder pontos em casa como hoje", dizia, nervoso, Tiago Volpi.

São Paulo sem o menor equilíbrio emocional. Time tenso, afobado. Mereceu perder

São Paulo sem o menor equilíbrio emocional. Time tenso, afobado. Mereceu perder

Luciano Claudino/Estadão Conteúdo - 10/1/2021

Sem Luciano, contundido, o poder ofensivo do time foi nulo.

Brenner, Sara e Igor Gomes tiveram atuação lastimável.

Inseguros, tensos, afobados.

Segue líder do Brasileiro, mas ofereceu a chance para o Atlético Mineiro chegar a um ponto de diferença, se vencer as duas partidas que tem a menos. E o Internacional a apenas quatro pontos, caso ganhe do Goiás.

Pior é que o time tem jogado cada vez pior.

A insegurança de Diniz é transparente.

Passou para o time.

No primeiro tempo, ele se controlou, seguindo os conselhos de Muricy Ramalho, ele não xingou seus jogadores.

Fernando Diniz está exalando insegurança. E o reflexo atinge em cheio seus jogadores

Fernando Diniz está exalando insegurança. E o reflexo atinge em cheio seus jogadores

Rubens Chiri/São Paulo

Na segunda etapa, xingou e não adiantou nada.

Mas o pior foi seu erro técnico.

Ele terminou o jogo com quatro atacantes.

Só que não tinha quem servisse esse quarteto.

Daí o time, desesperado, apelando para cruzamentos de qualquer lugar do campo.

Taticamente a pobreza de repertório foi assustadora.

Ainda mais para o time líder do Brasileiro.

Cuca tratou de colocar seus reservas no 4-5-1.

Travou Reinaldo, deixou o fraco Juanfran livre, para que seu time atuasse às costas do lateral espanhol.

E o treinador, que faz excelente trabalho, também não deixou Daniel Alves respirar. A ordem era, quando o veterano pegasse a bola, quem tivesse mais perto abafasse o jogador. Conseguiu.

Foi uma pequena vingança pessoal.

Foi Daniel Alves o principal personagem para a saída de Cuca do comando do São Paulo. Por não querer improvisar o jogador como volante. Queria um dos melhores laterais do mundo na lateral.

Cuca mostrou que, a quatro meses dos 38 anos, o jogador possui limitações nítidas como meio-campista.

A partida não foi previsível.

A não ser pelo lado do semifinalista da Libertadores.

Com os reservas santistas preenchendo as intermediárias.

Se esperava o São Paulo, líder do Brasileiro, com personalidade para marcar o rival sob pressão. Com muita movimentação do meio para a frente. Explorando as triangulações pelas laterais do campo.

Não foi o que aconteceu.

O time foi burocrático, inseguro. Lento, trocando passes previsíveis, com seus jogadores evitando os dribles. Sem nenhuma convicção do que deveria fazer para ultrapassar as linhas defensivas dos suplentes santistas.

Depois do 0 a 0 frustrante no primeiro tempo, a segundo etapa começou desastrosa para o São Paulo.

A um minuto de jogo, Arthur Gomes serviu Jobson. O jogador divide com Luan, mas a bola caprichosa, sobro para o santista. Com o bico do dedão do pé direito, ele chuta. Tiago Volpi não teve reflexo para esticar a perna.

Santos 1 a 0.

O gol desmanchou de vez o lado psicológico são paulino.

E deu confiança aos santistas para marcarem.

Cuca, com reservas, travou o São Paulo. Principalmente, o veterano Daniel Alves

Cuca, com reservas, travou o São Paulo. Principalmente, o veterano Daniel Alves

Santos

Diniz demonstrava não saber o que fazer.

Só xingava e colocava atacantes.

Seu time viveu de chuveirinhos, que facilitaram o trabalho da defesa santista.

A única boa defesa de João Paulo foi em uma cabeçada de Brenner, aos 39 minutos do segundo tempo.

O Santos controlou o líder e mereceu vencer.

O São Paulo despenca na reta final do Brasileiro...

Últimas