Cosme Rímoli São Paulo discute, a sério, a possibilidade de virar empresa

São Paulo discute, a sério, a possibilidade de virar empresa

Leco e Raí buscam adeptos no Conselho Deliberativo para transformar o clube em sociedade anônima.  Com capital aberto a investidores

São Paulo, sociedade anônima, São Paulo S/A

Leco e Raí defendem que o São Paulo se torne uma empresa. Com capital aberto

Leco e Raí defendem que o São Paulo se torne uma empresa. Com capital aberto

SPFC

Enquanto a Copa do Mundo distrai a atenção do futebol brasileiro, há muita movimentação nos bastidores do São Paulo Futebol Clube. Graças ao presidente Carlos Augusto Barros e Silva.

Uma velha ideia de Leco, desde quando ainda não era presidente, está ganhando adeptos e inimigos ferrenhos.

A transformação do clube em uma sociedade anônima, aberta para acionistas.

Há uma silenciosa, mas ferrenha guerra entre os últimos 'cardeais' e conselheiros importantes. 

Leco tem um grande parceiro na sua briga pela transformação do clube. 

Raí.

Os dois se baseiam no livro livro “Futebol, Mercado e Estado”. De autoria dos advogados Francisco Manssur e Rodrigo Monteiro de Castro, a obra detalhes de como o clube poderia ficar mais forte economicamente, com abrindo seu capital para investidores.

A consultoria Deloitte confirma que seria uma evolução para o clube brasileiro que optar pela transformação.

Os adeptos defendem que, só dessa forma, chegaria dinheiro para a transformação do Morumbi em uma arena. E também para a montagem de grandes times, com a contratação de jogadores importantes e caros. 

Seria o fim do menor vestígio de amadorismo no clube. Com a possibilidade de sequência ou demissão de treinadores, por exemplo, em avaliações práticas. Conquistas de títulos, valorização do elenco.

Os contrários são radicais. Não querem que o clube tenha dono. E muito menos caia nas mãos de quem não tenha a menor identificação com o São Paulo. 

Um empresário dono de frigoríficos corintiano poderia adquirir a maioria das ações do São Paulo. E fazer do clube o que quisesse. As determinações seriam centralizadas, sem direito a veto. Quem paga, manda.

Acabariam as eleições para presidente, por exemplo.

Os lucros do clube seriam dos donos e não da instituição.

Os conselheiros perderiam completamente seu poder.

Como, por exemplo, aprovar ou vetar o balanço do clube.

As contratações e vendas seriam ainda mais sigilosas.

Nenhuma empresa precisa explicar suas negociações.

Juridicamente deixaria de ser uma associação civil sem fins lucrativos, passaria a se assumir com uma empresa criada com o objetivo de lucro a partir dos esportes

As discussões estão ficando cada vez mais acaloradas no Morumbi.

Dividem até ex-presidentes.

Leco e Raí defendem a reformulação geral no estatuto.

Chamam de 'inevitável modernização'.

O ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que renunciou, depois de várias denúncias em transações estranhas, também defendia a transformação do São Paulo em Sociedade Anônima.

As discussões estão ficando sérias.

Com os grupos cada vez mais divididos.

Tudo deverá ficar público após a Copa do Mundo...