Cosme Rímoli Conmebol derrotada: final não terá público nem Bolsonaro

Conmebol derrotada: final não terá público nem Bolsonaro

A Prefeitura do Rio de Janeiro vetou a liberação de público no Maracanã. Analisa, no máximo, cinco mil convidados. A assessoria do presidente Bolsonaro diz que ele não deve ir à final

  • Cosme Rímoli | Do R7

Bolsonaro foi na final da Copa América em 2019. A resposta para esta final, até agora, é não

Bolsonaro foi na final da Copa América em 2019. A resposta para esta final, até agora, é não

CBF

São Paulo, Brasil

Duas derrotas para a Conmebol.

O presidente da entidade, o paraguaio Alejandro Domínguez, tinha dois desejos para a final da Copa América, sábado à noite, no Maracanã.

Ele desejava público e a presença do presidente Jair Bolsonaro.

Para Domínguez, a Prefeitura do Rio de Janeiro aceitaria, de maneira entusiasmada, o Maracanã lotado, com 70 mil pessoas, na final entre Brasil e Argentina.

Ele contava com o apoio irrestrito da CBF. O presidente interino, coronel Antônio Nunes, e sua diretoria, articulavam ao lado da Conmebol.

Mas a resposta da Secretaria de Saúde foi a que, no máximo, analisará a presença de cinco mil convidados, como aconteceu na final da Libertadores da América de 2020, entre Palmeiras e Santos.

Foi um duro golpe em Domínguez.

Porque ele se baseia na festa que acontece do outro lado do mundo, na Eurocopa. Com os estádios cheios.

O segundo veio de Brasília.

Ao contrário do que aconteceu na Copa América de 2019, a resposta dos assessores do presidente Jair Bolsonaro, fundamental para a competição acontecer no país, depois da recusa da Argentina e Colômbia, é negativa.

Wembley com público. Para inveja do presidente da Conmebol, o paraguaio Domínguez

Wembley com público. Para inveja do presidente da Conmebol, o paraguaio Domínguez

Uefa

Na disputa do torneio sul-americano de dois anos atrás, Bolsonaro havia comunicado uma semana antes que estaria na decisão, no Rio de Janeiro. Estava até na sua agenda oficial. Desta vez, nem uma coisa e nem outra.

Nada impede o presidente decidir, à última hora, ir ao Maracanã. 

Mas a resposta até agora, a dois dias da decisão, é 'não'.

Domínguez queria Bolsonaro.

A presença do presidente do Brasil seria um grande aval à competição.

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