Cosme Rímoli Melancólico, São Paulo empata. Parece não querer ser campeão

Melancólico, São Paulo empata. Parece não querer ser campeão

O time de Diniz não vibrou. Nem parecia que desejava continuar líder do Brasileiro. Dois pontos desperdiçados contra o Athletico

  • Cosme Rímoli | Do R7

Fernando Diniz. Apático empate contra o Athletico. Chance para o Inter

Fernando Diniz. Apático empate contra o Athletico. Chance para o Inter

Reprodução/Twitter

São Paulo, Brasil

Outra vez o São Paulo tropeçou.

Sem força ofensiva, sem personalidade, sem vibração.

O time de Fernando Diniz outra vez decepcionou e se contentou apenas em empatar com Athletico Paranaense, em Curitiba. 

Nem parece que o clube luta para acabar com o jejum de nove anos.

Dos últimos nove pontos, o líder do Brasileiro conseguiu apenas um. 

A chance foi dada para o Internacional, para o Atlético Mineiro e para o Flamengo.

A vantagem do time paulista, que já foi de sete pontos, caiu para apenas um.

Quarta-feira, a tabela marca São Paulo e Internacional.

O 1 a 1, gols de Kayzer e Tchê Tchê, foi um desperdício de dois pontos. Porque o elenco de Paulo Autuori é limitado, muito inferior ao do São Paulo.

Outra vez, a falta de Luciano, contundido, também pesou. Mas não é desculpa para a falta de gana para vencer um jogo fundamental.

De novo, Daniel Alves foi a grande decepção do São Paulo. Contratado para ser o líder técnico e moral do time, para terminar com o jejum de nove anos sem títulos.

Kayzer marcou em uma jogada treinada por Autuori. Erro de Sara

Kayzer marcou em uma jogada treinada por Autuori. Erro de Sara

Reprodução/Twitter

Mesmo privilegiado por Fernando Diniz, sem a obrigação de marcar, e apenas articular as jogadas de ataque, o veterano de 37 anos nada fez. A não ser reclamar dos companheiros. Sem saber o que fazer, escalado mais à frente. Como um falso centroavante.

Pior para Brenner, cujo futebol está despencando.

Gabriel Sara e Igor Gomes também jogaram muito mal.

Perdidos em campo.

O Athletico esteve sempre melhor postado.

O experiente Paulo Autuori soube como tirar o máximo de seus atletas.

Apostou, principalmente no primeiro tempo, em atrair o time paulista para o seu campo.

E buscar erros de passe para os contragolpes.

O São Paulo deu a falsa impressão, no início do jogo, que iria atacar, pressionar, marcar sob pressão, como um time que sonha em ser campeão.

Mas logo bateu a apatia, diante das linhas defensivas montadas com muita eficiência.

Aos poucos, o limitado time paranaense cresceu no jogo.

E em previsível erro de Sara.

Nikão ficou com a bola, serviu Carlos Eduardo, que descobriu Kayzer, livre. A jogada ensaiada acabon no primeiro gol do jogo, do Athletico, aos 38 minutos.

O lance deixou o São Paulo nervoso, irritadiço. Ainda mais sem confiança.

O Athletico, se tivesse melhores jogadores, poderia ter ampliado o placar, já que o líder do Brasileiro acabara escancarado.

Daniel Alves outra vez mal, perdido em campo. Mas intocável. Não sai do time de jeito algum

Daniel Alves outra vez mal, perdido em campo. Mas intocável. Não sai do time de jeito algum

Reprodução/Twitter

No segundo tempo, Diniz tirou Bruno Alves e colocou Vitor Bueno. Passando Luan para a zaga. E Tchê Tchê passou a atuar como primeiro volante.

E adiantou seu time.

Tivesse articuladores com o mínimo de visão, o time de Autuori aproveitaria o espaço oferecido aos contragolpes. Principalmente pela esquerda. Apesar de estar muito mal no jogo, Reinaldo atuava como ponta, aberto. Sem produzir no ataque e deixando espaço às suas costas.

A situação estava se complicando para o São Paulo, quando Tchê Tchê arriscou um chute da entrada da área.

A bola desviou na zaga do Athletico e enganou o ótimo goleiro Santos.

1 a 1, aos 15 minutos.

O meio-campista fez questão de comemorar com jogadores reservas, dirigentes, membros da comissão técnica. Mas evitou chegar perto de Fernando Diniz, que o humilhou na semana passada, na derrota para o Bragantino. O chamando de 'ingrato', 'mascarado'. E apelando para palavrões. 

A mágoa continua, apesar do pedido de desculpas de Diniz, a pedido de Muricy Ramalho.

Quando se esperava que o São Paulo partiria para a vitória, para seguir com boa vantagem na tabela, o time seguiu desinteressado, sem vibração ou inspiração.

Igor Gomes foi outra vez de uma inutilidade à toda prova. Na direita e na esquerda

Igor Gomes foi outra vez de uma inutilidade à toda prova. Na direita e na esquerda

Gabriel Sawaf/Zimel Press/Folhapress 17.01.21

A equipe, passiva, aceitou o empate.

Desperdiçou a chance de conseguir mais dois pontos.

O Athetico também estava satisfeito com a igualdade com o líder.

E a partida terminou.

Melancolicamente igualada.

O São Paulo, de Diniz, parece não querer ser campeão...

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