Corinthians joga mal. Mas vence. E Carille ironiza torcida

O time outra vez atuou mal no Itaquerão. E derrotou, de maneira injusta, o Bahia por 2 a 1. O resultado alivia a pressão e dá confiança para a Sul-Americana

Clayson salvou o Corinthians. O time outra vez jogou mal

Clayson salvou o Corinthians. O time outra vez jogou mal

Reprodução Twitter

São Paulo, Brasil

O Corinthians outra vez não jogou bem. 

Mas a velocidade de Clayson decidiu.

Em um lançamento de Pedrinho, o goleiro Douglas demorou um décimo de segundo a mais para ir na bola, tempo suficiente para o atacante corintiano se antecipar e desviar para o gol.

Nino Paraíba errou o tempo da bola. 

E ela acabou no fundo das redes.

Com a vitória diante do Bahia, por 2 a 1, o Corinthians ameniza a pressão sobre Fábio Carille. E garante a viagem com melhor ânimo para a viagem até Quito, quando precisa reverter a vantagem de 2 a 0 do Independiente del Valle, para chegar à final da Copa Sul-Americana.

Os três pontos conquistados levam o clube à quarta colocação no Brasileiro, deixando o clube na direção do objetivo exigido de Carille na temporada: a classificação para a Libertadores de 2020.

O árbitro Dewson Freitas conseguiu errar duas vezes na utilização do VAR. Na primeira, não marcou um pênalti claríssimo de Ralf em Élder. 

E na segunda, confirmou uma penalidade que não aconteceu. Desta vez depois de uma dividida Clayson em Gregore. A melhor explicação só pode ter sido consciência pesada por não ter acertado no lance de Ralf e Élder.

O resultado trava a arrancada do Bahia. O time de Roger estava há nove partidas no Brasileiro sem perder. E hoje, deveria, no mínimo empatar no Itaquerão.

Vagner Love, de pênalti, marcou o primeiro. Em vez de alegria, alívio

Vagner Love, de pênalti, marcou o primeiro. Em vez de alegria, alívio

FolhaPress

"A gente fica chateado por perder um jogo importante (2 a 0 para o Independiente del Valle), mas importante frisar que não tem nenhum moleque aqui.

"A gente trabalha todos os dias.

"Somos homens, assumimos a responsabilidade. Voltar a vencer é importantíssimo. Nosso grupo é uma família, todo mundo se abraçou, e isso nos dá confiança", desabafava Clayson.

"Foi uma semana de pressão. Tinha preocupação como o grupo ia reagir, e reagiu de forma positiva. Agora é pensar no próximo jogo. Estou feliz com o grupo, sim.

"Desde o começo do ano tem sido de trabalho e entendimento. Tem coisa que acontece da forma que a gente planeja, tem jogo que não", dizia, Carille, muito mais humilde do que costuma ser nas coletivas.

O treinador sentiu as críticas pelos péssimo futebol do time. E por ter jogado a culpa da derrota para o Independiente del Valle para os 'garotos' Pedrinho e Matheu Vital.

Carille até tentou fazer humor.

Ironizou o protesto das torcidas organizadas que o chamaram de 'retranqueiro'.

"Foi legal pra caramba, cara. Os amigos ligaram todos preocupados e tal. Foram lá e me chamaram de retranqueiro só. Está bom. Estou com moral com eles. Já vi vários protestos serem bem piores.

"Aconteceu numa sexta-feira pela manhã, não atrapalhou nada nosso trabalho. Fiquei sabendo pela nossa assessoria, nosso treino estava planejado.

"Trabalhamos tranquilamente lá dentro. Mas foi engraçado, quando mexi no celular, amigos e outros técnicos preocupados e acabei brincando. Só me chamaram de retranqueiro? Está bom, faz parte. Não xingaram e não fizeram nada."

Carille diz ter sido 'legal para caramba' ter sido chamado de retranqueiro. Ironia

Carille diz ter sido 'legal para caramba' ter sido chamado de retranqueiro. Ironia

Reprodução Twitter

Carille tenta disfarçar, mas sabe que vive o seu pior momento no Parque São Jorge. Andrés Sanchez, com o Corinthians atolado em dívidas, se irritou com o péssimo futebol do time. Assim como conselheiros e dirigentes.

Mas a vitória de hoje, serena os ânimos.

O Corinthians deu a falsa impressão no início da partida, que iria conseguir uma vitória marcante. Com oito minutos já havia acertado duas vezes a trave. Com Clayson e Sornoza.

Só que, aos poucos, o Bahia foi se equilibrando no jogo. Roger adiantou a marcação baiana, travou a saída de bola corintiana.

A partida ficou de igual para igual.

Com os dois times atuando espelhados, com o mesmo esquema, no 4-1-4-1.

Até que, aos 35 minutos do primeiro tempo, o juiz Dewson Freitas ignorou, mesmo consultando o VAR, pênalti claro de Ralf em Élder.

Se tivesse marcado, o resultado da partida poderia ter sido outro. Com o Corinthias em crise saindo atrás do placar.

Mas Dewson confirmou, aos 44 minutos, um pênalti para o Corinthians. Foi quando Ralf chutou e Juninho estava com o braço esquerdo esticado. 

Vagner Love cobrou e não desperdiçou.

Corinthians foi para o intervalo vencendo por 1 a 0.

O Bahia dominou o segundo tempo.

E Dewson Freitas, talvez com dor na consciência, marcou pênalti inexistente de Clayson em Gregore, aos 17 minutos. Viu outra vez o VAR e teve outra decisão equivocada. 

Gilberto empatou aos 18, cobrando muito bem a penalidade.

O time baiano seguia melhor, a torcida no Itaquerão já reclamava de Carille, quando aos 28 minutos, Pedrinho lançou a bola para a área. 

E Clayson chegou antes de Douglas.

Com o Corinthians vencendo por 2 a 1, Carille mandou o time fazer o que mais gosta, se defender.

Foi desta maneira que amenizou a crise.

Venceu o Bahia, de forma injusta.

Em pleno Itaquerão.

Valeu pelo resultado.

Não pelo futebol ruim do Corinthians...