Paulistão

Cosme Rímoli Mais 11 dias sem futebol em São Paulo. Federação se desespera

Mais 11 dias sem futebol em São Paulo. Federação se desespera

Entidade já esperava o que acaba de acontecer. O governo proibiu eventos esportivos em São Paulo, até 11 de abril. Mato Grosso vira opção

  • Cosme Rímoli | Do R7

Governo de São Paulo prorrogou as restrições a atividades esportivas no Estado

Governo de São Paulo prorrogou as restrições a atividades esportivas no Estado

Agência Corinthians

São Paulo, Brasil

Era o que a Federação Paulista de Futebol desconfiava.

O governador João Doria prorrogou as medidas restritivas por conta da Covid-19.

E os eventos esportivos estão proibidos até o dia 11 de abril.

O futebol é o principal deles.

Doria reiterou que, se a pandemia não retroceder, a proibição poderá ser prorrogada.

O presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, já sabia desde quarta-feira a possibilidade de o governo paulista esticar a paralisação do Campeonato Paulista.

Para a Globo também é prejudicial.

Ela planejava aumentar a publicidade sobre o torneio em abril, mostrando jogos na quarta-feira e no domingo. Até porque a cúpula da emissora carioca acreditava que o torneio começaria a chegar perto do mata-mata.

Só que a paralisação travou o torneio. Se a FPF não conseguir encontrar lugar para levar os jogos, oito rodadas se acumularão. Há a Libertadores, a Copa do Brasil e, em maio, o Brasileiro.

Reinaldo, outra vez, conta com o apoio irrestrito da CBF e demais Federações para buscar um local onde possam acontecer os jogos.

Os dirigentes dos clubes grandes de São Paulo também estavam preparados. Sabiam que o governo não autorizaria a volta do futebol no dia 31 de março, como estava previsto.

"A FPF e todos os clubes participantes reiteram publicamente que o Paulistão Sicredi será retomado a partir do dia 31/3 e o término da competição acontecerá na data prevista, 23 de maio", prometia Reinaldo Carneiro, em nota oficial, no dia 22. Há quatro dias.

Mas o cenário mudou completamente.

Não o da Covid-19, que já era gravíssimo.

O dos governos de Volta Redonda, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais.

Eles não aceitam mais jogos de clubes paulistas.

A saída, mais cara, e que seria garantida, não existe mais.

O governo do Mato Grosso do Sul também proibiu o futebol, por conta da pandemia.

O do Mato Grosso ainda continua, mas pode ser paralisado a qualquer momento.

E volta a ser uma possibilidade.

Remota.

Mas real.

Há muita tensão na FPF.

E, principalmente, entre os clubes pequenos pela extensão da paralisação.

Entre os grandes, o Palmeiras é o mais firme.

Concorda que não pode haver futebol.

Corinthians, São Paulo e Santos querem jogar.

Os atletas seguem preocupados com seus salários.

O clima pesado de 2020 está se repetindo...

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