Tóquio 2020

Olimpíadas OMS: Protocolos contra covid-19 terão 'prova de fogo' na Olimpíada

OMS: Protocolos contra covid-19 terão 'prova de fogo' na Olimpíada

 Tedros Adhanom declarou nesta quarta-feira (21) que os casos devem ser todos detectados e que seja interrompida a transmissão

  • Olimpíadas | Da EFE

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS

Laurent Gillieron/Pool via REUTERS - 24.5.2021

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou nesta quarta-feira (data local) que o sucesso dos Jogos Olímpicos de Tóquio não depende da inexistência de casos de covid-19, mas que "todos sejam detectados e que seja interrompida a transmissão".

Em discurso durante a sessão oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI), realizada na capital japonesa, Tedros também incentivou os participantes do megaevento poliesportivo a se vacinarem.

"Nos 125 anos de história dos Jogos, eles nunca foram organizados sob a sombra de uma pandemia. Esta pandemia os adiou, mas não os derrotou. A OMS teve a honra de prestar assistência ao COI e aos organizadores de Tóquio 2020", destacou o biólogo etíope.

Os Jogos estavam marcados para o ano passado, mas a pandemia de covid-19 levou ao adiamento em um ano. Além disso, quase todas as competições acontecerão sem a presença de público.

"Os planos passarão agora por uma prova de fogo, e espero que os Jogos sejam um sucesso, porque será uma demonstração do que pode ser feito quando os planos certos estão em vigor", disse Tedros aos integrantes do COI reunidos em assembleia na antevéspera da cerimônia de abertura.

Sem citar nomes, o presidente da OMS criticou líderes mundiais por a pandemia estar em curso por tanto tempo. Os primeiros casos de covid-19 foram detectados nas últimas semanas de 2019 na China.

"A pandemia vai acabar quando o mundo quiser que ela acabe. Temos todas as ferramentas para vencê-la, mas não estamos terminando a pandemia por causa da falta de compromisso político", reclamou Tedros, que vem lutando pela distribuição equitativa de vacinas contra a doença.

"Compartilhar vacinas não é caridade. É do próprio interesse de todos. Por acaso as vacinas não iriam abafar as chamas da pandemia? Sim, mas não estaremos livres de perigo até que o fogo tenha sido extinto em todos os lugares. Aqueles que pensam que acabou porque acabou em seu país, estão nas nuvens", alertou.

O diretor-geral da OMS encerrou sua fala lembrando que 75% das 3,5 bilhões de doses de vacinas contra a covid-19 já aplicadas em todo o mundo foram usadas em apenas dez países. Além disso, enalteceu o esforço do Japão para realizar os Jogos. "Um sol nascente em um mundo de pandemia", disse.

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