Tóquio 2020

Olimpíadas Prata de Rebeca em Tóquio não tem asterisco pela ausência de Biles

Prata de Rebeca em Tóquio não tem asterisco pela ausência de Biles

Atleta brasileira chegou a liderar competição, mas foi superada por Sunisa Lee na trave de equilíbrio e no solo nos Jogos Olímpicos

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

Rebeca Andrade primeira medalha da ginástica feminina do Brasil em Olimpíadas

Rebeca Andrade primeira medalha da ginástica feminina do Brasil em Olimpíadas

Mike Blake/Reuters - 29/7/2021

O futebol costuma a disputar títulos com asterisco. Aqui cabe uma explicação em meio aos Jogos Olímpicos. Esses são títulos que, por critérios técnicos, ou birra dos adversários, nem todos os torcedores consideram. A final individual geral da ginástica artística nesta quinta-feira (29), em Tóquio 2020, passou longe dessa questão. Rebeca Andrade conquistou com méritos a medalha de prata para o Brasil apesar da ausência de Simone Biles.

A norte-americana Sunisa Lee (57.433) ficou com o ouro, seguida pela brasileira (57.298) e pela russa, representando o comitê olímpico dos atletas russos, Angelina Melnikova (57.199). Foi a primeira medalha da ginástica feminina do país em Olimpídas.

“É difícil [competir sem a Biles] porque a forma como ela saiu não foi uma coisa boa. As pessoas têm que entender que nós não somos robôs. Nós somos atletas, seres-humanos”, disse Rebeca, já com a medalha de prata no peito.

Biles, que por questões psicológicas preferiu não defender seu título da Rio 2016, foi ausência mais do que sentida nos aparelhos do Ariake Centre. Mesmo entre as competidores, havia um vazio sem a ginasta mais completa da atualidade e seguramente uma das maiores de todos os tempos. No salto, nas barras, na trave ou no solo… Nada. Ela estava mesmo na arquibancada.

Em determinados momentos da competição, Biles se permitiu tirar a máscara e gritar se fazer ouvir no ginásio inteiro. Quem estava em silêncio, logo foi compreendida com um inconfundível “vai, Suni”.  Na apresentação da brasileira, com Flavia Saraiva na arquibancada, uma comemoração mais tímida, mas satisfeita com a prata.

Rebeca foi melhor competidora no salto sobre a mesa (15.300), mas perdeu pontos importantes nas barras paralelas (14.666) e, principalmente, na trave (13.566). Com as principais atletas no mesmo grupo, a apresentação do solo foi decisiva para a definição do pódio. Rebeca pisou fora do tablado em duas oportunidades e somou pontos insuficientes para ultrapassar a americana (13.666).

"Logo a Biles vai voltar e vai arrasar todo mundo de novo", completou Rebeca.

Como boa vencedora, e ótima perdedora, Biles aplaudiu o pódio olímpico. O futuro da norte-americana nas provas individuais, no entanto, ainda é incerto em Tóquio 2020.

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