Tóquio 2020

Olimpíadas 'O foco não é ganhar uma medalha, é ganhar a de ouro', diz Isaquias

'O foco não é ganhar uma medalha, é ganhar a de ouro', diz Isaquias

Canoísta de Ubaitaba (BA) conquistou duas pratas e um bronze na Rio 2016 e planeja completar coleção em Tóquio 2020

Isaquias, que ficou 21 meses sem competir, garantiu prata em etapa da Copa do Mundo

Isaquias, que ficou 21 meses sem competir, garantiu prata em etapa da Copa do Mundo

Arte/R7

Duas medalhas de prata e uma de bronze na Rio 2016. Isaquias Queiroz fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar três medalhas em uma única edição de Jogos Olímpicos. Ainda assim, faltou uma coisinha para o canoísta de 27 anos: a medalha de ouro. O pensamento para Tóquio 2020 então agora é outro.

“Agora o foco, com certeza, é outro. Não é ganhar qualquer medalha. O foco é ganhar a medalha de ouro e deixar todos os brasileiros felizes”, disse Isaquias, em uma videoconferência com os jornalistas.

Isaquias, natural da pequena Ubaitaba, a quase 370 km de Salvador (BA), surpreendeu muita gente com a conquista das medalhas nas categorias C1 200 (bronze) e 1.000 m (prata) e C2 1.000 m (prata), essa com o parceiro Erlon de Souza. Depois daquele feito, outras tantas conquistas vieram, o ritmo de competições foi diminuído e completamente interrompido com a pandemia do novo coronavírus.

O canoísta explicou que, na pandemia, os treinos em si, muitos na água, isolado, até eram possíveis de serem realizados. O problema maior foi na restrição de viagens e competições e, por isso, a falta da adrenalina da competição e até mesmo a importante comparação com os adversários.

E os 21 meses sem competição fizeram a diferença na etapa da Copa do Mundo de Canoagem, realizada há duas semanas, em Szeged, na Hungria. O atleta ganhou a prata no C1 1.000 m e o bronze no C2 1.000 m, ao lado de Jacky Godmann, já que Erlon se recupera de uma lesão no quadril.

Isaquias surpreendeu gente que nem conhecia a canoagem na Rio 2016

Isaquias surpreendeu gente que nem conhecia a canoagem na Rio 2016

Lavandeira Jr/EFE - 16/8/2016

“A Copa do Mundo foi uma competição muito importante para poder analisar como estava depois de quase dois anos sem competir”, disse o atleta, que viu o alemão Conrad-Robin Scheibner ficar protegido em uma raia sem o evento de frente e levar a melhor por dois segundos de vantagem.

“Acho que o rendimento deu para ter uma visão que a gente vai chegar bem forte em Tóquio não só no barco individual, mas também no barco em equipe”, completou o atleta.

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