Cosme Rímoli Nem com pênalti inexistente, São Paulo vence o limitado Juventude

Nem com pênalti inexistente, São Paulo vence o limitado Juventude

São Paulo outra vez joga muito mal. E apenas empata com o fraco Juventude, em Caxias, 1 a 1. Clube fica estagnado em 12º lugar

  • Cosme Rímoli | Do R7

Veterano Ricardo Bueno comemora o gol de empate. Aos 47 minutos do segundo tempo

Veterano Ricardo Bueno comemora o gol de empate. Aos 47 minutos do segundo tempo

Fernando Alves/Juventude

São Paulo, Brasil

De nada adiantou o pênalti cavado, que não aconteceu em Igor Gomes, e que Reinaldo cobrou o e marcou. O erro absurdo, na péssima arbitragem de Antônio Dib Moraes de Souza, não foi suficiente para o São Paulo vencer o limitado Juventude, em Caxias.

O time de Hernán Crespo sofreu o gol de empate de maneira infantil. Aos 47 minutos do segundo tempo. Na cobrança de uma falta da intermediária levantada para a área. Com tempo para a equipe se posicionar. Mesmo assim, o São Paulo conseguiu tomar o gol de empate, do veterano Ricardo Bueno. E desperdiçar mais dois pontos e voltar do Rio Grande do Sul com apenas um ponto. Segue estagnado em 12º lugar

O fraco futebol que mostrou, não mereceu nada melhor.

Para dar esperança a revoltados conselheiros, a direção tenta contratar o meia Gabriel Neves, do Nacional, e, outra vez, o atacante Calleri, que ainda não encontrou clube para jogar na Europa.

"A gente sabia que vinha aqui para vencer e subir mais na tabela. Infelizmente tomamos o gol ali. É trabalhar também essa bola parada até voltar a competição e não tomar mais esses gols.

"É um gosto amargo, sim", desabafava Reinaldo, inconformado com o gol infantil que o São Paulo tomou. 

Foi mais uma partida instável do São Paulo. Hernán Crespo não teve dois titulares para o confronto em Caxias. O clube resolveu dar um descanso a Daniel Alves, 38 anos, que ainda não havia folgado, desde que voltou da Olimpíada. E Pablo. O atacante teve problemas pessoais e não esteve no jogo.

No planejamento da direção e Comissão Técnica, a partida de hoje trazia a obrigação dos três pontos, quando foi arquitetada, estudada a trajetória do clube no Brasileiro.

Não há comparação no potencial técnico dos dois elencos.

Diante desse impasse, o treinador Marquinhos Santos tratou de espelhar seu time ao esquema tático que Crespo tanto adora. E as duas equipes atuaram a maior parte do jogo no 3-5-2. E o resultado foi muito bom para a equipe gaúcha. Principalmente no primeiro tempo.

Benítez, lento, apático, improdutivo. São Paulo se rendeu à marcação do Juventude

Benítez, lento, apático, improdutivo. São Paulo se rendeu à marcação do Juventude

LUCA ERBES/ESTADÃO CONTEÚDO

Com seus atletas muito motivados, o Juventude equiparou o jogo. Conseguiu travar o rival paulista no nascedouro de suas jogadas ofensivas mais perigosas. Nas laterais. E ainda conseguiu incomodar em contragolpes em velocidade.

A obrigação de criar, tomar as rédeas do jogo era do São Paulo, clube com elenco milionário que começou o Brasileiro sonhando com o título. Mas além da marcação, havia enorme e inaceitável lentidão. Junto com falta de coragem dos jogadores em tentarem dribles, arrancadas, tabelas ou mesmo chutes fora da área. 

O São Paulo foi de pobreza criativa impressionante. Benítez estava mal, sem ritmo, sem agilidade. Nestor, burocrático. Luciano, voltando a assumir a posição, sem mobilidade, com muito receio nas divididadas. E Rigoni contaminado pela apatia do time.

O Juventude conseguia seu intuito de travar o São Paulo no primeiro tempo.

No segundo tempo, Crespo adiantou as linhas, fez seu time marcar a saída de bola do Juventude. E conseguiu maior compactação da equipe. Mas estava faltando uma postura de personalidade, iniciativa técnica dos jogadores para tentarem dribles, tabelas curtas, improviso com a bola nos pés. 

Para piorar, o melhor atacante do São Paulo, sentiu dores e teve de ser substituído, aos 12 minutos. A partida era ao menos mais corrida no segundo tempo.

Até que aos 18 minutos, pênalti para o São Paulo. Nestou chuta e Castilho abre o braço esquerdo e toca na bola. O juiz, Antônio Dib, da Federação Piauiense, marca a penalidade. Corretamente. Mas é chamado pelo VAR. O vídeo apontou impedimento de Eder.

Diante dos recursos tecnológicos, a penalidade foi corretamente anulada.

Mas aos 36 minutos viria outro lance duvidoso. Igor Gomes adiantou a bola e diante da saída do goleiro Marcelo Carné, o meia dobra as pernas, procurando o contato. Cavou o pênalti inexistente.

Juventude teve espaço. Faltou um pouco mais de talento para vencer o São Paulo

Juventude teve espaço. Faltou um pouco mais de talento para vencer o São Paulo

Fernando Alves/Juventude

O árbitro Antônio Dib não quis consultar o VAR. Se tivesse ido veria que não foi pênalti.

Reinaldo não quis nem saber e bateu firme.

São Paulo 1 a 0.

Mas ainda haveria tempo para a injustiça ser corrigida.

Aos 47 minutos, houve uma cobrança de falta na intermediária do São Paulo. A bola foi levantada para a área, Gabriel Sara que marcava Ricardo Bueno, largou o veterano atacante. Eler dominou e, diante do desesperado Volpi, chutou fortíssimo, para empatar o jogo 1 a 1.

O São Paulo não merecia mais que um ponto...

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