NOTÍCIAS

ESPORTES

DIVERSÃO

MEU ESTILO

BLOGS

R7 ESTÚDIO

RECORD TV

VÍDEOS

+R7

Cosme Rímoli

Carille conseguiu. Itaquera em guerra contra o elitista São Paulo

Treinador se aproveitou do desprezo de Aguirre e transformou Corinthians em um barril de pólvora. Andrés Sanchez quer a eliminação do rival

Carille conseguiu. Itaquera em guerra contra o elitista São Paulo

Estadao Conteúdo

Carille provocou clima de guerra contra o desprezo elitista do São Paulo

Fábio Carille conseguiu.

Criou um clima de guerra em Itaquera.

O São Paulo vai sentir a ira do clube, da diretoria, dos torcedores pelo desprezo de Diego Aguirre ao treinador corintiano, domingo, no Morumbi.

Carille tocou em uma ferida que nunca foi fechadA no Parque São Jorge.

André Sanchez é rancoroso. Nunca se esqueceu que foi humilhado por ex-presidentes do São Paulo. 

"O problema do Andrés é o mobral inconcluso. Quando ele concluir isso, vai dar uma melhorada. Infelizmente, o mandato está acabando e não vai dar tempo de ele arrumar agora. Ele precisa estudar um pouco mais", decretou, em 2011, o falecido Juvenal Juvêncio.

"Havia uma determinação do presidente da República para uma construtora fazer um estádio novo. E ele não torce para o São Paulo, ele torce para o Corinthians. E mandou fazer. A construtora disse sim, senhor, e fez o estádio. Está lá. Cheio de problemas. O Corinthians não é o dono do estádio, é da construtora. Ele nunca vai conseguir pagar aquele dinheiro."

"O Itaquerão não vai ter show. Por um motivo simples. Aquilo (Itaquera) é outro mundo, é outro país, não dá para chegar lá.

"O Andrés? Ele é o mestre de obras do Itaquerão", decretou Carlos Miguel Aidar.

Essa postura preconceituosa aproximou Andrés do Palmeiras. O relacionamento com o maior rival é muito mais cordial do que é com o São Paulo. Não há a menor amizade com o inseguro Leco. Andrés sabe que ele representa a ala elitista que domina o clube do Morumbi há décadas.

Quando o uruguaio Aguirre virou a cara para o humilde Carille, no Morumbi, acreditou que o treinador fosse aceitar a desfeita. No intervalo, não acreditou quando foi cobrado por ele pela atitude. Riu, tentou disfarçar, mas Carille percebeu que o menosprezo continuava.

E, vivido que é, percebeu que o técnico do São Paulo convenceu seus jogadores a dividirem com raiva, apelar para intimidação, palavrões, provocações. Tentar tirar a consciência tática corintiano. 

A provocação de Nenê, que ao marcar o gol foi comemorar diante do banco do Corinthians, não foi algo gratuito. Foi premeditado. Para acirrar o ânimo. Jogar ainda mais a torcida contra o rival.

Reprodução/Sportv

Nenê foi de propósito comemorar o gol em frente ao banco do Corinthians

O Corinthians não esperava essa atitude.

Foi surpreendido.

E prometeu o troco amanhã em Itaquera.

Carille conseguiu desviar o foco da forma exageradamente defensivista que montou o Corinthians. Seu erro na montagem do time foi responsável pela derrota. Ele sabe disso. Temeu demais um adversário que não é tão forte.

E promete dar o troco não só no aspecto emocional do jogo. Mas tático. Está preparando sua equipe para encurralar o São Paulo. Tratá-lo como time pequeno. Marcar a saída de bola, obrigá-lo a se fechar na sua área.

O melhor troco para o treinador não serão pontapés.

Nesta guerra de humilhação, o seu cartão de visitas, já que Aguirre diz que não o reconheceu, seria a eliminação. Com direito a uma goleada, digna de devolver o rival à depressão, do jejum de 13 anos sem o Estadual.

Andrés Sanchez e seus dirigentes querem essa vitória. Prometem até aumentar a premiação. Não desejam passar a humilhação de uma eliminação para o São Paulo no Itaquerão. Ainda mais com essa postura vista como arrogante, preconceituosa, elitista de Aguirre.

Os jogadores compraram a indignação de Carille e prometem se desdobrar. Criar o clima de intimidação, de guerra contra o São Paulo. 

O pior é que o árbitro escalado pela Federação Paulista de Futebol não tem a experiência necessária. Vinicius Gonçalves Dias tem 39 anos. Fará seu primeiro clássico em 2018.

Raí percebeu a pressão que Carille conseguiu.

E tentou alertar ontem, para amenizar o clima.

Já avisando que Vinicius é inexperiente.

Mas as organizadas corintianas não querem paz.

Prometem pressão todos os minutos de jogo.

Os jogadores e, principalmente Aguirre, não terão sossego.

33 mil ingressos já haviam sido vendidos até hoje.

A expectativa é de mais de 40 mil corintianos no Itaquerão.

A guerra já começou.

O Corinthians promete.

Vai ter troco.

Contra os elitistas São Paulo e seu técnico...

Publicidade
Ir para versão mobile