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Luciano evita o vexame do São Paulo. Torcida comemora permanência na Série A, mas chama time de 'sem-vergonha'

Torcida do São Paulo deu um espetáculo à parte. Quarenta mil pessoas para empurrar o time fraco de Ceni. Após o jogo, forte cobrança. Coro de 'sem-vergonha'. Na partida, Luciano marcou dois gols. 3 a 1 contra o Juventude

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Luciano marcou dois gols e trouxe alívio ao São Paulo. Sem risco de rebaixamento
Luciano marcou dois gols e trouxe alívio ao São Paulo. Sem risco de rebaixamento

São Paulo, Brasil

Raça, talento e técnica.

Luciano foi o grande responsável por o São Paulo escapar da vexatória zona dos clubes que podem ser rebaixados. O atacante incendiou o importante jogo contra o Juventude, no Morumbi. Cobrou seus companheiros, gritou, orientou e, principalmente, fez o que nasceu para fazer: gols.

Ele marcou dois, na vitória diante do clube gaúcho por 3 a 1.

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E ainda deu assistência para o gol de Calleri.

Teve seu nome, com toda a justiça, gritado pelos mais de 40 mil são-paulinos que foram se despedir da equipe de 2021. O último jogo do Brasileiro será contra o América, em Belo Horizonte. 

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A torcida apoiou o time durante todo o jogo.

Quando a partida acabou, o coro que tem acompanhado o São Paulo nos últimos anos.

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"Vergonha, time sem-vergonha..."

Rogério Ceni teve também parcela de responsabilidade na vitória. Bastou manter seus jogadores, cada um atuando na sua posição. E também pelo ritmo intenso com que o São Paulo começou a partida, até marcar o primeiro gol, em uma cabeçada, logo aos quatro minutos, o que trouxe alívio, confiança ao time.

Outra vez, o clube escapa do rebaixamento no Brasileiro.

"Pude voltar no jogo importante, não na situação em que eu queria ajudar. Bola pra frente, campeonato ruim, agora é pensar no último jogo."

"A gente tirou o time de muito tempo sem ganhar, veio com boa expectativa para o Brasileiro. Não foi o que a gente fez. Vamos descansar, pensar no próximo jogo e na próxima temporada, para ser melhor", dizia Luciano, o único aplaudido, enquanto o restante da equipe era xingado pela torcida.

A partida foi exatamente como se esperava.

A condição técnica do time são-paulino era muito melhor que a do time de Caxias do Sul. E Rogério Ceni sabia: com 40 mil no Morumbi, seria forte a cobrança pela busca do ataque, de gols. Uma atuação muito diferente daquela da semana passada, quando o time foi facilmente batido pelo Grêmio.

Luciano estava entusiasmado. Queria, de qualquer maneira, o São Paulo na Série A em 2022
Luciano estava entusiasmado. Queria, de qualquer maneira, o São Paulo na Série A em 2022

Luciano se destacou desde os 34 segundos, quando tomou cartão amarelo ao dar um carrinho em Willian Matheus. O jogador estava especialmente impregnado da vontade de vencer. Ele pedia a bola, vibrava, se mexia, cobrava os companheiros. Teve comportamento de final de campeonato.

E foi premiado, aos quatro minutos, por excelente cruzamento de Rigoni, que o pegou livre na grande área. A cabeçada foi fulminante: São Paulo 1 a 0. O Juventude de Jair Ventura não esperava um ritmo tão intenso desde os primeiros minutos. 

Perdendo a partida e seriamente ameaçada pelo rebaixamento, a equipe gaúcha subiu suas linhas, até obrigou Volpi a boas defesas, mas deixava espaço precioso atrás. E foi assim que o São Paulo marcou 2 a 0: quando Luciano cabeceou na grande área, depois de escanteio cobrado por Reinaldo, Douglas rebateu para a frente e Calleri empurrou para a rede, aos 42 minutos.

Na segunda etapa, os gaúchos passaram de vez a pressionar. O São Paulo estava recuado demais, para a irritação de Luciano. E, aos 17 minutos, Sorriso conseguiu completar cruzamento para a rede. 2 a 1.

O Juventude passou a pressionar. Deixando os 40 mil são-paulinos tensos, irritados. Mas aí houve um lançamento perfeito de Miranda para Luciano, que se aproveitou da indecisão de Foster e marcou 3 a 1 para o São Paulo. 

O atacante foi aplaudido de pé.

O gol aos 21 minutos deu tranquilidade, certeza de vitória do São Paulo.

O Juventude esboçou reação, mas não conseguiu nada de prático.

E lutará para não ser rebaixado. Precisa vencer o Corinthians, no domingo.

O time de Rogério Ceni segue na Série A.

Mas se despediu do Morumbi em 2021 com o coro que não queria ouvir.

"Vergonha, time sem-vergonha..."

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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