Retrospectiva 2020

Olimpíadas Tóquio 2020 renovou esperanças com promessa de vacina da covid

Tóquio 2020 renovou esperanças com promessa de vacina da covid

COI, no entanto, garante que realização da 32ª edição dos Jogos, de 23 a 8 de agosto de 2021, não está condicionada a imunizante

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7

Tóquio 2020 esperava receber 11 mil atletas antes da pandemia do novo coronavírus

Tóquio 2020 esperava receber 11 mil atletas antes da pandemia do novo coronavírus

Issei Kato/Reuters - 1/12/2020

No lugar da chama olímpica, máscaras. No lugar das bandeiras dos países, álcool em gel. As delegações de atletas deram lugar as de enfermeiros e médicos na luta contra o novo coronavírus. O último 24 de julho, que marcaria a abertura da 32ª edição dos Jogos Olímpicos, foi triste também para o mundo esportivo. Tóquio 2020 foi adiada pela pandemia, mas renovou as esperanças com a promessa de vacina contra a covid-19.

Os Jogos Olímpicos, que voltariam à capital japonesa depois de 56 anos, tiveram que ser remarcados. Os sonhos e planos de torcedores e, claro, de quem briga por medalha foi adiado em um ano. Com as suspensão confirmada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) e pelo Comitê Organizador, com o apoio das autoridades do governo e mesmo da OMS (Organização Mundial da Saúde), as Olimpíadas agora estão previstas para de 23 de julho a 8 de agosto.

"A Olimpíada que teremos daqui a um ano não deve ser uma edição convencional, não será como algo que já vimos", disse Toshiro Muto, CEO do Comitê Organizador, em meados de maio.

O COI, sob o comando do presidente Thomas Bach, até hoje evita condicionar a vacinação contra a covid aos Jogos Olímpicos. Ainda assim, é impensável um evento que contava com 11 mil atletas e comissões técnicas, 80 mil voluntários, 20 mil jornalistas e mais milhares de torcedores sem provocar o mínimo de aglomeração em aeroportos, nas redes de hospedagem e nas praças esportivas. Daí a preocupação e expectativa por um imunizante contra a doença que já matou 1,7 milhão de pessoas em todo o mundo.

“Estamos trabalhando para o sucesso de Tóquio 2020 em julho de 2021. Ter esses Jogos em um ambiente seguro para todos. A força tarefa está empenhando todos os seus esforços nisso para assegurar esse ambiente seguro”, disse Bach, em maio.

Custos do adiamento

Paralelo a isso, há ainda um limite para que os Jogos Olímpicos, de Verão, daí o problema, aconteçam. Por uma ‘gambiarra olímpica’, Tóquio 2020 acontecerá em 2021 (com o mesmo nome e logo, aliás), mas sem que avance até o inverno do Hemisfério Norte. O artigo 6 da Carta Olímpica, essa ainda dos tempos do Barão de Boubertin, diz que uma Olimpíada é um intervalo de quatro anos consecutivos e, por isso, não poderia ser marcado ao bel-prazer da organização.

Custos do adiamento estão em cerca de R$ 13 bilhões

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Kim Kyung-Hoon/Reuters - 30/11/2020

Nem todas as decisões, no entanto, dependem de quem lida diretamente com os Jogos Olímpicos. A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, ainda trabalha para um acordo internacional que facilite a vida dos viajantes. Não seria viável, por exemplo, por logística e custos, exigir uma quarentena para quem entrar no país para assistir ou participar das competições.

Por falar em custos, o Comitê Organizador revelou no início do último mês que o novo coronavírus encareceu em pelo menos mais US$ 2,4 bilhões (R$ 13,68 bilhões na cotação atual). Diante de cifras bilionárias, a realização dos Jogos Olímpicos também leva em conta aspectos econômicos e financiadores desses custos.

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