Cosme Rímoli Depois de várias recusas, Santos encaminha Fernando Diniz

Depois de várias recusas, Santos encaminha Fernando Diniz

Acordo está quase fechado. Clube impõe salário baixo, elenco limitado e também não aceita que Diniz desrespeite jogadores

  • Cosme Rímoli | Do R7

Santos impõe um ano de contrato e também não quer desrespeito aos jogadores

Santos impõe um ano de contrato e também não quer desrespeito aos jogadores

Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo, Brasil

Guto Ferreira preferiu ficar no Ceará.

Lisca Doido não quis largar o América Mineiro.

Pepa segue no Paços de Ferreira, clube pequeno de Portugal.

Andrés Rueda cansou de ver treinadores recusarem assumir o Santos.

Ele sabe que oferece um elenco limitado e que ainda fará tudo para vender sua estrela, Marinho, na janela deste meio do ano.

Além de Kaio Jorge, atacante promissor, de 19 anos que também busca sair. Seu contrato termina no final do ano. E para render algum dinheiro ao clube, seu empresário Giuliano Bertolucci pressiona a direção para vendê-lo também nesta próxima janela.

O clube deve mais de R$ 700 milhões.

Atrasos de atletas e de técnicos são comuns.

Assim como a pressão das torcidas organizadas e de conselheiros, que não querem saber do cenário terrível que o Santos vive.

Foi por isso que o argentino Ariel Holan suportou apenas 12 jogos na Vila Belmiro.

Como filosofia de jogo jamais foi levado em conta pela direção do clube, Fernando Diniz se tornou o nome mais acessível, fácil de ser contratado.

Depois de fracassar no São Paulo e ser demitido no dia primeiro de fevereiro, Diniz seguiu sem emprego. Só por indicação de Rogério Ceni, quase foi para o Fortaleza. Mas desistiu da negociação.

Porque recebeu a sondagem do Santos.

O técnico levou em consideração trabalhar em São Paulo, a representatividade santista. Aceitou com a convicção de que já fez ótimas campanha com o médio Audax, onde trabalhou por cinco anos.

A negociação entre Rueda e Diniz está mais do que encaminhada.

A contratação tem tudo para ser efetivada hoje.

O presidente e o Comite de Gestão não têm tanta convicção que Fernando Diniz efetivamente dará certo.

Tanto que impôs cláusulas pesadas.

A primeira é o não pagamento de multa, que garante o direito de demissão quando o clube quiser.

A segunda é o oferecimento de contrato de apenas um ano. Com a possibilidade de um segundo. Não a garantia.

E também o clube não aceita pagar um centavo para intermediários.

Apenas para Diniz.

É muito comum agentes e empresários negociarem pelos técnicos.

O salário oferecido é muito próximo dos R$ 280 mil que eram pagos pelo São Paulo.

O que é considerado 'baixo' no padrão dos grandes clubes.

Ariel Holan ganhava R$ 400 mil.

Diniz xingando Tchê Tchê. Santos não quer repetição de cena deplorável

Diniz xingando Tchê Tchê. Santos não quer repetição de cena deplorável

Reprodução/Sportv

Além do dinheiro, Diniz terá de respeitar mais os atletas publicamente.

Evitar xingá-los, como fazia no São Paulo.

A resposta deverá ser dada ainda hoje.

Não por acaso.

O clube enfrenta o Palmeiras hoje.

Uma derrota pode custar a eliminação precoce no Paulista.

Anunciar Diniz seria ótimo escudo.

Para Rueda a situação é simples.

O Santos seguirá com um elenco limitado.

Tendo como prioridade lançar garotos.

Não há segredo sobre o grande objetivo em 2021.

Não correr risco de rebaixamento no Brasileiro.

Esta é o principal objetivo de Diniz.

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