Tóquio 2020

Olimpíadas Mayra superou 7ª cirurgia e se fortaleceu no adiamento dos Jogos

Mayra superou 7ª cirurgia e se fortaleceu no adiamento dos Jogos

Atleta do Brasil busca em Tóquio 2020 sua terceira medalha olímpica: 'O Japão é a casa do judô e me sinto em casa aqui'

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

Mayra Aguiar começa luta pela medalha na categoria até 78 kg no dia 29

Mayra Aguiar começa luta pela medalha na categoria até 78 kg no dia 29

Jonne Roriz/Divulgação/COB - 16/7/2021

É sabido que há males que vêm para o bem. Assim pode ser definido o adiamento de Tóquio 2020 no caso de Mayra Aguiar. A judoca viveu a dor de passar pela sétima cirurgia na carreira, mas ganhou tempo de recuperação para buscar a glória da sua terceira medalha em Jogos Olímpicos.

A atleta, de 29 anos, vinha com dores no joelho esquerdo ao longo da temporada passada. Depois de alguma indefinição, em outubro veio a opção pela cirurgia no ligamento cruzado anterior. O tempo de recuperação era um complicador para chegar em boas condições físicas para a disputa da categoria até 78 kg.

De outubro para cá, a recuperação envolveu até a irmã fisioterapeuta além, é claro, do acompanhamento dos médicos do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e da Sogipa, clube que defende em Porto Alegre (RS). Como se não bastasse, os cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus também tiveram de ser seguidos rigorasamente.

“Foi uma superação. De novo. Estou na melhor fase da minha recuperação e a cada semana sinto uma melhora. A cada dia vejo que melhorei uma coisinha e essa é a minha maior motivação para conseguir a medalha”, disse Mayra, que conquistou bronze em Londres 2012 e na Rio 2016.

Em Tóquio 2020, o judô estará em casa. O esporte nasceu na terra do sol nascente e, não à toa, as competições serão realizadas em um dos maiores palcos olímpicos. O Nippon Budokan teria capacidade para 11 mil espectadores se a Olimpíada pudesse ser vista pelo público.

Além de toda a história do o legado, o Nippon Budokan foi a também a casa do judo nos Jogos de 1964, quando o esporte entrou para o programa olímpico. Por isso, uma conquista dourada seria um sonho para a carreira de Mayra.

“O Japão é a casa do judô me sinto muito bem aqui. Isso para mim seria lindo, me sinto muito pronta para conquistar a medalha de ouro, que é o meu grande objetivo”, concluiu a atleta.

Mayra entrará no tatame a partir de 29 deste mês. As eliminatórias acontecem no primeiro dia, com a aguardada final no dia seguinte.

Japão e Estados Unidos vencem na primeira rodada do softbol

Últimas