Cosme Rímoli Calleri, Borré, Benedetto. Artilheiros rejeitam o São Paulo

Calleri, Borré, Benedetto. Artilheiros rejeitam o São Paulo

Ao assumir, Crespo pediu um atacante definidor. O clube tentou três jogadores que agradavam a ele. Dívida de R$ 600 mi travou as três negociações. Salários atrasados de Daniel Alves também

  • Cosme Rímoli | Do R7

Benedetto disse não ao São Paulo. Falta de comissão e confiança do seu empresário

Benedetto disse não ao São Paulo. Falta de comissão e confiança do seu empresário

Reprodução/Instagram

São Paulo, Brasil

A situação é simples.

Como um clube brasileiro, que deve mais de R$ 600 milhões, pode contratar um atacante de alto nível?

Com mercado na Europa?

Sem poder equiparar o salário de um clube médio do Velho Continente?

Usando o poder de convencimento, a tradição de ser tricampeão mundial, disputar como titular a Libertadores, ter Daniel Alves como companheiro, ser treinado por Hernán Crespo. Jogar pelo São Paulo Futebol Clube.

Nada disso deu certo com Borré, Calleri e, desde ontem, com Benedetto.

O São Paulo foi recusado pelo colombiano, que atuava no River Plate. Pelo argentino que teve uma passagem marcante e que cativou os torcedores, em 2016.

E também por outro argentino, que atuou no Boca Juniors e está na reserva do reserva no Olympique de Marselha.

O São Paulo foi o primeiro clube a tentar contratar Borré. Mas ele queria a Europa

O São Paulo foi o primeiro clube a tentar contratar Borré. Mas ele queria a Europa

River Plate

Nem mesmo o isolamento por conta da infecção por covid-19 impediu o presidente Julio Casares de tentar convencer o empresário de Benedetto, Chistian Bragarnik, de que valeria a pena colocar seu jogador por um ano no Morumbi. O diretor Carlos Belmonte e executivo Rui Costa tentaram durante quase um mês, Casares tentou salvar a situação que se arrastava. 

Mas de nada adiantou 'sua autoridade'.

Bragarnik sabe que Jorge Sampaoli não quer utilizar Benedetto, mas não quer o retorno do atacante para a América do Sul. Deseja insistir com algum clube europeu. De nada adiantou Casares ter conseguido convencer o Olympique a pagar 50% dos salários do atacante.

De acordo com conselheiros são-paulinos, a negociação seria fechada se Casares aceitasse pagar uma altíssima comissão ao empresário do atacante. Situação que o presidente se recusou.

Benedetto foi o plano C do São Paulo.

O A foi Borré. O clube paulista monitorava a situação do atacante, que atuava no River Plate. E que teria o contrato encerrado no meio do ano. E tentou amarrar um contrato com ele. Mas logo surgiu o Palmeiras pagando mais. 

Só que o treinador Marcelo Gallardo sempre soube que ele queria atuar na Europa, virar as costar para os clubes sul-americano.

Ele acertou com Eintracht Frankfurt, clube médio, que terminou o Alemão 2020/2021 em quinto lugar.

O plano B foi Calleri. O jogador que fez sucesso há cinco anos, pertence a um grupo de empresários. Casares insistiu com esses agentes que queria o jogador por empréstimo de um ano. E o compraria em 2022. A resposta foi negativa. Ou o São Paulo pagava agora, nesta janela do meio de ano ou nada feito. Calleri também não se animou com a proposta financeira, cerca de R$ 400 mil mensais.

Daí, a procura por Benedetto.

E a negativa.

'Só' R$ 400 mil mensais. E compra só em 2022. Calleri não gostou. Como seus empresários

'Só' R$ 400 mil mensais. E compra só em 2022. Calleri não gostou. Como seus empresários

Rubens Chiri/São Paulo

O treinador Hernán Crespo até procura não detalhar a situação constrangedora.

Ele só confirma que pediu um definidor ao São Paulo. Desde que chegou, em janeiro.

Três atacantes viraram as costas ao clube.

Não há plano D.

O São Paulo disputará as quartas de final da Libertadores, com o rival Palmeiras, sem o artilheiro sonhado por Crespo.

Não há dinheiro.

As dívidas de mais de R$ 600 milhões pesam. 

Assustam jogadores e seus empresários, que sabem, por exemplo, que os salários de Daniel Alves, a maior estrela do Morumbi, estão atrasados.

Daí dizerem 'não' ao Morumbi...

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