Cosme Rímoli Além do empate justo. Sampaoli quer sair. E Pato fora dos planos

Além do empate justo. Sampaoli quer sair. E Pato fora dos planos

Santos e São Paulo fizeram uma partida igual. 1 a 1. Ruim para os dois. Mais importante: Sampaoli não quer ficar em 2020 e Pato está sem espaço

São Paulo, Santos, Daniel Alves, Alexandre Pato, Sampaoli

Daniel Alves. Jogou mais à frente, como fazia no PSG. Empate justo

Daniel Alves. Jogou mais à frente, como fazia no PSG. Empate justo

Reprodução/Twitter

São Paulo, Brasil

Foi um clássico absolutamente igual.

A Vila Belmiro viu um jogo emocionante.

O Santos teve a chance de fazer pelo menos três gols no primeiro tempo. 

Marcou um, na cobrança de pênalti de Sanchez.

A falta de Arboleda em Evandro foi tão clara, aos seis minutos de jogo, que ninguém no São Paulo teve a coragem de reclamar.

O meio-campista uruguaio fez 1 a 0. Perdeu um gol com Volpi fora do gol e Marinho despediçou chance clara, chutando para fora.

Jorge Sampaoli fez seu time impor o toque de bola, a velocidade, a pressão. O Santos se aproveitava da lentidão são paulina.

Fernando Diniz deu o troco. 

Percebeu o que acontecia.

Trocou Jucilei pelo versátil Liziero no intervalo.

Abriu Juanfran e Reinaldo como pontas.

E adiantou a marcação.

O São Paulo retomou o controle do jogo, imprensou o Santos na defesa. Empatou, com um gol de oportunismo de Daniel Alves, que jogou adiantado, como fazia no Paris Saint-Germain, aos oito minutos do segundo tempo.

Mais forte fisicamente, e melhor postado, o time de Diniz dominou as ações e faltaram apenas conclusões menos afobadas, capricho no último passe.

O empate foi justo.

E ruim para os dois.

O Santos deixou de assumir a vice liderança do Brasileiro.

E o São Paulo segue distante três pontos do Grêmio, na quinta colocação. O time sonha em terminar em quarto para entrar direto na fase de grupos da próxima Libertadores.

Mas valeram os dois destaques nos vestiários ao final do jogo.

O primeiro, Jorge Sampaoli.

O técnico argentino não poderia ser mais claro.

Ele disse que recebeu a notícia que 2020 será um ano difícil financeiramente para o Santos.

Sem dinheiro não há como montar o elenco forte que ele sonha.

E deixou claro que, sendo assim, não continuará.

Não adianta nem Pelé pedir.

"Meu segundo ano é para ter possibilidade, não posso ficar aqui sem ter a ilusão de fazer o que as pessoas querem (conquistar títulos). Se posso ficar em um lugar que estou feliz, com gente que me abraça, com possibilidade de ganhar, não tem porque não ficar.

"Mas te digo, esse carinho, se não se vence, pode se transformar em ódio. Então se não ganhar, é mal, e não quero que me vejam assim, quero ganhar sempre, e para isso precisa pelo menos ter um estilo e jogadores que se adequem a ele.

"Se não posso dar o que as pessoas querem, não posso ficar sendo o responsável", deixou muito claro.

A segunda situação a chamar a atenção foi a clareza que Fernando Diniz se posicionou em relação a Alexandre Pato.

Ele não entrou sequer um minuto no clássico.

E o treinador fez apenas duas substituições.

"O Pato conseguiu jogar, se esforçou. Mas acho que o melhor formato para o time agora é sem ele.

"Nesse momento eu coloco a melhor equipe para jogar e faço as alterações conforme eu acho que vai melhorar para o time ter mais chances de vencer. Esse é o contexto que o Pato está inserido", disse de forma corajosa, direta.

Diniz também manteve Hernanes os 90 minutos fora.

Santos e São Paulo devem sofrer profundas alterações em 2020.

Com saídas importantes...

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