Cosme Rímoli Hernanes. Nova diretoria analisa a cara permanência do ídolo reserva

Hernanes. Nova diretoria analisa a cara permanência do ídolo reserva

Casares, eleito presidente, tem sido cobrado sobre Hernanes. O jogador de 35 anos custa R$ 1,1 milhão por mês. Para ser reserva

  • Cosme Rímoli | Do R7

Hernanes tem consciência. Não consegue render como ídolo que é

Hernanes tem consciência. Não consegue render como ídolo que é

Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo, Brasil

Após ser eleito presidente do São Paulo, inúmeros conselheiros cercaram Julio Casares.

O pedido foi o mesmo.

Menos emoção, saudosismo, chega de usar ídolos como escudo, menos gastança desmedida, como fez o inseguro presidente Leco. Por cinco anos, ele acumulou dívidas para o clube e não foi capaz de conquistar um mísero título.

Casares foi cobrado por racionalidade.

Sua primeira atitude foi reconhecer que a gestão do futebol de Leco foi péssima. 

Avisou o gerente Alexandre Pássaro, que ele irá embora depois de amanhã, dia 31 de dezembro.

 O executivo Raí também ficou ciente que não ficará um dia mais, depois que o Brasileiro acabar.

Diego Cerri, Bahia; Rodrigo Caetano, ex-Internacional; e até Paulo Pelaipe, Coritiba, são os mais cotados para o seu lugar.

Muricy Ramalho será o coordenador de futebol.

Casares também avalia dispensar Diego Lugano como superintendente de relações internacionais.

Já em relação ao time que está na reta final do Brasileiro, com sete pontos de vantagem, faltando 11 rodadas para o Campeonato Nacional acabar, há uma grande pendência.

E simbólica.

Hernanes.

O ídolo de 35 anos se tornou reserva de luxo.

Tem um custo caríssimo.

Entre luvas e salários, custa ao São Paulo cerca de R$ 1,1 milhão.

Contratado exatamente há dois anos, por 3 milhões de euros, atuais R$ 19 milhões, ele assinou contrato de três temporadas.

Chegou para ser o líder técnico e o comandante fora dos gramados.

Só que por contusões e pelo desgaste da idade, não conseguiu se firmar entre os titulares.

Sua importância na concentração diminui demais com a contratação de Daniel Alves, no ano passado. E que também chegou com salário milionário, o maior do Brasil: R$ 1,5 milhão.

O inseguro Leco e Raí fizeram questão de posar para a foto, na frustrada volta de Hernanes

O inseguro Leco e Raí fizeram questão de posar para a foto, na frustrada volta de Hernanes

São Paulo

O lateral, que exige jogar no meio-campo, tomou não só seu lugar no time. 

Como até a tarja de capitão.

Casares ainda nem assumiu a presidência, mas já está sendo cobrado em relação a Hernanes.

Manter o jogador é caríssimo.

Principalmente pela atual situação.

É um reserva que não tem condições físicas, explosão muscular, de desempenhar as diferentes funções táticas que Fernando Diniz exige de um meio-campista.

Conselheiros cobram que o presidente eleito aja com mais perspicácia do que o inseguro Leco, que perdeu tempo e dinheiro com Jucilei e Alexandre Pato, antes de acertar as rescisões.

Hernanes, reserva absoluto, fez 34 partidas no ano. A esmagadora maioria entrando como reserva.

Marcou quatro gols, três no Brasileiro, um no Paulista. Não deu sequer um passe que acabou em gol do companheiro, nenhuma assistência.

Rendimento muito abaixo para o seu salário.

Há o medo do impacto.

A saída agora, com o clube perto de quebrar o jejum de oito anos sem títulos, seria desgastante emocionalmente. Hernanes segue muito 'querido' pelo grupo.

O ideal, insistem muitos, seria esperar o final do Brasileiro.

E acertar sua saída, com Raí.

Pagar mais dois meses de salário.

Daniel Alves. Ficou com o lugar no time e com a faixa de capitão de Hernanes

Daniel Alves. Ficou com o lugar no time e com a faixa de capitão de Hernanes

São Paulo

Hernane é muito comprometido, treinando até que os companheiros. Mas  segue profundamente decepcionado com ele mesmo, por não conseguir render o futebol que o levou à Seleção Brasileira e a grandes clubes italianos: Lazio, Inter e Juventus. E a ganhar muito dinheiro na Oriente, no Hebei China Fortune.

Diniz tem reconhecido o esforço do veterano.

Mas não pode comprometer a intensidade do time, segredo do São Paulo vitorioso deste último trimestre.

E a parte física é primordial.

De maneira fria, racional, Hernanes não está dando o retorno do que o clube investe no seu futebol.

A situação será resolvida.

Muito antes de dezembro de 2021.

Com inteligência acima da média, Hernanes percebeu.

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