Tóquio 2020

Olimpíadas Rafael Silva revela ‘inveja boa’ de atleta que venceu lenda do judô

Rafael Silva revela ‘inveja boa’ de atleta que venceu lenda do judô

Baby, como judoca brasileiro é conhecido, disse que ainda hoje procura uma forma de vencer Teddy Riner, que ficou quase dez anos sem perder

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7

Rafael Silva, o Baby, tem duas medalhas de bronze em Jogos Olímpicos

Rafael Silva, o Baby, tem duas medalhas de bronze em Jogos Olímpicos

Murad Sezer/Reuters

Em fevereiro deste ano, então a quatro meses dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, o chão do judô estremeceu. O francês Teddy Riner, lenda do esporte, caiu para o japonês Kokoro Kageura. O brasileiro Rafael Silva, o Baby, como é conhecido, revelou nesta quinta-feira (30) uma pontinha de inveja por não ter sido ele a colocar fim em uma hegemonia que já durava quase dez anos.

Baby revelou, de forma bem humorada, que acompanhou a luta pelo Grand Prix de Paris e viveu um mix de sensações. Depois de ter lutado tantas vezes contra o francês, o duas vezes medalhista olímpico (bronze em Londres 2012 e bronze na Rio 2016) entende que poderia ter sido ele o vencedor.

Kageura se colocou como um das promessas em Tóquio

Kageura se colocou como um das promessas em Tóquio

Divulgação/IJF

“Lutei nove, dez vezes, contra o Teddy e até hoje estou procurando nove ou dez formas de vencê-lo”, riu Baby, na apresentação dos novos atletas do Time Ajinomoto, que ajuda esportistas do país com suporte nutricional. “Foi uma vitória que senti aquela inveja: ‘Poxa, poderia ser eu’. Mas, ao mesmo tempo, fiquei feliz. Alguém mostrou que é possível.”

Kageura, de 24 anos, é considerado uma das promessas do judô mundial ao vencer por ippon no golden score. Apesar 1,79 metros, 25 centímetros a menos que Rinner, 24 centímetros a menos que Baby, o japonês impôs o seu estilo e venceu o mais temido adversário do esporte, na categoria +100 kg. Ao todo, o bicampeão olímpico (Londres 2012 e Rio 2016, ainda tem o bronze em Pequim 2008) ficou 154 lutas sem perder.

Baby acredita que, por Rinner estar há tanto tempo no circuito mundial, precisa sempre de uma motivação a mais. O feito do atleta japonês, que não figurava entre os favoritos para Tóquio 2020, seria como ‘cutucar a onça com vara curta’.

“O Teddy tem que ter uma motivação diferenciada. Então, essa derrota vai motivar ele ainda mais. Com certeza, essa derrota esse ano veio para mexer e deixar a categoria mais dinâmica. Todo mundo tem esse estímulo a mais”, concluiu o brasileiro.

No último mês de março, os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 foram adiados em um ano devido à pandemia do novo coronavírus. O evento está marcado para de 23 de julho a 8 de agosto do ano que vem.

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