Tóquio 2020

Olimpíadas Mesmo derrotada, Ketleyn se vê melhor do que no bronze em 2008

Mesmo derrotada, Ketleyn se vê melhor do que no bronze em 2008

Medalhista nos Jogos Olímpicos de Pequim perdeu na repescagem e saiu sem pódio do Nippon Budokan nos Jogos de Tóquio 2020

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

Ketleyn, de 33 anos, participou de sua segunda edição de Jogos Olímpcos

Ketleyn, de 33 anos, participou de sua segunda edição de Jogos Olímpcos

Miriam Jeske/COB/Divulgação - 27.07.2021

Ketleyn Quadros demorou 13 anos para voltar a uma edição de Jogos Olímpicos. Da medalha de bronze em Pequim 2008 para Tóquio 2020, muita coisa mudou para melhor apesar da judoca ter ficado fora do pódio nesta terça-feira (27), no Nippon Budokan. Mas quem venceria uma imaginária disputa entre as duas atletas?

A brasilense, hoje com 33 anos, reconhece os feitos daquela atleta que conquistou o bronze e se tornou a primeira mulher a garantir uma medalha em um esporte individual na história olímpica do país. Ainda assim, entende que hoje venceria a si mesma em um confronto.

“A tendência do ser-humano é ser melhor. Então, a Ketleyn de agora venceria. Não daria para ser a mesma de 13 anos atrás. Agora, tenho mais bagagem, mais experiência. Aquela Ketleyn não tinha”, disse a atleta, eliminada na repescagem, antes da disputa pelo bronze, pela holandesa Juul Franssen.

Falar do passado para a atleta é também um olhar para o futuro. Para Pequim 2008, ela não tinha lá muitas condições e ganhou a vaga da lesionada Danielle Zangrano. Não deixou a oportunidade passar. Agora, saber que está de novo em um altíssimo nível olímpico é um recado de que pode continuar.

Por isso, o Mundial de Judô no próximo ano e Paris 2024 são opções que a atleta ainda mantém no radar. Sentir o gostinho da medalha e sair sem ela pode prolongar a carreira da judoca.

“Sempre fica um gostinho de quero mais. Em todas as competições, a ideia é sempre ser melhor”, disse. “Por que não pensar em mais um ciclo olímpico? Não penso em fazer judô por hobby. Se eu continuar, vou procurar fazer o meu melhor e estar dentro de Olimpíada com condição de medalha.”

Brasileiro Ítalo Ferreira é o 1º campeão olímpico do surfe

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