Diniz falou em Telê. Mas São Paulo, na retranca, parecia time de Felipão

Técnico colocou todos seus jogadores a partir da sua intermediária. Apelou para cera e faltas. Jogou para não perder. Empatou em 0 a 0 com o Flamengo

Antes da estreia, Diniz falou em Telê. Só que retrancou o time. Mais para Felipão

Antes da estreia, Diniz falou em Telê. Só que retrancou o time. Mais para Felipão

Reprodução Twitter

São Paulo, Brasil

Fernando Diniz se apresentou como treinador com o DNA do São Paulo. Reverenciou Telê Santana como seu mestre.

E na estreia fez o tricampeão mundial jogar como time pequeno, com seus jogadores compactados, marcando a partir da intermediária defensiva.

Inúmeras vezes o time teve nove atletas dentro da grande área do time paulista.

Fez cera e faltas em excesso, de forma constrangedoras.

Parecia mais as equipes de Felipão e não de Telê.

Mas Diniz conseguiu o que queria.

0 a 0 diante do Flamengo, líder do Brasileiro, em pleno Maracanã.

O time somou um ponto, chegou a 36 pontos, 13 de distância do primeiro colocado.

Está em quinto.

Mas pode ser superado por Corinthians, Grêmio e Bahia, nesta rodada.

"Foi um bom resultado. O Flamengo vinha de uma sequência enorme de vitórias, batendo recordes. Fizemos um jogo que era preciso fazer. Muito inteligente o time foi taticamente.

"O time foi muito guerreiro, tiveram coragem, se doaram. Merecemos o empate", comemorava Fernando Diniz.

"Parecia que estava na Arábia Saudita", ironizou Jorge Jesus

"Parecia que estava na Arábia Saudita", ironizou Jorge Jesus

Reprodução Twitter

Jorge Jesus estava inconformado.

"O São Paulo tem grandes jogadores e não precisa fazer tanto antijogo, e o árbitro foi conivente. Parar o jogo porque estão com câimbras musculares?

"Me senti na Arábia Saudita.

"Lá que os jogadores se atiravam no chão.

"Parecia que estava na Arábia Saudita.

"Se for uma lesão, tudo bem.

"Mas câimbras não é para paralisar o jogo.

"O São Paulo foi uma vez até nossa baliza e até criou chance.

"Atuou uma partida para não perder", resumiu o técnico

O time do português teve 59% de posse de bola. 19 finalizações e sete chances reais de gol.

Tiago Volpi e Bruno Alves fizeram uma partida excelente. 

O São Paulo abusou da cera e das faltas. Foram 27.

Foi um time com medo de perder.

O Flamengo mostrou pressa, afobação no último passe.

O treinador acabou a partida com seus 11 titulares, queria a vitória de qualquer maneira. Errou ao perder meio tempo, sem Rafinha. E 75 minutos sem Filipe Luís.

A chuva também atrapalhou o time carioca, que buscou a vitória do primeiro ao último minuto. O campo ficou mais pesado. Ficou mais difícil escapar da exagerada marcação são paulina.

Gabigol lutou muito. Foi bem marcado. E faltou inspiração

Gabigol lutou muito. Foi bem marcado. E faltou inspiração

Reprodução/Twitter

Houve só duas mudanças significativas em relação ao time de Cuca. Fernando Diniz permitiu que Daniel Alves atuasse como meia, como volante, como centroavante, como zagueiro. Ele esteve livre para atuar como quisesse. Como sempre quis desde que pisou no Morumbi como jogador do São Paulo.

A segunda alteração foi a presença de Tchê Tchê pelo lado esquerdo.

O São Paulo atuou no 4-1-4-1, mas inúmeras vezes, o que se viu foi 4-1-5-0. Com Pablo ajudando a marcar como volante, com ninguém no ataque.

O Flamengo forçou as jogadas tradicionais, as trocas de bola na entrada da área, as infiltrações de Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta pela esquerda. A falta de precisão no último passe e a ótima atuação de Bruno Alves evitaram mais uma vitória carioca.

O jogo teve poucos momentos de emoção.

Filipe Luís entrou muito tarde. Erro do Flamengo

Filipe Luís entrou muito tarde. Erro do Flamengo

Reprodução/Twitter

Volpi foi muito bem quando acionado, defendendo chutes cara a cara de Arrascaeta e Bruno Henrique. Batida forte de Gabigol. E até um chute errado de Arboleda.

Diego Alves mostrou seu reflexo, na única chance real do São Paulo, com Anthony.

O Flamengo merecia a vitória.

Mas o São Paulo suou muito pelo 0 a 0...