Coronavírus

Olimpíadas Olimpíada: Atleta terá de colocar medalha no próprio pescoço

Olimpíada: Atleta terá de colocar medalha no próprio pescoço

Medida para proteger esportistas dos riscos de contágio do coronavírus foi anunciada pelo presidente do COI, Thomas Bach

  • Olimpíadas | Do R7

Medalhas dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Medalhas dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Issei Kato/Reuters - 24.06.2021

Os atletas que subirem ao pódio na Olimpíada de Tóquio 2020 terão de eles próprios colocar suas medalhas no pescoço. Esta medida foi anunciada nesta quarta-feira (14) pelo preisdente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, com o objetivo de proteger os atletas contra a propagação do coronavírus.

"As medalhas serão levadas aos atletas em uma bandeja", disse Bach. "Em seguida, o atleta  deverá pegar a medalha e colocar no pescoço." O presidente do COI acrescentou que será garantido que quem colocar a medalha na bandeja o fará apenas com luvas desinfetadas para que o atleta tenha certeza de que ninguém tocou no objeto antes.

As medalhas olímpicas são normalmente entregues por um membro do COI ou um oficial de liderança de um órgão regulador de um esporte. O COI havia dito anteriormente que medalhistas e oficiais da cerimônia teriam que usar máscaras.

A Olimpíada de Tóquio começa em 23 de julho com a cidade em estado de emergência e um número crescente de casos covid-19.

Sem correr riscos

Bach, prometeu "não fazer correr (a população japonesa) qualquer risco" com o início dos Jogos Olímpicos. Ele se reuniu com o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, e logo depois se dirigiu à imprensa para expressar seu apreço ao Japão e prometer Jogos seguros.

"Estamos fazendo todos os esforços possíveis, e o povo japonês tem todo nosso compromisso para ajudar da melhor forma possível no combate a esse vírus e para não colocar a população em risco", assegurou Bach.

"Hoje posso garantir que 85% de todos os residentes da Vila Olímpica e quase 100% dos membros e funcionários do COI que vêm a Tóquio chegam vacinados", garantiu.

"Por isso, gostaria de pedir humildemente à população japonesa que receba calorosamente os atletas de todo mundo que superaram, como a população japonesa, tantos desafios", acrescentou.

"Os japoneses precisam recuperar a confiança. A situação muda lentamente, mas com segurança. E estamos convencidos de que quando as pessoas perceberem o que todos nós fizemos, elas terão confiança", acrescentou Bach em declarações às principais agências de notícias.

Thomas Bach, presidente do COI

Thomas Bach, presidente do COI

Greg Martin/Reuters - 8/6/2021

Bach agradeceu ao público japonês por hospedar, apesar da pandemia, este evento "histórico", símbolo do esforço dos japoneses que "superaram tantos desafios", como a tripla tragédia do terremoto, tsunami e vazamento nuclear de 2011.

Mais tarde, Bach reconheceu que "nesses últimos 15 meses duvidamos todos os dias. Quando anunciamos o adiamento dos Jogos por um ano (em março de 2020), não sabíamos o que iria acontecer. E tem sido mais difícil do que imaginávamos".

"Tomávamos decisões a cada dia e, no dia seguinte, tínhamos que adaptar e, novamente, três semanas depois, readaptar", acrescentou.

"O desafio também foi que não podíamos dar parte das nossas dúvidas porque todos as tinham: os atletas, a comissão organizadora, o governo japonês. E o COI está numa posição em que não pode dar dúvidas", disse.

"Como convencer atletas a continuar treinando, comitês olímpicos, federações internacionais a organizar eventos, ou patrocinadores a manterem seu apoio, se você se mostra inseguro?".

Nas pesquisas de opinião realizadas nos últimos meses, os japoneses expressaram consistentemente sua rejeição à realização dos Jogos Olímpicos, enquanto o governo de Suga se preparava de forma obstinada para o evento, apesar dos desafios de saúde.

Inicialmente, o governo queria permitir que os espectadores comparecessem aos Jogos. Acabou renunciando a essa ideia, após os muitos avisos de especialistas médicos que chamaram a atenção para o aumento do número diário de casos em Tóquio nas últimas semanas.

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