Tóquio 2020

Olimpíadas Ouro olímpico não fez de Micale um técnico de sucesso. Fará de Jardine?

Ouro olímpico não fez de Micale um técnico de sucesso. Fará de Jardine?

Treinador conduziu o Brasil ao título nos Jogos de Tóquio neste sábado, mas foi muito mal treinando um time profissional

  • Olimpíadas | Felippe Scozzafave, do R7

André Jardine comandando a seleção masculina de futebol na final dos Jogos de Tóquio

André Jardine comandando a seleção masculina de futebol na final dos Jogos de Tóquio

Vincenzo PINTO / AFP - 07.08.2021

Com a vitória por 2 a 1 para cima da Espanha conquistada na prorrogação, o Brasil se consagrou bicampeão olímpico. Uma conquista importante na carreira de jogadores como Richarlison, Bruno Guimarães e até mesmo o multicampeão Daniel Alves, o ouro em Tóquio 2020 pode servir para engrerar a carreira de André Jardine como técnico.

O treinador de 41 anos, com passagens de sucesso pelas categorias de base de Grêmio, Internacional e São Paulo, não foi nada bem em sua primeira e única experiência em um time profissional e fez parte da vexatória eliminação da equipe do Morumbi na pré-Libertadores em 2019.

Com Jardine, São Paulo caiu para o Talleres

Com Jardine, São Paulo caiu para o Talleres

Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo - 13.2.2019

Após apenas 19 jogos, foi rebaixado pelo clube e voltou a exercer um cargo na base. Poucos meses depois, foi convidado para assumir as categorias de base da seleção. Com bons resultados tanto no sub-20, quanto no sub-23, chegou ao auge com o ouro olímpico.

Por ser uma conquista histórica, muito devem pensar que Jardine está pronto para uma carreira vitoriosa em um grande clube do futebol brasileiro. Porém, se ele seguir o roteiro escrito por Rogério Micale, que 5 anos atrás também foi ouro, o destino pode não ser esse.

Micale foi ouro no Rio, em 2016, mas depois disso pouco conquistou

Micale foi ouro no Rio, em 2016, mas depois disso pouco conquistou

Divulgação/CBF

Desde que venceu a Rio 2016 e fez seu nome passar a ser conhecido nacionalmente, o treinador não emplacou mais nenhum trabalho de sucesso. Ele até teve a chance de dirigir um dos grandes clubes do Brasil, o Atlético-MG. Mas sua passagem pela equipe alvinegra em 2017 durou apenas dois meses e 13 partidas.

Micale não foi bem no Paraná

Micale não foi bem no Paraná

Reinaldo Reginato/Estadão Conteúdo - 5.8.2018

Depois, ele ainda dirigiu Paraná, Figueirense e o time sub-20 do Cruzeiro antes de tentar a sorte no Oriente Médio, no Al-Hilal. Contratado no começo de fevereiro para comandar a equipe sub-19 dos sauditas para o lugar do também brasileiro Carlos Amadeu, que faleceu de covid-19, ele tinha um projeto de liderar a longo prazo a formação de jogadores.

Menos de duas semanas depois, ele foi promovido a técnico do elenco principal após a demissão do romeno Razvan Lucescu, campeão asiático com o clube em 2019.

Micale assumiu, conseguiu bons resultados, mas nunca deixou de ser considerado um interino, já que o time continuou buscando um treinador para assumir o cargo. Abel Ferreira, campeão da Libertadores e da Copa do Brasil pelo Palmeiras, foi um dos primeiros nomes sondados. Outro português, Marco Silva, também foi procurado.

E 13 jogos depois, com oito vitórias, um empate e quatro derrotas, e com o time na liderança do campeonato local, ele foi demitido, sem a chance de voltar ao cargo anterior e substituído por José Morais, ex-auxiliar de José Mourinho e duas vezes campeão da Coreia do Sul pelo Jeonbuk Hyundai.

Desde maio, quando deixou o time saudita, Rogério Micale segue desempregado e em busca de uma nova oportunidade. Ela, porém, tem pouca chance de ser em um clube de grande expressão no futebol brasileiro e mundial.

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