Globo cobra CBF. Não quer mais amistosos do Brasil à meia-noite

Quem determina é a Pitch, dona dos amistosos, até 2022. A empresa inglesa é que promove as insignificantes partidas. CBF se cala por R$ 4 milhões o jogo

Jogos à meia-noite, às nove da manhã...Globo exige padronização dos amistosos

Jogos à meia-noite, às nove da manhã...Globo exige padronização dos amistosos

Reprodução/Sportv

São Paulo, Brasil

Brasil e Peru, nos Estados Unidos.

Meia-noite no horário brasileiro.

Brasil contra Senegal e depois diante da Nigéria, ambos em Singapura.

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Nove da manhã no horário brasileiro. 

Os últimos amistosos da Seleção acabaram de vez com a paciência dos executivos da Globo.

Se a CBF não tem coragem de enfrentar a empresa inglesa Pitch, que sublocou os amistosos da Seleção Brasileira, comprados entre 2012 e 2022 pela árabe ISE, a entidade comandada por Rogério Caboclo terá de enfrentar o descontentamento da emissora carioca.

A Globo é dona do monopólio dos amistosos da Seleção.

E os fusos horários dos países absurdos onde a Pitch tem levado o Brasil, estão complicando a vida da emissora.

Por conta dos patrocinadores de sua programação normal. E também do futebol.

O descontentamento é amplo, geral e irrestrito.

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Por exemplo, os patrocinadores do programa de Ana Maria Braga com o boneco Loro José, são predominantemente femininos. Não querem ficar afastados por conta de um jogo de futebol.

Os patrocinadores que bancam R$ 1,8 bilhão por ano, por conta do futebol, não querem seus produtos anunciados na madrugada, para notífagos insones.

Por isso, a cúpula da Globo quer que se estabeleça um padrão nos amistosos do Brasil. A empresa inglesa pode levando o time de Tite para os locais mais insensatos, absurdos. Terra do Fogo, Polo Norte, Afeganistão. Onde os ingleses conseguirem mais dinheiro.

Desde que se estabeleça um horário fixo.

Ninguém quer mais jogos à meia-noite, por exemplo.

Assessores de marketing da CBF já sabem dessa exigência da Globo.

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E a entidade fará o que detesta.

Tentar conciliar, pedir algo para a Pitch.

Não querer incomodar tem um motivo.

A CBF recebe 1 milhão de dólares, livres, por amistoso.

São cerca de R$ 4 milhões.

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CBF

Mas a emissora carioca quer um horário viável em 2020.

Rogério Caboclo diz que vai tentar.

Mas, por contrato, a Pitch faz o que quiser com a Seleção.

Triste, vergonhoso.

Culpa do ex-presidente Ricardo Teixeira.

Esse foi seu último ato antes de abandonar a CBF...

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