Corrupção na Fifa
Esportes Presidente da CBF defende Marin e joga 'bomba' no colo de Ricardo Teixeira

Presidente da CBF defende Marin e joga 'bomba' no colo de Ricardo Teixeira

Marco Polo Del Nero afirmou que problemas vêm de "gestões anteriores" às do acusado

Presidente da CBF defende Marin e joga bomba no colo de Ricardo Teixeira

Del Nero defendeu José Maria Marin das acusações de corrupção

Del Nero defendeu José Maria Marin das acusações de corrupção

Fernando Dantas / Gazeta Press

Presidente da CBF desde 16 de abril de 2015, Marco Polo Del Nero se manifestou sobre o escândalo de corrupção envolvendo o ex-presidente da entidade, José Maria Marin, que foi detido na manhã desta quarta-feira (27), em Zurique, na Suíça. Del Nero se mostrou surpreso com a prisão de seu antecessor e alegou que os problemas que envolvem as acusações são de "gestões anteriores".

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Em entrevista coletiva divulgada pelo Sportv, Del Nero defendeu Marin e jogou a culpa em Ricardo Teixeira, que presidiu a Confederação entre os anos de 1989 e 2012.

— Foram contratos firmados antes da administração do Marin. Não tem nenhum contrato firmado depois... Temos que analisar, como que vou saber? Tem que ver a conduta... Não tenho a menor ideia... Lógico que não é uma coisa boa, é péssimo para a entidade. Mas temos que saber o que se passa.

Quando questionado sobre a equipe de Teixeira na CBF, o presidente se esquivou.

— Eu era presidente da Federação Paulista. Estamos querendo saber o que houve. 

O dirigente esteve à frente da Federação Paulista de Futebol por 12 anos, de 2003 até o início de 2015.

Apesar do escândalo, Del Nero, que faz parte do Comitê Executivo da Fifa, afirmou que a eleição para a presidência da entidade máxima do futebol, que ocorre nesta sexta-feira (29), ocorrerá normalmente.

Entenda o caso

O Escritório Federal de Justiça da Suíça confirmou, nesta quarta-feira (27), que o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, juntamente com outros seis executivos alto escalão da Fifa, está na lista dos nove presos acusados de envolvimento em esquema de corrupção na entidade, entre eles o ex-presidente da Conmebol, o paraguaio Nicolás Leoz. As prisões foram realizadas no Baur au Lac Hotel, em Zurique, a partir de pedido da promotoria de Nova York, durante uma operação anticorrupção feita pela polícia suíça e movida por um pedido do FBI, que lidera a investigação.

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De acordo com informações publicadas pelo jornal americano The New York Times, autoridades suíças envolvidas no caso apontaram o antigo dirigente da CBF como um dos principais acusados de colaborar com algumas práticas ilegais dentro da Fifa nas duas últimas décadas. Entre elas, casos de fraude em eleições para a escolha do Qatar como sede da Copa do Mundo de 2022, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. Ao todo, 14 pessoas estão sendo investigadas de forma direta no caso.