Cosme Rímoli Arrogância de Volpi tirou vitória do São Paulo. 1 a 1 com o Palmeiras

Arrogância de Volpi tirou vitória do São Paulo. 1 a 1 com o Palmeiras

O São Paulo não só vencia, como dominava o Palmeiras. Mas uma falta boba, que Volpi não quis barreira, custou o empate. Patrick de Paula bateu com atrevimento. E conseguiu marcar: 1 a 1

  • Cosme Rímoli | Do R7

Patrick de Paula comemora o excesso de confiança de Volpi. Salva o Palmeiras da derrota

Patrick de Paula comemora o excesso de confiança de Volpi. Salva o Palmeiras da derrota

Sebastiao Moreira/EFE 10.08.21

São Paulo, Brasil

O excesso de confiança de Volpi tirou a vitória do São Paulo.

O time de Hernán Crespo mais uma vez anulava o Palmeiras de Abel Ferreira, estava vencendo a primeira partida entre os dois rivais nas quartas de final da Libertadores, por 1 a 0, gol de Luan. Não estava com vantagem maior porque Weverton fez grandes defesas.

Mas o goleiro são-paulino desprezou uma cobrança de falta de longe, da intermediária, de Patrick de Paula. Não quis barreira. E o jovem volante resolveu bater para o gol. Não havia barreira, mas vários jogadores à frente do goleiro. 

A bola foi forte, colocada, no canto direito do goleiro. Pablo tentou desviar e errou a bola. O movimento do atacante contribuiu para retardar o movimento de Volpi. Mas se houvesse uma barreira o gol do São Paulo estaria protegido.

Não estava. 1 a 1.

Resultado injusto para o São Paulo, que esteve sempre melhor que o Palmeiras.

A definição da vaga à semifinal ficou para a próxima terça-feira no Allianz Parque. Graças ao gol de Patrick de Paula, o 0 a 0 servirá ao Palmeiras.

O experiente Miranda não estava contente. Discreto, ele sabia como seu time havia sofrido o empate. E deu uma leve cutucada em Volpi.

"Fizemos um bom jogo. Não foi excelente, não foi perfeito, mas enfrentamos um forte adversário. Nosso time se comportou bem e abriu 1 a 0, mas infelizmente tomamos um gol de falta que se pode evitar..."

Weverton, melhor em campo, fez questão de escolher ainda mais as palavras que pudesse ofender os são-paulinos.

"Foi um grande jogo, bem aberto. O Palmeiras fez um excelente primeiro tempo, tomamos o gol e voltamos a jogar bem. Tivemos a chance de empatar, de virar o jogo, e está tudo aberto para a próxima terça-feira. Vamos competir ao máximo para sair classificados dentro de casa", disse, sem falar nada de consistente.

Luan tem três gols na carreira. Dois contra o Palmeiras. O de hoje foi um golaço

Luan tem três gols na carreira. Dois contra o Palmeiras. O de hoje foi um golaço

Sebastiao Moreira/EFE 10.08.21

Abel Ferreira, que jamais venceu o São Paulo, optou por um esquema tático fechado. Três zagueiros, seis jogadores nas intermediárias e só um atacante.

Deu o domínio do jogo para o São Paulo.

Crespo já esperava essa atitude palmeirense e tratou de fazer seu time assumir o controle do jogo. Trocando passes, surgindo pela intermediária, pelas laterais.

No primeiro tempo, o São Paulo teve 68% de posse contra 32% contra o Palmeiras.

Foi quando Weverton salvou seu time da derrota, fazendo duas defesas muito importantes.

A equipe de Crespo desperdiçou a chance de conseguir uma ótima vantagem diante do Palmeiras.

Os dois treinadores tiveram um duelo particular e muito interessante. O argentino abandonou os três zagueiros e Léo foi lateral-esquerdo. Enquanto Abel Ferreira deixou Gustavo Scarpa e Deyverson, que estavam sendo titulares, no banco.

Apostou no inédito trio Breno Lopes, Dudu e Rony. E não deu certo. Breno estava muito afobado, nervoso. Perdendo lanceis fáceis. Dudu, sem ritmo. E Rony sem inspiração. Com o detalhe da  recomposição muito recuada que o treinador português escolheu fazer.

Abel escolheu um novo trio de ataque. Mas colocou seu time atrás. Não adiantou

Abel escolheu um novo trio de ataque. Mas colocou seu time atrás. Não adiantou

Cesar Greco/Palmeiras

O São Paulo foi ganhando confiança, ao ver seu rival só tentando se defender, sonhando com contragolpes em velocidade, que nunca vieram.

O primeiro tempo foi injusto o 0 a 0, o time de Crespo merecia estar na frente do placar.

Aos oito minutos do segundo tempo, o resultado mais do que merecido. O São Paulo na frente. Em um lance muito simbólico. Rigoni disputou a bola com os zagueiros palmeirenses. A bola sobrou para Nestor que deu dois chutes fortíssimos e Weverton fez ótimas defesas. Mas Luan pegou o rebote de sem pulo e estufou as redes.

1 a 0, para o time de Crespo, aos oito minutos.

Abel Ferreira tinha de fazer alguma coisa. Tirou Rony e colocou Luiz Adriano.

O São Paulo já diminuía o ritmo, tentava deixar a disputa de jogo nas intermediárias. O treinador palmeirense decidiu tirar Zé Rafael e colocar Patrick de Paula, aos 22 minutos.

Seis minutos mais tarde, houve a falta na intermediária, do lado direito. Longe do gol. 

O jogador de 21 anos viu que Volpi havia colocado só um homem na barreira. Não teve medo do seu chute.

Foi aí que ele bateu forte, de pé esquerdo.

E empatou o clássico que estava sob o domínio do São Paulo.

1 a 1.

O empate perturbou psicologicamente o time de Crespo.

Patrick de Paula se aproveitou de Volpi ter armado mal a barreira. Miranda lastimou

Patrick de Paula se aproveitou de Volpi ter armado mal a barreira. Miranda lastimou

Cesar Greco/Palmeiras

O Palmeiras cresceu, foi melhor nos últimos minutos de jogo.

Mas não conseguiu a virada.

Seria injustiça demais.

Mas Abel Ferreira e seus jogadores podem comemorar.

Diante das circunstâncias, o empate foi um presente.

De Tiago Volpi...

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