Cosme Rímoli Jogos depois do toque de recolher. A proposta para voltar o futebol

Jogos depois do toque de recolher. A proposta para voltar o futebol

Federação Paulista propõe ao Ministério Público jogos apenas depois das 20 horas. A resposta deverá ser dada hoje. Futebol está proibido até o dia 11 de abril

  • Cosme Rímoli | Do R7

Jogos apenas após às 20 horas. Quando começa o toque de recolher em São Paulo, propõe a FPF

Jogos apenas após às 20 horas. Quando começa o toque de recolher em São Paulo, propõe a FPF

Eduardo Anizelli/Folhapress

São Paulo, Brasil

Proibição de circulação nas ruas.

Maior facilidade para o trabalho da polícia, do lado de fora dos estádios, para evitar aglomeração de torcedores.

Jogos só depois das oito horas da noite.

O toque de recolher, por conta da pandemia, virou o novo trunfo da Federação Paulista na luta pela volta do futebol em São Paulo.

Junto a um novo protocolo, com menos pessoas envolvidas nos jogos e mais exames, ele foi apresentado ao Ministério Público, durante a noite de ontem.

Entre as mudanças, a criação de uma 'bolha' improvisada. Os clubes prometem permanecer concentrados em hotéis ou centros de treinamento.

Submeterem seus jogadores a testes antes e depois de cada partida, com um intervalo máximo de três dias para os exames. Assim como seus funcionários serão testados constantemente. Além do rastreio de contato de possíveis casos positivos.

Os clubes deverão ser responsáveis pela redução da quantidade de pessoas presentes aos jogos e treinos. Proibir a entrada de convidados.

Aumentar cuidados com a higienização de instalações e produtos que serão manipulados nos centros de treinamento.

O time mandante terá de informar a quantidade de leitos de UTI disponíveis na rede da cidade para o caso de emergências médicas. Se o número for pequeno, a FPF transfere a partida para outro município.

O futebol não atrapalharia de maneira alguma o tratamento dos internados nas UTIs.

Além do o protocolo, assinado por médicos da Federação e de todos os clubes que disputam o Estadual, outra vez, a cúpula da Federação Paulista apelou, mostrando a necessidade financeira dos clubes em jogar. 

O presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, segue insistindo com os jogos, em plena pandemia

O presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, segue insistindo com os jogos, em plena pandemia

FPF

Assim como a 'função social' do futebol.

De alivar a pressão psicológica, a tensão sobre que envolve a população, com a pandemia da Covid-19.

A guerra pela volta do futebol também tem um componente político.

A resistência do governo Doria, que pretende manter a proibição de eventos esportivos em São Paulo. Pelo menos até o dia 11 de abril, para tentar frear o auge da pandemia pela Covid-19.

Até como exemplo de responsabilidade com a população.

A Federação Paulista segue com medo que 2021 repita 2020, quando os jogos foram encavalados com a Copa do Brasil, Libertadores, Brasileiro. Perca relevância. E que os clubes pequenos, com contratos reduzidos com os jogadores, comecem a perder atletas.

Fora patrocinadores pararem de pagar.

Assim como a Globo segurar a cota mensal pela transmissão do torneio.

Desde o dia 14 de março não acontecem jogos do torneio em São Paulo.

Na semana passada, Corinthians e Palmeiras atuaram, pelo Paulista, no Rio de Janeiro, em Volta Redonda.

Mas adaptar todos os jogos em outro estado se mostrou inviável à FPF.

A resposta do Ministério Público Paulista deverá ser divulgada hoje.

Se for negativa, a FPF pode entrar na justiça para tentar liberar os jogos.

E começar uma guerra jurídica...

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