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Cosme Rímoli Carlos, Jô, BMG. 'Equívocos' financeiros do Corinthians

Carlos, Jô, BMG. 'Equívocos' financeiros do Corinthians

Acordo com Monza é muito menor, em relação à futura venda de lateral. Houve erro quando Jô foi para o Japão. E confusão quando acertou com BMG

  • Cosme Rímoli | Do R7

Carlos Augusto. 60% do lucro é muito diferente de 60% dos direitos

Carlos Augusto. 60% do lucro é muito diferente de 60% dos direitos

Monza

São Paulo, Brasil

"O Sport Club Corinthians Paulista confirma, nesta quinta-feira (28) que concluiu junto à Associazione Calcio Monza, da Itália, a venda do atleta Carlos Augusto. No acordo, o Clube terá também direito a 60% do valor em uma futura transferência.

Titular na reta final do Campeonato Paulista, Carlos, 21 anos, chegou ao Corinthians em 2011. Nas categorias de base, foi campeão do Paulistão Sub-13, da Copa do Brasil Sub-17 e da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Subiu à equipe principal do Timão em 2018 e fez parte da conquista do Paulistão do ano passado, além de ter anotado um gol com o manto alvinegro – contra a Chapecoense, na Arena Corinthians, pelo Brasileirão do ano passado.

A diretoria agradece Carlos por todos os serviços prestados nestes nove anos defendendo a camisa corinthiana – desde o Terrão – e deseja sucesso na sequência de sua carreira."

Esse foi o anúncio feito no dia 28 de agosto.

O ótimo lateral foi vendido por 4 milhões de euros, atuais R$ 25 milhões.

A conta é clara.

O clube de Andrés Sanchez, de acordo com a nota oficial, ficaria com o valor de 60% dos direitos do atleta, em futura venda do jogador de 21 anos.

A negociação seria excelente e o Monza deveria estar desesperado para contratar o atleta.

Mas, ontem, ficou evidenciado que a transação não foi como o próprio clube anunciou.

Foi explicada por quem mandava no departamento de futebol e hoje é candidato à presidência do clube.

Duílio Monteiro Alves.

Em entrevista ao ge, ele explicitou, o Corinthians ficará com 60% do lucro do Monza, em eventual venda.

Não é '60% do valor de futura transferência'.

Ou seja, se ele for vendido por 5 milhões de euros, o clube não ficará com 3 milhões de euros.

E sim a 60% de 1 milhão de euros, 600 mil euros.

Se ele for repassado pelos mesmos 4 milhões de euros ou menos, o Corinthians não ganha nada a mais.

Jô no Nagoya. 11 milhões de euros são muito diferentes do que 11 milhões de dólares

Jô no Nagoya. 11 milhões de euros são muito diferentes do que 11 milhões de dólares

Nagoya Grampus

O mesmo tipo de engano já havia acontecido quando Jô foi vendido em 2017, para o Nagoya Grampus.

O ex-presidente Roberto de Andrade foi perguntado se o valor seria entre 10 e 11 milhões de euros.

Ele respondeu.

"Por aí..."

Toda imprensa do Brasil divulgou que havia sido por por 11 milhões de euros. Cerca de atuais R$ 69 milhões.

Mas o ex-gerente Alessandro, deixou tudo às claras.

"O Jô foi vendido por 10 milhões de dólares (atuais R$ 53 milhões).

"Se nós divulgamos, nós com certeza nos equivocamos, a venda foi por 10 milhões de dólares."

Ainda o clube teria pago comissão.

Os percentuais ficaram entre 10% e 30%, o que diminuiu o valor da venda ainda mais.

Também houve 'confusão' em relação ao patrocínio master do banco BMG, em 2019.

Depois de 21 meses sem conseguir empresa que bancasse o espaço mais nobre da camisa corintiana, o acordo foi fechado.

Banco revelou no seu balanço. Patrocínio é de R$ 12 milhões. Não de R$ 30 milhões

Banco revelou no seu balanço. Patrocínio é de R$ 12 milhões. Não de R$ 30 milhões

Allan Louros / Divulgação

E os R$ 30 milhões anunciados criaram espanto entre os jornalistas.

Ninguém da diretoria deixou claro no anúncio que este valor era ou não por ano.

Inúmeros veículos divulgaram que sim.

Não houve desmentidos.

Até que o balanço do banco revelou que a parceria era de 'apenas' R$ 12 milhões anuais.

Os R$ 30 milhões foram 'adiantamentos'.

Menos da metade do que recebia com a Caixa Econômica Federal, R$ 25 milhões, pelo mesmo espaço na camisa.

E que, de acordo com corintianos abrissem conta no banco, o valor aumentaria. A cada 200 mil novas contas.

Ou seja, os equívocos, enganos em relação às quantias nas negociações do Corinthians não são raros.

E, por coincidência, nunca para menos...

(A matéria foi publicada, às 8h11. 

Às 8h57, o Corinthians publicou a seguinte nota oficial.

"O Sport Club Corinthians Paulista retifica informação sobre a negociação do lateral-esquerdo Carlos Augusto.

Em 28 de agosto de 2020, o clube emitiu uma nota informando a venda do atleta ao Monza. Foi explicado equivocadamente que o Corinthians teria direito a 60% do valor de uma futura transferência do jogador.

A informação correta é que o clube terá direito a 60% do lucro que o Monza venha a obter em uma futura negociação."

Como o blog destacou...

Equívocos...)

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