Cosme Rímoli Frustrante a estreia de Crespo.São Paulo tropeça no Botafogo

Frustrante a estreia de Crespo.São Paulo tropeça no Botafogo

O treinador argentino fez seu primeiro jogo no comando do time. Mudou taticamente. Mas segue faltando personalidade ao São Paulo

  • Cosme Rímoli | Do R7

Estreia de Crespo foi decepcionante. São Paulo segue inseguro, afobado

Estreia de Crespo foi decepcionante. São Paulo segue inseguro, afobado

MAURíCIO RUMMENS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 28.02.2021

São Paulo, Brasil

Frustrante.

Essa palavra resume o que foi a estreia do argentino Crespo no São Paulo, no Morumbi.

Na primeira rodada do Campeonato Paulista.

O treinador argentino não poderia fazer mágica, já que o técnico assumiu a equipe há apenas dois dias.

Mas se esperava mais personalidade, atitude do time.

O velho defeito de troca de passes ao excesso, falta de coragem de chutar para o gol de fora da área, lentidão na saída de bola. 

Leia mais: São Paulo fica no 1 a 1 com Botafogo-SP na estreia de Crespo

E muita afobação.

No final, empate em 1 a 1 diante do fraquíssimo Botafogo de Ribeirão Preto, clube com enorme dificuldade financeira. E montou uma equipe sem talento para Alexandre Gallo comandar, que teve de apelar para jogadores de 16 anos.

"O Crespo está iniciando o trabalho, treinamos dois dias apenas. Todos receberam de braços abertos, muito felizes pela chegada dele. Não podemos tomar o gol da forma que tomamos, depois temos que correr atrás.

"A arbitragem tem que deixar o jogo seguir mais. Muita demora para checar e quando é checado erra. Mas enfim, temos que seguir concentrados pois nosso objetivo é ser campeão paulista", dizia, sem graça, Pablo.

Ele sabia o quanto era diferente o potencial do elenco milionário onde atua contra o limitado grupo de jogadores interioranos.

As mudanças mais efetivas de Crespo foi montar a equipe com três zagueiro, tentando libertar os laterais. E fez de Daniel Alves o primeiro volante, porque percebeu o óbvio: ele não tem explosão muscular e nem tarimba para articular ataques pelo meio.

A primeira etapa foi oferecida ao São Paulo.

Gallo colocou seu time muito atrás demais, esperava a equipe de Crespo muito mais poderosa. E atraiu o São Paulo para a sua intermediária.

Contra o 3-5-3, o time de Ribeirão Preto atuava no 4-5-1.

Com muita aplicação.

Nem com tanto espaço, o São Paulo não conseguiu marcar.

Os toques desnecessários, a imprecisão nos passes mais agudos foram irritantes.

O Botafogo passou por momentos de sufoco mais por sua postura do que a do time grande.

Mas faltou competência dos jogadores do São Paulo para marcar.

Luciano perdeu um gol fácil, da pequena área.

No segundo tempo, tudo mudou.

Gallo viu que o São Paulo não oferecia tanto perigo.

E adiantou sua marcação.

Bastou para complicar de vez o time de Crespo.

O São Paulo começou perdendo o jogo, ao tomar um contragolpe infantil, às costas de Léo Pelé. Marlon, 16 anos, serviu Dudu, 17 anos, que tocou na saída de Volpi, aos dois minutos do segundo tempo.

O time de Crespo, tenso, apelou para os cruzamentos.

A maioria errados, o que irritava o técnico argentino.

O único correto foi de Daniel Alves, que descobriu Pablo, que ajeitou para Arboleda empatar, aos 29 minutos.

Arboleda conseguiu empatar de cabeça. E foi só. São Paulo sem criatividade, atitude

Arboleda conseguiu empatar de cabeça. E foi só. São Paulo sem criatividade, atitude

MARCELLO ZAMBRANA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO - 28.02.2021

E foi só o que o São Paulo conseguiu.

Crespo viu que terá muito que trabalhar.

Além de exigir reforços...

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