Seleção brasileira

Cosme Rímoli Depois de fracassar na Copa América, Tite implora jogos com europeus

Depois de fracassar na Copa América, Tite implora jogos com europeus

O treinador tem plena consciência de que a seleção precisa enfrentar os europeus, donos de mais avançada tática. Mas são enormes os obstáculos. A começar pelas Eliminatórias. Mas CBF precisa trabalhar

  • Cosme Rímoli | Do R7

Brasil eliminado pela Bélgica em 2018. Em 14, foi a Alemanha, em 2010, a Holanda, em 2006, a França

Brasil eliminado pela Bélgica em 2018. Em 14, foi a Alemanha, em 2010, a Holanda, em 2006, a França

BUDA MENDES/GETTY IMAGES

São Paulo, Brasil

A missão será árdua.

Ainda mais por conta da imensa luta pelo poder na CBF. Com Rogério Caboclo afastado do cargo de presidente, acusado de assédios sexual e moral contra uma funcionária.

Mas Tite fez um informal apelo ao coordenador Juninho Paulista, após a derrota da Seleção para a Argentina, na final da Copa América.

O treinador não só quer, como precisa de amistosos do Brasil contra equipes europeias fortes, antes da Copa do Mundo de 2022.

A situação é muito complicada.

Em 2006, foi a França, em 2010, a Holanda, em 2014, a Alemanha, dos 7 a 1, em 2018, a Bélgica.

Ou seja, são quatro Copas do Mundo com o mesmo final, eliminação para um time europeu.

A comparação da Copa América com a Eurocopa foi inevitável. E ficou mais do que evidente a diferença de intensidade, velocidade, potencia física dos europeus em relação aos sul-americanos.

Juninho Paulista tenta, em vão buscar, jogos diante dos europeus. Fracassa como Edu Gaspar fracassou. 

A Seleção Brasileira segue presa a um contrato inacreditável, feito como último ato de Ricardo Teixeira, antes de renunciar a CBF, investigado pela Polícia Federal. 

Vendeu todos os amistosos da Seleção, durante dez anos, até 2022, a uma empresa árabe, a ISE, que repassou os jogos para a inglesa Pitch.

E a Pitch sempre fez o Brasil jogar com foco no lucro do amistoso. Jamais no potencial, no tipo de adversário que a Seleção precisa.

Foi esse tormento para Felipão, Dunga e Tite. 

"Nós queríamos a seleção da Espanha, de Portugal, todas as europeias, se tivéssemos um calendário que nos proporcionasse outras situações. A gente fica pensando em uma situação imaginária. Imaginário é uma coisa, real é outra.

"O pessoal fica desvalorizando os nossos confrontos. Jogamos contra a Argentina de Messi, Lautaro, Aguero e companhia, a Colômbia de Sánchez, Mina, Cuadrado, o Uruguai com Suárez, com Cavani, com Godin. Nós gostaríamos de ter um calendário para jogar contra as equipes europeias, mas…", disse Tite, durante a Copa América.

Mas depois da derrota para a Argentina e do nível das partidas da Eurocopa, o treinador quer o intercâmbio. Mais do que nunca.

Juninho Paulista tenta. Mas não consegue jogos com europeus. Há comodidade com os 'não'

Juninho Paulista tenta. Mas não consegue jogos com europeus. Há comodidade com os 'não'

CBF

Além da Pitch, há outro grande obstáculo: as Eliminatórias para o Mundial do Catar. Se na América do Sul é mais fácil, na Europa, não. Restam, portanto, pouquíssimas datas. Além do fator pandemia.

Mas Tite, melhor do que ninguém, sabe da necessidade dos amistosos.

Juninho Paulista tem acesso ao presidente em exercício da CBF, o coronel Antõnio Nunes. E a situação segue complicada.

Dos 61 jogos de Tite no comando da Seleção Brasileira, apenas nove foram contra europeus.

Áustria, Bélgica, República Tcheca, Croácia, Inglaterra, Alemanha, Rússia, Sérvia e Suíça.

São muito poucos jogos. 

Lembrando que o Brasil enfrentou a Suíça, a Sérvia e a Bélgica, na Copa do Mundo de 2018.

A situação é muito preocupante.

Tite está fazendo o que pode.

Politicamente não pode comprar a briga em público, para não se desgastar, expor a direção da CBF.

Mas quer providências.

Sem muitas esperança.

A saída está nas 'velhas' viagens para ao menos olhar nos estádios, as seleções europeias jogando.

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