Cosme Rímoli Frustração. Não há interessados em rachar o salário de Daniel Alves

Frustração. Não há interessados em rachar o salário de Daniel Alves

São Paulo se iludiu. Pensou que haveria briga de empresas para ter a imagem do veterano jogador. Errou feio e terá de pagar sozinho R$ 1,5 milhão por mês

Daniel Alves, São Paulo, patrocinador, salário R$ 1,5 milhão, Neymar, Bolsonaro

Tensão no Morumbi. São Paulo terá de bancar R$ 1,5 milhão mensais

Tensão no Morumbi. São Paulo terá de bancar R$ 1,5 milhão mensais

Reprodução/Instagram

São Paulo, Brasil

Um choque de realidade.

A diretoria do São Paulo ficou empolgadíssima com a possibilidade de contratar Daniel Alves.

Não bastassem os 40 títulos na carreira, o jogador é o capitão da Seleção Brasileira.

Escolhido o melhor da Copa América.

O inseguro Leco decidiu garantir o maior salário do futebol brasileiro ao jogador. Com o aval de Raí, seu executivo e escudo maior junto ao time.

R$ 1, 5 milhão, livres de impostos, por mês.

Ofereceu algo que nenhum clube europeu passou perto.

Contrato de três anos.

O inseguro Leco e Raí acreditaram que Daniel Alves 'se pagaria' e daria até lucro ao São Paulo.

Por isso, não tiveram a menor consideração com os empolgados torcedores e cobraram ingresso para que assistissem a apresentação do jogador.

O interesse pelas camisas do lateral também caiu, de maneira assustadora. O preço oficial é muito alto: R$ 249,00.

Foram exatos 44 mil ao Morumbi. 

Pagaram R$ 5,00 cada, proporcionando R$ 220 mil aos cofres.

A empolgação era imensa no início de agosto.

O departamento de marketing foi acionado.

Cobrado.

Os números foram apresentados.

Eterno parceiro de festas de Neymar. Empresas não se animam

Eterno parceiro de festas de Neymar. Empresas não se animam

Reprodução/Instagram

O São Paulo pagaria R$ 500 mil na carteira de trabalho de Daniel Alves. E o R$ 1 milhão restante viria de parceiros, patrocinadores, que poderiam usar a imagem do jogador para propagandas, levá-lo para palestras, coordenar visitas ao Morumbi.

A certeza do inseguro Leco é que os parceiros fariam fila para pagar pela imagem de Daniel Alves. Apostava que haveria tantos interessados que o São Paulo teria lucro.

Conselheiros mais crédulos apostavam que o clube receberia dinheiro para ter um jogador tão importante.

Ninguém levou em conta a recessao do país.

Ou a idade do atleta.

Daniel Alves tem 36 anos.

É um veterano.

Seu desempenho vem piorando a cada partida.

Os resultados do São Paulo, decepcionantes.

As críticas pela atuações do jogador frustram, desanimam.

O clube, que não conquista campeonato algum desde 2012, terminou o primeiro turno na modesta sexta colocação.

A dez pontos do líder Flamengo.

Na última partida, Daniel Alves foi anulado por Apodi, lateral do modestíssimo CSA, de Alagoas. 

No empate em pleno Morumbi.

As vaias, os palavrões, a revolta da torcida organizada foram divulgados pela mídia.

Daniel Alves ironizou a imprensa, que exige desempenho, resultados do time.

O inseguro Leco já cobrou o departamento de marketing.

A busca segue constante.

Só que não surgiram parceiros para bancar o salário de Daniel Alves.

O São Paulo terá de pagar pela imagem do jogador em abril de 2022.

Ou seja, a cada mês que não surgir patrocinador, a conta vai crescendo.

R$ 1 milhão a cada 30 dias.

Se ninguém surgir, serão R$ 9 milhões em abril de 2020.

A partir daí, sem patrocínios, nada de acúmulo.

O São Paulo seguirá pagando mensalmente a quantia de R$ 1,5 milhão.

Até o final do contrato de três anos.

A situação está complicada.

A empolgação está virando desilusão.

Aquele bom humor fantástico de Daniel Alves, por jogar no 'clube de coração', está passando. 

Os vexames do time ajudam a espantar patrocinadores para o veterano lateral

Os vexames do time ajudam a espantar patrocinadores para o veterano lateral

São Paulo

Há muita preocupação na diretoria.

Querem a reação imediata do jogador.

Ele deverá ficar mais disponível para matérias exclusivas.

E quer jogar como meia.

Para 'pegar mais na bola'.

Pouco importa que siga sendo convocado para a Seleção como lateral.

Cuca está entre a cruz e a espada.

Se o veterano passa a jogar como meia, poderá ser visto como treinador 'sem autoridade1.

Se o mantiver na lateral, Cuca poderá ser visto como intransigente.

E jornais italianos divulgam que não foi ele quem virou as costas para a Juventus, de Turim, depois de dispensado do Paris Saint-Germain.

Foi o treinador da Juventus, Maurizio Sarri, quem não o quis.

A situação é incômoda.

O inseguro Leco está sendo cobrado.

Daniel Alves é um jogador caro demais.

Se ficar até o final de seu contrato, e o clube não arrumar patrocinadores, custará nada menos do que R$ 54 milhões.

Daniel Alves tentará fazer sua parte.

Reatar com a imprensa.

Aceitar as críticas.

Porque sabe que são os jornalistas os responsáveis por sua imagem.

E ela vale R$ 1 milhão mensal.

Há muita tensão no Morumbi.

Com o inseguro Leco esperando a fila de patrocinadores atraída pelo lateral.

Até agora, nada de ofertas...

Gols brasileiros e 'lei do ex' em Paris: o melhor do 2º dia da Champions