Cosme Rímoli Os nervos travaram Antony. Promete revanche em Itaquera

Os nervos travaram Antony. Promete revanche em Itaquera

O garoto de 19 anos sentiu a tensão da primeira final no profissional. Se escondeu do jogo no Morumbi. Promete compensar na casa do Corinthians

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Antony não se sentiu bem durante o  jogo. O problema foi a tensão da final

Antony não se sentiu bem durante o jogo. O problema foi a tensão da final

São Paulo

São Paulo, Brasil

"O Antony é um dos jogadores mais importantes na nossa criação de jogadas, mas não estava bem, estava com alguma fraqueza. Nos primeiros quinze minutos tentamos dar uma vitamina, uma glicose para ele, e até surgiu a dúvida se era melhor ele sair.

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Ele jogou debilitado, por isso foi abaixo da expectativa

Ele é um jogador de arquibancada, e hoje jogou com o maior público da vida dele.

A gente não sabe se isso às vezes influencia também."

Cuca foi o mais ponderado e sincero.

O treinador não escondeu.

Antony sentiu a pressão da sua primeira final como profissional.

A responsabilidade, a cobrança, a expectativa de enfrentar o Corinthians ontem o venceu.

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Psicologicamente não resistiu à tensão.

Cuca tentando entender o que acontecia com Antony na final de ontem

Cuca tentando entender o que acontecia com Antony na final de ontem

Reprodução/Sportv

Ele comunicou a Cuca e aos médicos que estava se sentindo 'fraco'. Sem a explosão muscular para dar seus piques, seus dribles surpreendentes.

Antony não tinha absolutamente nada fisicamente.

Tanto que Cuca o manteve durante toda a partida.

Esperava que, em um lance de improviso, ele poderia desmanchar o intenso sistema defensivo montado por Carille.

Mas esperou em vão.

O máximo que Antony fez foi acompanhar o lateral Carlos Augusto.

Ele se omitiu da partida.

Não teve a tradicional iniciativa de partir com a bola dominada para tentar dribles, tabelas, arrancadas. 

Não.

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A tensão o tornou burocrático, até se escondeu do jogo.

Antony foi uma grande aposta de André Jardine.

Grande destaque no futsal do Grêmio Barueri, ele foi parar no Atlético de Madrid, para um período de testes. Tinha dez anos. Acabou não passando.

Mas assim que voltou ao Brasil, passou a jogar pelo São Paulo.

Ganhou vários títulos.

Copa BH sub-17 contra o Flamengo, a Supercopa do Brasil sub-20 diante do Palmeiras e a Copa do Brasil sub-20 contra o Corinthians.

E venceu a Copa São Paulo de 2019, com ótima atuação na final, contra o Vasco.

Canhoto, talentoso, driblador.

O atacante exalava confiança.

A Comissão Técnica prestava mais atenção em Igor Gomes.

Até que chegou o jogo de ontem.

Ele se desestruturou.

Cuca já se encarregou de tratar de preparar Antony.

Antony descobriu que o futebol profissional é bem diferente do amador

Antony descobriu que o futebol profissional é bem diferente do amador

São Paulo

O quer leve, confiante, domingo em Itaquera.

Até porque acredita que ele já foi 'batizado'.

A tensão de ontem não se repetirá.

O jogador até postou nas redes sociais a sua explicação.

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"Obrigado a todos que se preocuparam comigo.
A primeira parte da decisão não foi como eu sonhava, não estive 100% de minha capacidade física.
Estou bem e estarei ainda mais forte para a grande decisão!
Vamos dar a vida no próximo domingo!"

Mas, por via das dúvidas, Antony terá todo o apoio psicológico.

Que não aparentava precisar.

Mas ao chegar ao Morumbi se manifestou.

E tirou a força de suas pernas.

Sua confiança.

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Fez sumir seus dribles.

Tudo absolutamente normal.

Ele ainda é um menino de 19 anos.

Cuca tentará resolver a questão com Mancini.

Mas se precisar, apelará para Anahy Couto.

Ela é a psicóloga dos profissionais do São Paulo.

O técnico só não quer que a 'fraqueza' volte.

Antony mostre o futebol que sabe.

E que os nervos não deixaram domingo...

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